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by | Aug 5, 2026 | Outras Notícias

Empresários alertam para nove meses consecutivos de quebra no turismo nos Açores

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) defendeu uma resposta estratégica imediata face à confirmação de “nove meses consecutivos de quebra” nas dormidas nos Açores, salientando que não é “uma simples oscilação conjuntural”.

Em comunicado, a direção da Associação Empresarial das Ilhas de São Miguel e de Santa Maria reitera a sua “profunda preocupação” com os dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), relativos à atividade turística de junho de 2026.

Segundo a associação empresarial, os dados confirmam o nono mês consecutivo de diminuição homóloga das dormidas na Região, consolidando “uma tendência prolongada de perda de competitividade do destino Açores”, que “não é possível classificar” como “uma simples oscilação conjuntural”. 

“Os Açores enfrentam uma tendência persistente de perda de competitividade que exige uma resposta estratégica imediata”, alerta a direção da CCIPD.

Citando os dados, a associação alerta que em junho os Açores registaram 506,4 mil dormidas, correspondendo a uma redução homóloga de 3,8%, enquanto o número de hóspedes diminuiu 1,8%.

No conjunto do primeiro semestre de 2026, a região acumula uma quebra de 4,6% nas dormidas e de 3,6% nos hóspedes, confirmando que “a atividade turística continua a perder dinamismo”.

A CCIPD destaca também como “particularmente preocupante o comportamento do mercado nacional”, que registou “uma redução de 9,2% nas dormidas em junho e de 10,0% no conjunto do semestre”. 

“Também os mercados externos voltaram a apresentar uma evolução negativa (-1,9%), tal como já tinha acontecido em abril, evidenciando que o enfraquecimento da procura turística já não se limita ao mercado interno”, refere.

A associação empresarial alerta ainda para “a especial fragilidade do Alojamento Local, que voltou a registar uma quebra de 8,9% em junho e acumula uma redução de 9,8% desde o início do ano”. 

“Também São Miguel, principal destino turístico dos Açores e responsável por cerca de dois terços das dormidas da Região, mantém uma evolução negativa, com uma diminuição de 5,0% nas dormidas da hotelaria e alojamento local”, aponta.

A CCIPD assinala ainda que os dados relativos aos proveitos do Alojamento Local “continuam sem ser divulgados pelo SREA”.

A direção da associação sublinha que esta evolução contrasta com a tendência nacional, uma vez que Portugal registou um aumento de 0,7% nas dormidas em junho e de 1,3% no primeiro semestre, considerando que “a quebra observada nos Açores exige uma reflexão séria sobre os fatores que estão a comprometer a competitividade do destino”. 

Para a CCIPD, os resultados confirmam os alertas que tem vindo a fazer nos últimos meses, apontando como principais fatores a redução da oferta aérea, a diminuição da concorrência entre companhias, o aumento do custo das viagens e a insuficiência da promoção internacional do destino.

A associação empresarial defende uma resposta estratégica assente no reforço da conectividade aérea, na captação de novas rotas e operadores, no aumento do investimento na promoção externa e na adoção de medidas que reforcem a competitividade do destino Açores.


Federação Agrícola dos Açores contra descida do preço do leite à produção

O presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, condenou na passada segunda-feira a descida do preço do leite pago à produção em São Miguel anunciada pelas indústrias Insulac e Prolacto, em vigor desde sábado.

Citado em nota de imprensa, o dirigente considera que a indústria “deu mais uma machadada na produção de leite micaelense, com impacto em todo o setor leiteiro dos Açores”.

De acordo com Jorge Rita, a decisão prejudica “tanto os jovens, a quem se está a apelar que venham para o setor, como aqueles que acreditam e querem continuar a produzir, e até têm expectativa de fazer investimentos”. 

“Quando reivindicamos a redução da produção de leite e a reconversão de explorações leiteiras para a produção de carne, a indústria manifesta-se contra. Agora, queixam-se da existência de excedentes de leite”, afirma.

Os preços pagos à produção pela Insulac e pela Prolacto eram de, respetivamente, 40,80 e 42 cêntimos por litro. Agora, os valores baixaram para 39,40 e 40 cêntimos por litro. 

O também presidente da Associação Agrícola de São Miguel refere que “o cabaz de compras está mais caro, de forma transversal, a todos os produtos”, enquanto os produtores são confrontados com uma descida do preço do leite, e “já nem a sociedade em geral acredita nas indústrias de laticínios”. 

O dirigente estranha esta nova descida do preço do leite em São Miguel, quando a indústria revela investimentos, citando o exemplo da Prolato, que “anunciou recentemente que vai ter um produto novo associado ao verde e à pastagem”. Além disso, “a Insulac tem um grande projeto para concretizar”, diz, referindo-se à modernização da fábrica.

“Vamos aguardar o que a Bel e a Unileite vão fazer”, afirma.

O dirigente açoriano considera que “a situação do mercado dos produtos lácteos já foi mais desfavorável, pelo que a expectativa era de melhoria, sobretudo numa altura em que a produção de leite tende a diminuir e a cotação de alguns produtos tem vindo a melhorar”.


