O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, assegurou sábado que não se registam quaisquer danos humanos ou patrimoniais na comunidade madeirense residente na Venezuela, apontando esperar uma “transição de regime controlada” no país.
“Nada temos a registar, nem danos materiais no património, nem ofensa à integridade física ou perda de vida humana” dentro da maior comunidade emigrante madeirense, a da Venezuela, disse o chefe do executivo madeirense em conferência de imprensa no Funchal.
Comentando a situação decorrente do ataque norte-americano para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, lançado pelos Estados Unidos, que anunciaram já que vão governar o país até se concluir uma transição de poder, o governante regional indicou esperar que “ocorra uma transição de regime controlada” no país.
Albuquerque mencionou que o Governo Regional tem estado em contacto com os cinco conselheiros da comunidade madeirense residente na Venezuela, com o consulado, embaixador, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e o Presidente da República.
“É uma situação de alguma apreensão e expectativa relativamente ao que se possa passar”, disse, indicando que “grande número dos estabelecimentos comerciais estiveram abertos” e alguns encerraram devido à falta de transportes públicos.
Segundo o líder madeirense, também existem receios sobre a possibilidade de alguma conflitualidade e da ocorrência de saques na sequência de cortes nas cadeias de abastecimento.
“Neste momento, a situação é de alguma estabilidade, alguma apreensão, mas estamos a acompanhar perfeitamente a situação”, reforçou.
“Esperamos que ocorra uma transição de regime controlada”, sublinhou, vincando que esta tem de ser “assegurada, porque o país não pode cair numa anarquia e essa transição” para assegurar a instituição de uma democracia plena.
Questionado sobre o envolvimento dos Estados Unidos nesta situação transitória, opinou que “o que as pessoas querem é que o país tenha uma plena democracia”, relembrando que “o Estado português não reconheceu a legitimidade do poder deposto”.
“O que as pessoas querem é que a Venezuela, que é um país riquíssimo, volte a ter crescimento económico, prosperidade, emprego e que se combata uma situação de grande precariedade económica, com uma hiperinflação num país com recursos imensos”, argumentou.
Miguel Albuquerque complementou que a Venezuela tem condições para ser “um país integrado nos mercados mundiais, com crescimento, com uma democracia plena”.
“É isso que as pessoas querem!”, sublinhou, acrescentando que o objetivo é que aquele país viva “uma normalidade democrática”.
O governante insular recordou que a comunidade madeirense na Venezuela “nunca se meteu muito na política” do país, mencionando que existem dois madeirenses atualmente detidos por razões políticas.
Albuquerque salientou que apesar das potencialidades da Venezuela, tem sido necessário o governo madeirense ajudar a comunidade devido às suas carências.
Também foi preciso integrar cerca de 11 mil pessoas oriundas daquele país que vieram na Madeira.
O presidente do executivo regional sublinhou ser necessário ter na atual situação difícil uma “postura de grande responsabilidade” e “manter o diálogo institucional com o poder instituído” para salvaguardar os interesses da comunidade emigrante.
Os Estados Unidos lançaram “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, para capturar e julgar Maduro e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.






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