Governo atribui medalha de mérito cultural a Filipe La Féria
O encenador, dramaturgo, cenógrafo e figurinista Filipe La Féria vai receber no sábado uma medalha de mérito cultural, anunciou hoje o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.
A entrega, pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, no Teatro Politeama, em Lisboa, às 21:00, antecede a estreia da nova produção de La Féria, “Carmen Miranda: O Grande Musical”.
Filipe La Féria, 80 anos, afirma ter arriscado tudo em 60 anos de carreira, “sempre contra a maré”, tem um extenso percurso no teatro português, na interpretação, encenação, dramaturgia, como figurinista ou cenógrafo.
“Sou artista porque não suporto a realidade”, afirma Filipe La Féria, num documentário sobre a sua carreira, realizado por Miguel C. Saraiva, que se estreou em outubro, na RTP2.
Filipe La Féria iniciou a carreira como ator, tendo passado pelo Teatro da Cornucópia, Teatro Experimental de Cascais, Teatro Estúdio de Lisboa e pela Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro.
Entre os espetáculos que encenou contam-se “A dama pé-de-cabra” (1977), “Electra ou a queda das máscaras” (1987), “What happened to Madalena Iglésias?” (1990), “Passa por mim no Rossio” (1991) – um dos seus maiores sucessos de bilheteira -, “Piaf” (2009), “O musical da minha vida” (2016), “Amália, o Musical” (1999) – que esteve em cena durante várias temporadas, em diferentes salas do país e no Zénith, em Paris -, e a ópera-rock “Fátima” (2024).
Criada em 1984, a Medalha de Mérito Cultural visa distinguir personalidades ou coletivos, tanto nacionais como estrangeiros, pela sua dedicação ao longo do tempo a atividades de ação ou divulgação cultural, sendo concedida pelo Governo.
“Carmen Miranda: O Grande Musical” faz parte da série de musicais de La Féria, em homenagem a nomes cimeiros da cena artística como Amália Rodrigues (1920-1999); Madalena Iglesias (1939-2018), Maria Callas (1923-1977), Edith Piaf (1915-1963), Judy Garland (1922-1969) ou Laura Alves (1921-1986).
O musical conta com os desempenhos, entre outros, de João Brizza, Paula Sá e Melânia Gomes.
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Morreu artista Daniel Vieira, figura da cultura popular algarvia
O artista Daniel Vieira, pintor, escultor, gravador, músico, figura ímpar da cultura popular de Alte, no concelho algarvio de Loulé, morreu a semana passada na sequência de um AVC.
O pintor e escultor Daniel José Ramos Vieira nasceu na aldeia de Alte em 03 de junho de 1937 e, por influência do seu pai José – pintor, escritor, poeta e músico -, dedicou-se à pintura desde muito jovem.
“Toda a minha vida foi dedicada às artes. Mas a minha vida é uma confusão. Eu fui mau estudante. Só estudei quando me interessou. Eu acho que quando uma pessoa vai e não gosta, não deve continuar a ir”, disse Daniel Vieira num texto na primeira pessoa que está publicado no site Rostos da Aldeia.
Com 20 anos foi para Lisboa e matriculou-se na Escola António Arroio, nos cursos noturnos de Desenhador e Gravador – Litógrafo, licenciando-se depois em Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde se especializou em gravura.
Manteve o seu atelier “Hortas das Artes”, no coração da aldeia de Alte, que servia como um centro de criatividade onde também ensinava outros artistas.
Foi membro da Sociedade de Gravadores Portugueses e expôs as suas obras tanto em Portugal como no estrangeiro, recebendo diversos prémios ao longo da carreira.
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Empresários dos Açores pedem rápida normalização do fluxo de mercadorias por via marítima
A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) pediu uma “intervenção urgente” do Governo Regional junto da República, para uma “rápida normalização” do fluxo de mercadorias por via marítima com destino à região.
A associação empresarial das ilhas de São Miguel e Santa Maria alerta para “os constrangimentos que se estão a registar no Terminal de Contentores do Porto de Leixões, decorrentes da implementação do novo sistema nacional de gestão alfandegária (SiMTeM), que estão a condicionar o envio de mercadorias com destino à Região Autónoma dos Açores”.
Segundo a CCIPD, “as disfunções no processo de desalfandegamento provocaram a acumulação de contentores de importação sem autorização de saída”, levando à interrupção da receção de contentores a partir de terça-feira, situação que afeta diretamente o abastecimento regional.
Atendendo à dependência estrutural dos Açores do transporte marítimo, a direção da associação empresarial considera a situação “particularmente grave”.
Na nota, a CCIPD apela ao Governo Regional dos Açores “para uma intervenção urgente junto do Governo da República e das entidades competentes, de forma a garantir a rápida normalização do fluxo de mercadorias com destino à região”.
A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) alertou, na terça-feira, para um “caos logístico” no porto de Leixões devido a um novo sistema aduaneiro, tendo a concessionária Yilport interrompido receções de contentores para exportação e os despachantes pedido medidas transitórias.
Também na terça-feira, o Ministério das Finanças, em resposta à Lusa, esclareceu que a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) está a trabalhar “em conjunto com os operadores portuários e económicos” para resolver a “aglomeração de contentores” no Porto de Leixões.
“Perante a existência de constrangimentos que decorrem, quase na totalidade, de erros declarativos, apesar de todos os esforços da AT e dos operadores, verifica-se uma aglomeração de contentores no Porto de Leixões”, admitiu o ministério, que garante que a AT “já ativou no Porto de Leixões o plano de continuidade divulgado através do Ofício Circulado 16061/2025, de 20 de outubro (…), continuando a trabalhar em conjunto com os operadores portuários e económicos para normalizar a atividade neste porto em particular”.
O Ministério das Finanças, que tutela a AT, esclareceu à Lusa que a aplicação do novo Sistema integrado dos Meios de Transporte e das Mercadorias (SiMTeM) esteve previsto para 21 de outubro, mas que, “na sequência da constatação de dificuldades e constrangimentos por parte de diversos operadores portuários e económicos na adoção do novo sistema”, foi decidido que deveria “ocorrer de forma faseada”.
Em 05 de dezembro, a APAT já tinha pedido o adiamento da entrada em produção do SiMTeM, que visa a harmonização dos procedimentos do setor aduaneiro com a Europa.
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Mulher de 57 anos morre em colisão entre dois ligeiros e um pesado no IC 2 em Alcobaça
Uma mulher de 57 anos morreu terça-feira da passada semana na sequência de uma colisão entre dois veículos ligeiros e um pesado no Itinerário Complementar 2 (IC 2) em Alcobaça, distrito de Leiria, adiantou à Lusa fonte da GNR.
O alerta para o acidente foi dado pelas 18:17, envolvendo uma colisão entre duas viaturas ligeiras e um veículo pesado no IC 2 na zona de Aljubarrota, Alcobaça.
Do acidente resultou a morte de uma mulher de 57 anos, que conduzia uma das viaturas ligeiras, referiu fonte da GNR.
Para o local foram destacados elementos dos bombeiros, INEM e GNR.





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