Secretário de Estado das Comunidades deseja bom regresso aos emigrantes portugueses

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas formulou os seus votos de um bom regresso dos portugueses e lusodescendentes a Portugal neste verão, recordando os seus familiares emigrantes e recomendando um conjunto de cuidados na viagem.

“Sou neto e filho de emigrantes, tal como tantos portugueses. Recordo, com carinho, as duras histórias de quem trabalhava de sol a sol, na esperança de um regresso a Portugal”, lê-se na mensagem de Emídio Sousa, com recomendações para “que antes de partir e durante toda a viagem” os emigrantes façam “da segurança a sua prioridade”.

O governante, que no sábado deverá participar na tradicional cerimónia de boas vindas aos emigrantes portugueses, na fronteira em Vilar Formoso, afirmou que “é chegado o momento de milhares de portugueses e lusodescendentes voltarem ao nosso país”. 

“É o momento de reencontrar a família, os amigos e os lugares que guardam na memória durante todo o ano. É o regresso à terra natal, à casa dos pais, às praias, às festas populares e às tradições que mantêm viva a ligação a Portugal, independentemente da distância”, prosseguiu.

Recordando a sua ascendência de emigrantes, disse que a sua história se confunde com a de “um país de quem emigra não por opção, mas por sobrevivência. Um país atravessado pelo envelhecimento, pelo esvaziamento rural, e pelos seios familiares onde tantos lugares à mesa ficam vazios. Esta é uma ausência sofrida, mas amparada e celebrada com arraiais, festas e romarias em cada agosto”, observou.

Alertando para os milhares de quilómetros que os portugueses e lusodescendentes percorrem por estrada, com muitas horas ao volante e muita vontade de chegar, Emídio Sousa deixou um conjunto de recomendações de segurança e cuidados, nomeadamente para quem conduz com crianças e animais.


 

Aprovado novo concurso para colocar mais rapidamente professores nas escolas

O Governo aprovou um novo concurso de professores que funciona em contínuo para conseguir colocar de forma “mais célere e eficaz” os docentes em falta nas escolas, anunciou o ministro da Educação.

O novo modelo de recrutamento e colocação de docentes prevê um “inovador procedimento concursal em contínuo” que permite “uma colocação mais rápida e eficiente dos professores”, explicou o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, no final da reunião de Conselho de Ministros que aprovou este e outros diplomas na área da Educação.

O novo concurso de professores faz parte do processo de revisão do novo Estatuto da Carreira Docente (ECD), que começou a ser negociado no ano passado com as estruturas sindicais representativas dos docentes.


 

Guarda quer mobilizar cidadãos para candidatura a Capital Portuguesa da Cultura em 2028

A Câmara da Guarda vai disponibilizar um ‘link’ para os munícipes participarem e deixarem sugestões para a candidatura da cidade a Capital Portuguesa da Cultura em 2028.

“Vamos enviar à população um ‘link’ com um questionário e convidamos os guardenses a participar, a preencher e a dar a sua opinião sobre como vêm a cultura, de que forma a cultura pode ser melhorada na Guarda e também transformada em algo ainda maior e que tenha mais participação”, disse a vereadora Cláudia Guedes aos jornalistas.

A responsável pelo pelouro da Cultura na autarquia guardense participou numa reunião com os meios de comunicação social local para ouvir “contributos e sugestões” para o projeto.

No encontro foram também apresentadas as linhas estratégicas da candidatura, o plano de envolvimento da comunidade e divulgadas as próximas etapas do projeto.

Foi a terceira reunião realizada com essa finalidade, tendo o município ouvido já as Juntas de Freguesia e as coletividades do concelho.

O objetivo da Câmara da Guarda é “mobilizar a sociedade” para a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura em 2028.

A candidatura da Guarda a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 está a ser desenvolvida sob o conceito de “Cidade ‘Guardiã’”

A cidade escolhida para Capital Portuguesa da Cultura em 2028 vai ser conhecida a 09 de dezembro. A apresentação de candidaturas termina a 27 de setembro.


 

Açores consolidam posição entre os destinos turísticos mais sustentáveis

Os Açores renovaram o galardão QualityCoast Platinum, a mais elevada distinção internacional em sustentabilidade turística, após obterem 9,0 pontos em 10 na auditoria, consolidando a sua posição entre os destinos mais sustentáveis do mundo. Numa nota de imprensa, o Governo açoriano adianta que na auditoria agora concluída, os Açores alcançaram uma classificação global de 9,0 pontos em 10, resultado que assegura “a renovação do nível Platinum, reservado aos destinos que demonstram padrões de excelência e um compromisso consistente com os princípios do desenvolvimento sustentável”.

A distinção é atribuída pela organização internacional Green Destinations e reconhece os destinos que evidenciam elevados níveis de desempenho nas vertentes ambiental, social, cultural e económica, em conformidade com os critérios internacionais do Global Sustainable Tourism Council (GSTC).

 O programa QualityCoast avalia áreas determinantes como a governação do destino, a conservação da natureza, a proteção ambiental, a valorização da cultura e das tradições locais, o bem-estar das comunidades e o envolvimento do setor empresarial.

 

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