Andar como Jesus andou
“Andar como Jesus andou” é uma frase usada para encorajar as pessoas a imitarem o comportamento e os ensinamentos de Jesus Cristo, mas que neste caso propõe recordar os últimos passos de Jesus e conhecer um pouco o seu lado humano.
No próximo domingo, 5 de abril, é Domingo de Páscoa, a data mais importante do calendário do Cristianismo e que deriva de uma celebração realizada pelos judeus na mesma época do ano (entre março e abril), mas as duas festas têm significados diferentes.
A Páscoa judaica, chamada Pesach, é realizada em memória da libertação dos judeus da escravidão no Egito e que teve lugar por volta de 1430 a.C. (antes de Cristo).
A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo descrita no Novo Testamento como tendo ocorrido no terceiro dia do seu sepultamento após a crucificação.
Mas embora seja celebrado pelos cristãos como criador do Cristianismo e inspirador da Igreja Católica, Jesus era judeu e talvez nem fosse cristão.
José e Maria, pais terrenos de Jesus, eram judeus, pertenciam à tribo de Judá e, como tal, mandaram circuncizar Jesus aos oito dias de vida, como mandava a lei, e o pequeno foi criado a ir à sinagoga e a celebrar as tradições judaicas.
Quanto à data do nascimento, a maioria dos historiadores estima que nasceu entre os anos 4 e 6 a.C., embora só séculos depois o ano em que nasceu tenha passado a ser tido como ano 1 d.C. (depois de Cristo). Portanto, considerando o ano atual de 2026, Jesus nasceu há aproximadamente 2030 a 2032 anos, mas não no dia 25 de dezembro em que se celebra o seu nascimento.
O Evangelho de Lucas relaciona o nascimento de Jesus com o censo de Públio Sulpício de Quirino, governador romano da Síria, que naquela época incluia a Judeia, uma província do Império Romano que corresponde hoje ao território de Israel.
Segundo o evangelista Lucas, apesar do avançado estado de gravidez de Maria, ela e José viajaram para Belém a fim de atender à exigência de registo imposta pelas autoridades e Maria deu à luz em Belém, cidade da Judeia localizada 10 km a sul de Jerusalém e hoje no território palestino da Cisjordânia.
Informado do nascimento do “Rei dos Judeus”, Herodes, rei da Judeia, ordenou a matança de todos os meninos até dois anos nascidos na área de Belém e terão sido mortas cerca de 30 crianças.
Avisado das intenções do paranoico Herodes, José fugiu com Maria e o menino para o Egito, onde permaneceu até à morte de Herodes em 4 a.C.. A família regressou então à Nazaré, que ficava na Galileia, onde passaram a viver e daí Jesus ser conhecido como Jesus da Nazaré.
Nazaré é hoje uma localidade de 15.000 habitantes, a maioria dos quais muçulmanos, mas cujo principal negócio são os turistas cristãos que visitam o local onde Jesus viveu a infância e a adolescência.
Jesus viveu numa época em que o Império Romano dominava os judeus, o que aconteceu durante cerca de 400 anos, desde 63 a.C. até ao século IV d.C.. Os judeus viviam na crença de que um enviado de Deus viria para os livrar da dominação estrangeira que os oprimia e restaurar o reino de Israel. A Palestina nos dias de Jesus estava cheia de movimentos de rebelião, os fariseus, os saduceus, os zelotes e outros, e Jesus cresceu nessas crenças.
A maioria dos historiadores e teólogos concorda que a data de 25 de dezembro foi adotada pela Igreja Católica por ser a quadra das populares festividades pagãs romanas da Saturnália (17-23 de dezembro), uma festa de banquetes e troca de presentes, e do Nascimento do Sol Invicto (25 de dezembro), mas a celebração católica do nascimento de Jesus só começou em Roma em 25 de dezembro de 336 d.C., durante o pontificado do Papa Júlio I, que oficializou o dia 25 de dezembro no ano de 354 d.C. como data oficial para celebrar o nascimento de Jesus.
