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by | Jul 15, 2026 | Outras Notícias

 

Residência literária leva escritores norte-americanos às Flores e ao Corvo

Ponta Delgada, Açores, 08 jul 2026 (Lusa) – O Governo açoriano promoveu, entre 12 e 18 de julho, uma residência literária nas ilhas das Flores e Corvo, que levará até ao grupo Ocidental escritores norte-americanos, no âmbito das comemorações dos 600 anos da Descoberta dos Açores.

A iniciativa, promovida pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, integra a preparação das comemorações dos 600 anos da Descoberta dos Açores, a celebrar em 2027, e pretende fomentar “a reflexão sobre interculturalidade, experiências partilhadas, ultraperiferias e autonomias insulares, através da imersão de escritores norte-americanos na realidade cultural açoriana”, segundo o Governo Regional.

Nesse sentido, foi considerado “estratégico” enquadrar esta atividade da residência literária na comemoração dos 600 anos da Descoberta dos Açores, destacando “uma parte crucial da história do arquipélago fortemente ligada à sua literatura e aos grandes vultos literários que por aqui nasceram ou passaram”, ao mesmo tempo que se reforça a relevância geoestratégica dos Açores no Atlântico, explica a Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares.

A residência literária resulta da parceria entre a Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, o Centro Nacional de Cultura e o projeto Disquiet.

O projeto Disquiet promove o intercâmbio e a imersão de escritores norte-americanos na cultura portuguesa, tendo já desenvolvido, em edições anteriores, atividades nos Açores subordinadas à partilha e à simbiose de patrimónios identitários.

Durante a estadia nas ilhas das Flores e do Corvo, a anfitriã da iniciativa será Gabriela Silva, membro da rede de parceiros voluntários do projeto das comemorações dos 600 anos da Descoberta dos Açores, de acordo com a Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares.

Ainda segundo divulgou o Governo açoriano, a responsável será coadjuvada por Onésimo Teotónio de Almeida e por Leonor Simas-Almeida, que irão guiar o grupo de escritores norte-americanos “num mergulho profundo na cultura daqueles territórios e das suas comunidades, promovendo a partilha de visões sobre o que é ser açoriano e sobre a verdadeira essência dos Açores”.


 

Avião da SATA que divergiu para a Terceira permanece imobilizado para avaliação técnica

Angra do Heroísmo, Açores, 08 jul 2026 (Lusa) – O avião da Azores Airlines que na terça-feira divergiu para a ilha Terceira, nos Açores, “após a deteção de odores não caracterizados a bordo”, permanece imobilizado para realização de uma avaliação técnica, informou hoje fonte da empresa.

Fonte da companhia aérea açoriana SATA disse à agência Lusa que a aeronave “continua imobilizada” no Aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, “devido à realização de uma avaliação técnica” para apurar a origem da ocorrência.

A SATA esclareceu  que o avião da Azores Airlines, com destino a Toronto, no Canadá, divergiu para a ilha Terceira “após a deteção de odores não caracterizados a bordo”. Estes odores são tecnicamente designados por “fumes” (em inglês), mas a fonte indicou que a avaliação técnica é que permitirá esclarecer o que realmente se passou e qual terá sido a sua origem, assegurando que não se tratou de “fumo”, como referiu inicialmente à Lusa uma fonte do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.

Segundo a Azores Airlines, o voo S4 323, com 136 passageiros e sete tripulantes a bordo, com partida de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e com destino a Toronto, divergiu para o Aeroporto das Lajes e a aeronave aterrou “normalmente, tendo os passageiros desembarcado de imediato”.

Devido ao incidente, a operação da Azores Airlines foi reajustada. “Os passageiros que viram seus planos de viagens afetados encontram-se reacomodados em voos de horário Ponta Delgada/Toronto, a realizar mais tarde indicou.

A SATA também explicou que a divergência do voo para o aeroporto mais próximo “é o procedimento recomendado” perante o tipo de ocorrência verificado.

A companhia aérea açoriana desencadeou, entretanto, os procedimentos de assistência em terra e providenciou uma solução de transporte alternativo para os passageiros afetados.

A Azores Airlines garantiu que “continua a acompanhar a situação e a prestar todo o apoio aos passageiros e tripulantes, por forma a mitigar o desconforto e os constrangimentos associados a esta situação”.


 

População idosa em Portugal cresce cinco vezes mais depressa que a ativa

Lisboa, 11 jul 2026 (Lusa) – A população idosa em Portugal cresce cinco vezes mais depressa do que a população ativa, mostram dados da base de dados estatísticos Pordata, divulgados no Dia Mundial da População.

“Em 2025, Portugal registou 11,4 milhões de habitantes, o valor mais elevado de sempre, completando sete anos consecutivos de crescimento, impulsionado sobretudo pela imigração”, indica a análise da base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, precisando que nesse ano o país contava com 7.346.647 pessoas em idade ativa e 2.665.777 com 65 ou mais anos, um crescimento face a 2024 de 0,3% e 1,6%, respetivamente.

“O número de idosos está a aumentar a um ritmo cerca de cinco vezes superior ao da população ativa”, assinala a Pordata.

O rácio entre aqueles números é de “apenas 2,76 pessoas em idade ativa por cada idoso” no país, com a região centro a apresentar o menor rácio (2,24).

