Leiria, 06 jan 2026 (Lusa) – Dois golos nos descontos de Ndoye, aposta aos 78 minutos, deram hoje o apuramento inédito do Vitória de Guimarães para a final da Taça da Liga de futebol, ao vencer por 2-1, após reviravolta na meia-final frente ao Sporting.
O avançado senegalês substituiu Nélson Oliveira perto do final do encontro e foi decisivo para o primeiro finalista da 19.ª edição da Taça da Liga, com golos aos 90+2 e 90+11, anulando a vantagem conquistada pelo Sporting, na primeira parte, com o golo do colombiano Luis Suárez.
O Sporting esteve perto de conseguir a sua nona final, mas foi incapaz de voltar a bater o guarda-redes Charles, podendo ainda lamentar mais duas ‘baixas’, com as lesões de Fotis Ioannidis e Eduardo Quaresma, ambos substituídos durante o encontro, em Leiria.
A primeira parte saldou-se por um ligeiro ascendente do Sporting, materializado com o golo do colombiano Luis Suárez, logo aos 13 minutos, perante um Vitória de Guimarães inconformado, cuja melhor ocasião resultou de um remate atrás da linha de meio-campo de Abascal, já perto do intervalo.
Rui Borges ‘remendou’ a ausência por castigo de Gonçalo Inácio ao desviar Matheus Reis para o centro da defesa, fazendo regressar Maxi Araújo à lateral esquerda, atrás do surpreendente titular Flávio Gonçalves.
Foi o jovem avançado ‘leonino’ de 18 anos a visar uma baliza, com uma mistura de cruzamento e remate para as mãos de Charles, imediatamente antes de João Simões, na área oposta, ter impedido Oumar Camara de corresponder ao cruzamento de Saviolo, aos oito minutos.
Experimentadas ambas as balizas, Francisco Trincão ensaiou o primeiro remate, aos 13, mas saiu fraco, novamente para defesa acessível do guarda-redes vimaranense, que, na jogada imediata, pouco podia fazer para evitar o golo de Suárez, com um desvio subtil à sua saída, após passe entrelinhas de Trincão.
O Vitória de Guimarães tentou ripostar, com um remate frontal de Gonçalo Nogueira, ‘cortado’ de forma eficaz por Matheus Reis, aos 19, antes de o grego Ioannidis engrossar a lista de indisponíveis no plantel ‘verde e branco’, com uma lesão muscular, aos 24, com Diogo Sousa a atirar ao lado da baliza ‘leonina’, dois minutos depois.
O Sporting, enquanto tentava abrandar o ritmo de jogo, contava com Maxi Araújo como ‘arma’ para superar a pressão alta vimaranense, que chegou a obrigar Rui Silva a ensaiar passes longos na saída de bola.
O ímpeto minhoto parecia ‘arrefecer’ e o Sporting aproveitou para se aproximar de novo golo, a começar pelo cabeceamento de Eduardo Quaresma, após canto de Trincão, aos 34, mas, sobretudo, no minuto seguinte, pelo remate de Suárez para defesa em esforço de Charles, que, aos 37, foi o ‘alvo’ de Alisson Santos, após interceção defeituosa de Strata.
Com Rui Silva adiantado, o central Abascal arriscou, a mais de 60 metros, num livre atrás da linha de meio-campo, sobre a ala esquerda vimaranense, obrigando o guarda-redes do Sporting a esticar-se, para negar o empate, sem evitar o susto.
A segunda parte começou da mesma maneira, com os minhotos a ameaçarem a igualdade, primeiro com um cruzamento de Saviolo, aos 46, e, três minutos mais tarde, com um remate por cima da baliza de Nélson Oliveira.
O Sporting parecia conseguir conviver com estas ameaças e, mesmo assim, chegar com perigo à baliza de Charles, sem, no entanto, o conseguir bater.
Os ‘frente a frente’ da segunda parte foram estreados por Alisson, que jogava em ‘casa’ depois de se ter notabilizado na União de Leiria, aos 50, depois por João Simões, aos 52, e, finalmente, após uma ‘cavalgada’ de meio-campo de Suárez, sempre com o mesmo desfecho favorável ao guardião dos minhotos.
Saviolo, de cabeça, obrigou Rui Silva a defender um cabeceamento em cima da linha, após cruzamento largo de Balieiro, aos 79, numa rápida interrupção dos duelos na baliza oposta, reatados, aos 84, pelo remate forte de Alisson e pelo cabeceamento de Matheus Reis, aos 85, ambos negados por Charles.
Morita também tentou, aos 89, após uma jogada magistral de Trincão, que ludibriou João Mendes, mas a sorte foi a mesma, até que o jogo virou.
E foi Ndoye o ‘herói’, ao ‘bisar’, e a colocar, à terceira tentativa, o Vitória de Guimarães na final do mais recente troféu do futebol profissional nacional, ao finalizar, na área, como ‘matador’, as duas ocasiões que dispôs.
Aos 90+2, antecipou-se a Rómulo para corresponder ao cruzamento da direita de Gonçalo Nogueira, para, perto do fim, decidir o encontro, desta feita após solicitação de Saviolo, da esquerda.
O Vitória de Guimarães vai defrontar no sábado, na final da Taça da Liga, o vencedor do embate entre o Benfica, detentor do troféu e recordista de triunfos, e o Sporting de Braga, marcado para quarta-feira.






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