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by | Jul 1, 2026 | Outras Notícias

 

Açores acompanham com “total transparência” estudo que detetou metais pesados em humanos nas Lajes

O Governo dos Açores continuará a acompanhar com “total transparência” o estudo da Universidade de Coimbra que detetou metais pesados em humanos que viviam junto às zonas poluídas pela base militar das Lajes, disse hoje o executivo.

Segundo a investigação, noticiada pelo Expresso e que a Lusa já tinha revelado em março de 2025, foi detetado chumbo em esqueletos, “reforçando suspeitas de contaminação e ligação a surto de cancros” na Base das Lajes, na ilha Terceira.

“O Governo dos Açores reafirma que qualquer nova evidência deve ser analisada com rigor e à luz da melhor evidência científica disponível”, referiu a Secretaria Regional da Saúde, numa reação escrita enviada à agência Lusa.

A tutela acrescenta que o executivo regional “continuará a acompanhar esta matéria com total transparência, apoiando a investigação científica e assegurando que qualquer decisão em matéria de saúde pública assenta na melhor evidência científica disponível”.

O estudo divulgado, é referido, “constitui um contributo relevante para o aprofundamento do conhecimento científico nesta área”, mas os próprios autores “salientam que os resultados são preliminares e que não permitem estabelecer uma relação de causalidade entre a presença de metais pesados e a ocorrência de doença oncológica, sendo necessários estudos adicionais para confirmar e aprofundar as conclusões apresentadas”.

No que respeita aos dados epidemiológicos, os dados do Registo Oncológico Regional dos Açores, publicados para um período de 20 anos (1997-2016), apresentam informação por ilha e “não evidenciam uma incidência excecional da ilha Terceira relativamente às restantes ilhas do arquipélago”. Também a informação atualmente publicada “não permite retirar conclusões” ao nível do concelho ou da freguesia.

A proporção global de casos registados no concelho da Praia da Vitória, onde se situa a base, é “compatível com o respetivo peso populacional no conjunto do arquipélago”.
Está a ser desenvolvido um estudo coordenado pelo Centro de Oncologia dos Açores, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e com a Universidade dos Açores, que permitirá analisar a incidência georreferenciada de cancro por concelho e elaborar um Atlas Regional da Incidência Oncológica, “complementado por um inquérito epidemiológico sobre fatores de risco em todas as ilhas”.

Os resultados “serão divulgados após a conclusão do trabalho científico e de campo, garantindo o rigor metodológico, a validação científica e o cumprimento das normas de proteção de dados”.

Uma maior concentração de metais pesados foi detetada na população da Praia da Vitória, provavelmente devido à contaminação ambiental da Base das Lajes, segundo um estudo que analisou esqueletos humanos da Terceira. A análise foi feita comparando dados da Praia da Vitória e de Angra do Heroísmo.

“É, de facto, um estudo pioneiro. Ele testa pela primeira vez se existe ou não a hipótese de a população da Praia da Vitória ter sido exposta à contaminação e fá-lo através dos metais pesados”, afirmou em 2025 o investigador Félix Rodrigues, em declarações à agência Lusa.

O armazenamento e manuseamento de combustíveis e outros poluentes pela Força Aérea norte-americana na base provocou no passado a contaminação de solos e aquíferos na Praia da Vitória.

 

Identificada em 2005 pelos próprios norte-americanos, a contaminação foi confirmada, em 2009, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que monitoriza desde 2012 o processo de descontaminação.


 

Governo açoriano destaca “indicadores encorajadores” no consumo de álcool e tabaco

O Governo dos Açores considerou que os dados do Inquérito Nacional de Saúde (INS) revelaram “indicadores encorajadores”, destacando o consumo de álcool mais baixo do que a média nacional e a redução no consumo de tabaco.

Em comunicado, a Secretaria da Saúde e Segurança Social do executivo açoriano considera que aquele inquérito “evidencia os desafios que a região enfrenta no domínio das doenças crónicas não transmissíveis e dos seus principais determinantes”, mas “evidencia igualmente indicadores encorajadores”.

