1 – QUANDO ERA MENINO recordo-me da preocupação de “fazer os deveres” que os professores nos marcavam. Esta obrigação de “fazer os deveres” é um bom princípio para nos lembrar a nós, adultos, que também temos de “fazer os deveres”.
O DEVER DE SERMOS CIDADÃOS responsáveis que respeitam os sãos valores da sociedade em que vivemos e estão tantas vezes esquecidos. O dever de produzir através do trabalho riqueza que contribua para que o país proporcione melhor qualidade de vida para todos. O dever de pagar os impostos, de votar nas eleições, de participar nas organizações politicas ou de comunidade. O dever de respeito pelos outros, o dever de educar os filhos. O dever de…
SÃO MUITOS OS DEVERES para termos uma sociedade melhor, por isso não esqueçamos de “fazer os deveres”.
2 – HOJE, AS MAIS FREQUENTES QUEIXAS, salvo raras excepções, são: a vida está muita difícil, a vida é um martírio, uma tragédia, viver em crise é muito complicado; enfim, é uma desgraça. Não há nada de bom e, se há, é ignorado. Curiosamente, estas queixas não partem daqueles para quem a vida nunca foi boa. Na maioria, os mais queixosos são os privilegiados. De facto a vida não é fácil nos dias de hoje. Quando foi? Há dias melhores, dias piores e assim-assim. Mas há pessoas que à menor contrariedade, por mais simples e leve que seja, dão liberdade ao seu pessimismo, clamando drama e tragédia por antecipação
3 – ASSIM SÃO NA ESMAGADORA MAIORIA, OS POLÍTICOS, alguns jornais e empresários. A isto chama-se complicar a vida sempre aos mesmos. Complicam, todavia, a sua e a de quem com eles coabita ou lida, provocando a infelicidade, desânimo e, por vezes, desespero. Os que assim procedem parece quererem mais do que a vida lhes pode dar, ou a que têm direito, desvalorizando ou não dando valor ao que realmente têm. Querem mais e, por mais que tenham, nunca estão satisfeitos. Há sempre algo melhor. São pessoas ambiciosas, presunçosas, egoístas e insaciáveis. Penso que estas pessoas seriam mais felizes se fossem modestas, moderadas e sensatas, em suma simples… Ser simples é ser humano, educado, generoso e solidário.
4 – É FREQUENTE E HABITUAL, QUANDO EXISTE ALGUM FEITO DO DESPORTO NACIONAL, QUER NA EUROPA, QUER NO MUNDO, normalmente alcançado, com “sangue, suor e lágrimas”, é notório, ver e ouvir, diversos órgãos da comunicação social, os “políticos de bancada” – sempre os mesmos – agarrados às “franjas” do acontecimento. Mas é o POVO, os bravos do costume, que esquecendo as amarguras da vida, que vêm para a rua dar largas ao seu patriotismo, o seu genuíno amor à Pátria. É sempre o POVO. Quando a Pátria é posta à prova, é o seu POVO que assume um papel determinante. Porque Portugal é o seu POVO, e o POVO não vacila, não trai, não se conforma, não desiste. Não é fácil, mas resiste. Mesmo nas ocasiões difíceis e perante atitudes adversas. Perante a arrogância habitual e a disfarçada legalidade normal de ministros, secretários de Estado, deputados, assessores e consultores que tratam da coisa pública como se fosse coutada privada a servir-se de pública. “Tudo”, dentro da mais estreita legalidade… democrática!
Deixamos de ser POVO quando perdemos o orgulho. E o POVO aguenta as mal-feitorias das suas elites. Ai se… Aguenta!!



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