Segundo dados do Gabinete de Estatística da União Europeia (UE) – Eurostat, Portugal ocupa atualmente o terceiro lugar entre os países mais envelhecidos da UE, com 182 idosos por cada 100 jovens.

Entre o início de 2001 e o de 2025, “a proporção de crianças e jovens até aos 15 anos caiu de 16,3% para 12,6% e a proporção de idosos aumentou de 16,3% para 23%”, tendo a população em idade ativa, face ao total, passado de 67,4% para 64,5%.

O retrato demográfico de Portugal nos dados da Pordata mostra também desequilíbrios territoriais, com a Península de Setúbal e a Grande Lisboa a registarem os maiores crescimentos da população desde 2015, 19,1% e 18,3%, respetivamente.

No mesmo período, a população ativa cresceu 23% na Grande Lisboa e 21,6% na Península de Setúbal, tendo sido estas “as únicas regiões onde o crescimento da população ativa conseguiu acompanhar ou superar o crescimento da população idosa”.

Inversamente, na região Norte, a população em idade ativa está “praticamente estagnada”, com um crescimento de 0,7% desde 2015 e de 0,03% face a 2024, enquanto o número de idosos aumentou 31% na última década.

As regiões autónomas perderam população ativa. Os Açores registaram a maior queda do país, menos 8,7% desde 2015, face a um aumento de 26% dos idosos, e na Madeira “a força de trabalho encolheu 3%” e a população idosa aumentou 31,2% no mesmo período.


 

Autoridades investigam morte de homem após queda de hotel em Ponta Delgada

Ponta Delgada, Açores, 12 jul (Lusa) – As autoridades policiais estão a investigar as circunstâncias da morte de um homem, de 37 anos, após uma queda do sétimo andar de um hotel localizado em Ponta Delgada.

Em declarações à agência Lusa, o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, Nuno Barbosa, adiantou que a corporação recebeu o alerta para “um homem que teria caído do sétimo andar do hotel”.

“À chegada ao local, a vítima já se encontrava cadáver”, referiu ainda Nuno Barbosa.

Desconhecem-se, para já, as circunstâncias em que ocorreu a queda e, segundo o comandante dos bombeiros, tratando-se de uma vítima mortal, o caso foi “entregue às autoridades policiais”, que estão a investigar o sucedido.


 

Rota dos Corsários vai ser melhorada para captar turistas para ilha de Santa Maria

Vila do Porto, Açores, 12 jul 2026 (Lusa) – O município de Vila do Porto,  nos Açores, pretende melhorar em 2027 o circuito interpretativo da Rota dos Corsários com audioguias e outras ferramentas tecnológicas, para captar visitantes, foi hoje revelado.

A rota foi criada pela Associação Juvenil de Santa Maria e pela Câmara Municipal de Vila do Porto em 2013, com base na investigação do antropólogo Paulo Ramalho.

O circuito interpretativo “Santa Maria na Rota dos Corsários” é composto por seis painéis e passa por Vila do Porto (sede de concelho), Anjos, Almagreira e pelo forte de São João Baptista (uma das mais antigas fortalezas dos Açores).

A presidente da autarquia, Bárbara Chaves, disse à agência Lusa que o município procedeu este ano ao lançamento de um novo panfleto de divulgação do circuito interpretativo e à reabilitação dos painéis, mas tenciona aproveitar os 600 anos do descobrimento dos Açores, que são comemorados em 2027, para modernizar o projeto.

No fundo, a intenção do município é possibilitar aos turistas, que atualmente fazem o circuito interpretativo por sua iniciativa, “perceberem um bocadinho melhor” a história da ilha de Santa Maria, no grupo Oriental dos Açores.

Bárbara Chaves explicou à Lusa que a Rota dos Corsários já permite, há vários anos, que os visitantes “conheçam melhor alguns pontos fundamentais da ilha de Santa Maria ao nível dos corsários” e do património relacionado com as fortificações, como é o caso do forte de São João Batista.

Desde a implementação do circuito que a autarquia está responsável pela manutenção dos painéis informativos, que apresentam textos em português e em inglês, e pela sua divulgação.

Os visitantes podem fazer a rota através dos operadores turísticos da ilha e o autor do circuito interpretativo, Paulo Ramalho, também os acompanha em determinadas ocasiões e “conta a história” daquilo que é visto no trajeto.

“É importante que a pessoa consiga ir autonomamente fazer esta rota, este roteiro, mas também ouvir a explicação das pessoas daqui de Santa Maria e esta forma mais afetiva de poderem conhecer melhor a ilha”, disse Bárbara Chaves.

Segundo o texto descritivo do circuito interpretativo, “a ameaça dos corsários marcou profundamente o período inicial da história de Santa Maria, entre os séculos XV e XVII”.

“A memória destas devastadoras e cíclicas incursões – acontecimentos, tantas vezes dramáticos, que foram a matriz fundadora da sociedade mariense -, continuou depois, ao longo dos séculos, de tal forma viva no imaginário das populações que passou a fazer parte da sua herança coletiva, contribuindo decisivamente para moldar a singularidade cultural de Santa Maria”, acrescenta.

 

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