Que aspeto teria Jesus? Os quatro evangelhos canónicos (Mateus, Marcos, Lucas e João) são as principais fontes biográficas de Jesus, mas nada dizem da sua aparência, a única coisa que dizem é a idade aproximada, cerca de 30 anos.
Jesus nas suas imagens atuais e de inspiração europeia, tem pele branca, cabelo comprido e olhos azuis, mas isso é um desenvolvimento artístico europeu que não coincide com a sua imagem real.
Sendo judeu da Galileia, Jesus teria a aparência dos habitantes da região: pele morena, usava barba de acordo com a lei judaica da época e o seu cabelo era curto, de acordo com os costumes masculinos. Era baixo, aproximadamente 1,60m ou 1,65, altura média dos homens da região e, como devia ter aprendido o ofício com José, trabalharia como carpinteiro.
O nome original de Jesus em aramaico, a língua que ele falava, era Yeshua Ben Yosef. Yeshua é abreviação de Yehoshua (Josué) e era nome comum entre os judeus do século I. Ben Yosef significa filho de José. Em português, Yeshua foi traduzido do grego Iesous e do latim Iesus para Jesus.
Cristo não é apelido, mas um título, vindo do grego Khristós e do hebraico Mashiach, significando o Ungido ou Messias. Jesus da Nazaré é a forma histórica usada para identificá-lo pelo local onde cresceu.
Acrescente-se que Jesus era de família numerosa, teria quatro irmãos e duas irmãs, filhos de um anterior casamento de José e a Bíblia chama Jesus de “primogénito”, o que dá a entender que Maria teve outros filhos.
Jesus começou a pregar por volta dos 30 anos de idade, após ser batizado por São João Batista, profeta judeu que o terá influenciado grandemente.
Figura de suma importância histórica e teológica no Cristianismo, São João Batista é considerado o último profeta do Antigo Testamento e o precursor de Jesus.
A missão de São João Batista foi preparar o caminho para o Messias prometido aos judeus. Segundo o Evangelho de Lucas, João era filho de Zacarias, sacerdote do Templo, e de Isabel, prima da Virgem Maria, sendo portanto primo em segundo grau de Jesus.
João Batista pregava no deserto da Judeia, região árida e isolada próxima do rio Jordão, anunciando a chegada do Messias e do Reino dos Céus pretendido pelos judeus e a sua mensagem atraía multidões de toda a região da Judeia.
Veio a ser preso no sexto mês do ano 26 d.C, na Pereia (atual Jordânia) e levado para a fortaleza de Maqueronte nas margens do Mediterrâneo, a 24 quilómetros da foz do rio Jordão, por ordem de Herodes Antipas e por ter criticado o relacionamento do rei com uma cunhada, Herodias, esposa do seu meio-irmão Filipe, considerado ilícito de acordo com as leis judaicas.
João Batista esteve preso dez meses até ao dia da sua morte, decapitado por ordem de Herodes, provavelmente entre os anos 31 e 32 d.C., embora algumas fontes sugiram datas até 36 d.C..
São João Batista é venerado como santo e mártir por todas as igrejas apostólicas e outras religiões abraâmicas. A Igreja Católica celebra o nascimento de São João Batista a 24 de junho, o martírio a 29 de agosto e em junho realizam-se em todo o mundo as Festas Juninas, celebrações populares envolvendo Santo António, São João e São Pedro.
Jesus começou a pregar após a prisão de João Batista, contaria então 30 anos de idade, estabeleceu-se em Cafarnaum, junto ao mar da Galileia e o seu ministério durou aproximadamente três anos e meio, tornando-o reconhecido pelos seus seguidores como o Messias prometido no contexto do Judaísmo.
Segundo o Novo Testamento, Jesus começou a ser chamado Jesus Cristo durante o seu tempo na Terra. O termo une o nome pessoal Yeshua (Jesus), que significa salvar ou salvação, enquanto Cristo (Mashiach/Khristós) é o título de Ungido ou Messias.
