Ponta Delgada, Açores, 18 dez 2025 (Lusa) – Declarações no final do encontro Santa Clara-Sporting (2-3, após prolongamento), dos oitavos de final da Taça de Portugal em futebol, disputado hoje em Ponta Delgada, nos Açores:
– Vasco Matos (treinador do Santa Clara): “Quero dar os parabéns aos meus jogadores pelo excelente desempenho. Foi um grande jogo, fizemos sete alterações, com jogadores com pouca utilização a demonstrar muita capacidade, tendo sido lançados jovens contra uma equipa do Sporting muito forte, com poucas alterações feitas, jogando com a equipa mais forte. Foi de facto um grande jogo.
Os lances da partida são vocês que vão analisar. Eu falo da minha equipa e do jogo que fizemos. Em relação ao resto, eu vi o mesmo que vocês viram. O sentimento geral é que deixamos de acreditar nas coisas, no trabalho, em muitos valores. Acabar o jogo com este sentimento…
Agora, jogamos domingo, porque nem segunda-feira nos deixaram jogar. A equipa do Sporting joga segunda-feira, o Santa Clara nem 72 horas teve, a seguir ao Braga, na terça-feira, o que me deixa triste e preocupado. O nosso trabalho nós controlamos, mas essas coisas têm que nos deixar a todos preocupados e com alguma indignação”.
– Rui Borges (treinador do Sporting) : “O lance é do jogo, mas naquilo que é o comentário, foi muito competitivo e já estávamos à espera de um jogo difícil, perante um adversário muito competitivo, bem organizado e difícil de defrontar em sua casa. Sabíamos e temos experiência disso no passado.
Dentro daquilo que foi o jogo, houve uma primeira parte que entrámos bem e fizemos golo, depois deixámos o Santa Clara crescer em algumas bolas de transição, que nós sabíamos que era o que queriam, com muita gente no processo ofensivo, perdas de bola e às vezes passes que não tínhamos a necessidade de fazer se tivéssemos tido mais um bocadinho de paciência.
Acabam por fazer o golo de empate também num lance um bocadinho de transição, no um para um, sendo agressivos nesse processo de verticalidade e ataque à baliza adversária. A primeira parte acaba por ser muito competitiva, muito repartida a partir do golo de empate.
Na segunda parte, entrámos melhor, ajustámos um ou outro pormenor em termos de primeira etapa de construção, controlámos o jogo mais com bola, criámos logo duas ou três finalizações perto da baliza do Santa Clara.
Penso até que na segunda parte, no único lance que o Santa Clara tem realmente de perigo, num remeta à nossa baliza, aos 85 minutos, acaba por fazer os 2-1.
Chegámos ao empate e, no prolongamento, acaba a nossa parte física vir um bocadinho mais ao de cima também, controlando o jogo e fazendo o 3-2”.
JME // PFO






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