Após a sua morte e ressurreição, os primeiros cristãos e os escritos do Novo Testamento, originalmente em grego, passaram a utilizar Jesus Cristo (Iesoûs ho Khristós) para identificar que Jesus de Nazaré era o Messias esperado e tornou-se a forma padrão de se referir a ele no Cristianismo primitivo.
Jesus pregou por toda a Galileia, onde existe hoje um caminho de peregrinação de 65 km chamado Trilha de Jesus, que traça a rota que ele teria percorrido, mas as suas andanças terminaram com a chegada a Jerusalém, onde foi preso.
A prisão de Jesus é mencionada em todos os evangelhos. Depois da Última Ceia com os doze apóstolos em Jerusalém, no local conhecido como Cenáculo, situado no Monte Sião, ao tempo fora dos muros da Cidade Velha de Jerusalém, Jesus e os apóstolos foram até ao Getsêmani, um jardim no sopé do Monte das Oliveiras.
Jesus deixou o grupo para orar e, terminada a oração, entrou no jardim um dos apóstolos, Judas Iscariotes, acompanhado por numeroso grupo de sacerdotes e guardas armados do Sinédrio, que era o supremo tribunal para assuntos religiosos e comunitários dos judeus em Jerusalém durante o período romano.
Judas teria recebido 30 moedas de prata para identificar Jesus dando-lhe um beijo, sinal pré-combinado com os que o acompanhavam e o bando prendeu Jesus, que foi levado para casa de Anás, sogro de Caifás, sumo sacerdote do Sinédrio, para um primeiro interrogatório.
Em seguida, Jesus foi julgado no Sinédrio e os líderes religiosos judeus acusaram-no de impostor por se declarar o Filho de Deus e apresentaram-no aos governantes romanos como inimigo do Império Romano visto apresentar-se como rei.
Por fim, Jesus foi julgado por Pôncio Pilatos, governador romano da província da Judeia e, visto ser um agitador, foi condenado à morte.
Para muitos estudiosos e teólogos, Jesus foi com efeito um agitador social e revolucionário do seu tempo. Desafiou as normas religiosas e sociais vigentes, criticou a elite religiosa e política (fariseus e escribas), defendeu os marginalizados (pobres, doentes) e as suas pregações tiveram impactos políticos e sociais profundos, agitando as estruturas de poder da época.
A crucificação de Jesus ocorreu, provavelmente, entre o ano 30 d.C. e 33 d.C.. Está descrita nos quatro evangelhos canónicos e a data pode ser determinada uma vez que teve lugar durante o governo de Pôncio Pilatos, que foi o governador romano da Judeia do ano 26 ao 37, sendo as datas mais prováveis 7 de abril de 30 d.C. ou 3 de abril de 33 d.C..Há relatos indicando que Jesus foi crucificado às 9h da manhã e morreu às 15h.
Jesus foi crucificado no Calvário, também conhecido como Gólgota (“lugar da caveira”), colina situada fora das antigas muralhas de Jerusalém e hoje localizada dentro da Basílica do Santo Sepulcro, na Cidade Velha de Jerusalém, sendo um dos pontos mais sagrados do Cristianismo.
A crucificação de Jesus está descrita nos quatro evangelhos canónicos. Após ter sido chicoteado, Jesus recebeu dos soldados romanos, como zombaria, o título de “Rei dos Judeus”, e os soldados afixaram na cruz uma tabuleta acima da sua cabeça que dizia “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus” em três línguas (hebraico, grego e latim). Os soldados dividiram entre si as roupas de Jesus e tiraram à sorte para ver quem ficaria com o robe. Jesus foi vestido com um robe púrpura (a cor imperial), puseram-lhe uma coroa de espinhos, foi chibateado e obrigado a carregar a cruz a caminho do Calvário, local da sua execução.
Segundo os evangelhos, uma vez no Calvário deram-lhe a beber vinho (ou vinagre) misturado com mirra ou fel e que ele recusou. Foi então pregado na cruz, que foi erguida entre a de dois ladrões condenados. De acordo com Marcos, Jesus resistiu ao tormento cerca de seis horas, das nove da manhã até à sua morte pelas três da tarde.
O trajeto de Jesus com a cruz, chamado hoje Via Dolorosa, é local de peregrinações. Com cerca de 600 metros, a Via Dolorosa começa próximo à Fortaleza Antónia/Escola Omariya, onde Jesus foi condenado e recebeu a cruz, e termina na Igreja do Santo Sepulcro, onde Jesus foi crucificado, morto e sepultado.
Após a morte de Jesus, o corpo foi retirado da cruz por José de Arimateia com a ajuda de Nicodemos e sepultado num túmulo escavado na rocha. Três dias depois, Maria Madalena foi ao sepulcro, deu com a pedra removida e o corpo de Jesus tinha desaparecido. Inicialmente, pensou que o corpo teria sido levado por outra pessoa e correu a avisar Simão Pedro e outros discípulos, mas Jesus ressuscitado saiu-lhes ao caminho, bem vivo, embora ainda com os ferimentos da crucificação nas mãos e nos pés.
Segundo os evangelhos, Jesus permaneceu na Terra por 40 dias após a sua ressurreição e ter-se-á encontrado com Maria, que já devia estar viúva, embora a Bíblia não informe sobre a morte de José.
As últimas pessoas que Jesus viu e com quem falou antes de subir aos céus foi com os apóstolos, reunidos no Monte das Oliveiras, próximo de Betânia. Foi elevado aos céus à vista deles, de acordo com as narrativas de Mateus e Lucas.
Quando da sua morte, Jesus teria possívelmente uns 3.000 seguidores que eram duramente perseguidos pelos romanos. Durante mais de séculos, os cristãos enfrentaram torturas, prisões e execuções em arenas, mas o Império Romano acabaria por se converter ao Cristianismo no século IV, num processo gradual que começou em 311 d.C. com o Édito de Tolerância emitido pelo imperador Galério e que encerrou oficialmente as perseguições ao Cristianismo. Dois anos depois, em 313 d.C., era assinado o Édito de Milão, em que os imperadores Constantino e Licínio legalizaram a religião cristã e no ano 380 o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano por ordem do imperador Teodósio I, que tomou a medida numa lei conhecida como Édito de Tessalónica.
Por volta do ano 326 d.C., o imperador Constantino ordenou a construção da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, para assinalar o local onde Jesus foi crucificado e incumbiu a mãe, Helena, de supervisionar as obras. Embora não se tenha certeza absoluta, acredita-se que a igreja foi construída sobre o verdadeiro túmulo de Jesus e sobre um antigo templo romano dedicado a Afrodite, que cobria o local sagrado.
De acordo com uma passagem da Bíblia, o túmulo de Jesus estava próximo do local da crucificação e, por isso, a igreja foi planeada para incluir os dois locais tão importantes para os cristãos.
A Igreja do Santo Sepulcro foi queimada pelos persas no ano 614, e restaurada em 616. Séculos depois, por volta de 1009, foi novamente deitada abaixo, desta vez pelos egípcios e seria restaurada.
Localizada hoje no bairro noroeste da Cidade Velha de Jerusalém, a Igreja do Santo Sepulcro é um centro de peregrinações dos vários ramos em que se divide o Cristianismo, incluindo seis religiões cristãs (Igreja Católica Romana, Ortodoxa Grega, Igreja Apostólica Arménia, Copta, Ortodoxa Síria e Ortodoxa Etíope), Protestantismo (com denominações como Batista, Metodista e Pentecostal) e Restauracionismo (como Mórmons e Testemunhas de Jeová).
Atualmente, devido à guerra no Médio Oriente, a Igreja do Santo Sepulcro foi fechada por tempo indeterminado.
Resumindo, uma vez que Jesus e todos os 12 apóstolos eram judeus, o Cristianismo teve início no começo do século I d.C., no ministério de um judeu chamado Jesus da Nazaré pela Judeia Romana.
Além do Cristianismo, existem no mundo 4.200 religiões que se contradizem umas às outras e adoram os seus próprios deuses. As principais, em número de seguidores, são o Islamismo (quase dois biliões), o Hinduísmo (mais de um bilião), o Budismo (cerca de 500 milhões), e o numeroso grupo dos sem religião (mais de um bilião). Mas o Cristianismo conseguiu seduzir mais do que nenhuma religião, 2,64 biliões de pessoas dizem professar a fé cristã, representando 30% da população mundial e, de acordo com as projeções, o número de crentes deve ultrapassar três biliões em 2050.
Tudo isto graças a um judeu baixinho chamado Jesus Cristo que, embora tenha vivido apenas 33 anos, foi a figura mais importante da história da humanidade.
Os americanos e os coelhos da Páscoa
A Páscoa não tem data fixa, mas acontece sempre entre 22 de março e 25 de abril, definindo o calendário de outras festividades religiosas.
As tradições da Páscoa variam em todo o mundo cristão e incluem cultos ao nascer do sol ou vigílias noturnas, a decoração da cruz com flores, o uso de chapéus de Páscoa pelas mulheres, a decoração das igrejas com lírio da Páscoa, um símbolo da ressurreição no Cristianismo ocidental, e o consumo de ovos da Páscoa trazidos pelos coelhos.
Os coelhos não põem ovos e, por isso, as pessoas perguntam-se por que os dois são símbolos da Páscoa?
O ovo é uma tradição antiga que surgiu antes de Cristo. Na Europa, as pessoas trocavam ovos no Equinócio de 21 de março para celebrar o fim do inverno e o início da primavera. Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a troca de ovos começou a fazer parte da Semana Santa e os ovos passaram a ser um símbolo da ressurreição de Cristo. Naquela época, as pessoas trocavam ovos de galinha decorados. A tradição dos ovos de chocolate começou na França e, a partir do século XIX, os ovos doces tomaram conta da comemoração.
A respeito das múltiplas possíveis origens do coelho da Páscoa, há várias teorias e a mais conhecida relaciona o coelho de Páscoa com uma deusa da mitologia germânica (presente também na mitologia nórdica e anglo-saxónica) chamada Ostara ou Eostre, nomes que poderão ter relação com o nome da Páscoa no Hemisfério Norte: Easter em Inglês, e Ostern em Alemão.
Segundo a lenda, Ostara transformou um pássaro em coelho para divertir algumas crianças, a ave não gostou da transformação, pediu para voltar à sua forma original e, em agradecimento, deixou alguns ovos coloridos que Ostara deu de presente às crianças. Essa teoria fez com que Ostara fosse popularizada como a origem da associação dos ovos coloridos com o coelho e a Páscoa.
A tradição de associar o coelho com os ovos de Páscoa foi levada da Alemanha para os Estados Unidos, por imigrantes alemães que se estabeleceram na região da Pennsylvania por volta do século XVIII e o coelho converteu-se num dos grandes símbolos da Páscoa para os americanos.
Decorar os ovos da Páscoa cristã era uma prática comum, mas com o tempo os ovos decorados foram substituídos por ovos de chocolate e hoje os americanos comem mais de 73 milhões de libras de chocolate na Páscoa, consumo da ordem dos 2 biliões de dólares.
Desfile de chapéus da Páscoa
A tradição do desfile de chapéus de Páscoa (Easter Parade and Bonnet Festival) em New York ocorre no Domingo de Páscoa na Quinta Avenida, entre a Rua 49 e a 57, em frente à Catedral de St. Patrick. É um evento com raízes na década de 1870, começou como uma procissão pós-missa, onde a elite nova-iorquina exibia os seus trajes elegantes.Transformou-se numa mostra lúdica de chapéus artesanais, atraindo chapeleiros e designers, e tornou-se parte da tradição pascal até aos dias de hoje.
Acontece no domingo de Páscoa, das 10h às 16h (com pico ao meio-dia), concentrando-se em redor da Catedral de St. Patrick, na Quinta Avenida.
Não é precisa inscrição; basta usar um chapéu (quanto mais extravagante, melhor) e entrar no desfile, que já foi retratado em filmes e músicas, e transforma a Quinta Avenida numa passarela a céu aberto, celebrando a moda e a Páscoa.





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