O governo açoriano destaca a redução do consumo diário de álcool entre 2019 e 2025 (de 11,3% para 10,4%), “acompanhada por uma diminuição global da prevalência de consumo de álcool nos últimos 12 meses” referentes à entrevista do inquérito.

“No domínio dos comportamentos aditivos, a região apresenta um padrão de consumo de álcool globalmente mais favorável do que a média nacional, sendo a segunda região do país com menor prevalência de consumo diário (10,4%) e a que regista o menor consumo semanal (17,1%)”, lê-se na nota de imprensa.

A Secretaria Regional da Saúde enaltece os “sinais positivos” no consumo do tabaco, com a redução de 23,4% para 19,5% da prevalência de fumadores e a queda de fumadores diários de 21,2% para 18,1% entre 2019 e 2025.

Para o executivo açoriano, o inquérito “confirma que os desafios permanecem exigentes, mas demonstra igualmente que existem sinais de evolução positiva”.

Cerca de 128.900 pessoas apresentam excesso de peso ou obesidade nos Açores, o que representa quase dois terços da população açoriana com 18 ou mais anos de idade (63,7%), revelou na quarta-feira o Serviço Regional de Estatística (SREA).

De acordo com o INS, realizado no quarto trimestre de 2025 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e divulgado pelo SREA, cerca de 128.900 residentes açorianos com 18 ou mais anos de idade apresentaram excesso de peso ou obesidade (segundo o índice de massa corporal), enquanto 70.700 registaram um peso “considerado normal” (34,9%).

No arquipélago açoriano cerca de 53.800 pessoas adultas encontram-se em situação de obesidade (26,6%) e 75.100 são consideradas como pré-obesas (37,1%).

Em relação ao consumo de tabaco, os dados indicam que existem perto de 40.900 fumadores na região (19,5%), sendo de 38.100 fumam diariamente (18,1%).

 

Nos 12 meses anteriores à entrevista do inquérito, perto de 132,1 mil residentes açorianos com 15 anos ou mais (62,8%) admitiu consumir bebidas alcoólicas.


 

Governo açoriano compromete-se com “melhoria efetiva” dos voos para a ilha do Corvo

O Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) reconheceu “constrangimentos na mobilidade aérea” para o Corvo, mas comprometeu-se com a “melhoria efetiva” das acessibilidades à ilha através do aumento da “capacidade de resposta” da SATA.

Em resposta a uma carta aberta enviada pela Câmara Municipal do Corvo, a Secretaria do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas garante ser uma “preocupação permanente” do Governo Regional a “implementação de soluções que permitam reforçar a acessibilidade aérea” à mais pequena ilha açoriana, em particular nos “períodos de maior procura”.

A 29 de maio, o presidente da Câmara do Corvo alertou o Governo Regional, numa carta aberta, para “a crescente degradação” da mobilidade aérea dos residentes da ilha, considerando que a situação “assume contornos profundamente preocupantes” para o normal funcionamento da comunidade.

Na resposta, o executivo açoriano reconheceu que “atualmente existem constrangimentos na mobilidade aérea, em particular nos períodos de maior procura turística”, situação que foi “acentuada por condições meteorológicas adversas” nos últimos meses.

O Governo Regional realçou o “reforço da operação” e o “aumento de capacidade de resposta” da SATA durante o verão, com a introdução de um avião em regime de aluguer que vai operar até 15 de agosto.


 

GNR apreende mais de 2.800 quilos de sardinha pequena na Lota de Aveiro

A GNR apreendeu na Lota de Aveiro 2.818 quilos de sardinha com tamanho inferior ao que é legalmente permitido, revelou hoje aquela força de segurança, que identificou dois pescadores por infrações na captura e na comercialização do pescado.

Segundo um comunicado da GNR, a apreensão foi feita através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras.

Os militares da guarda fiscalizaram duas embarcações nas instalações da lota, tendo detetado “o desembarque de sardinha com dimensões inferiores ao tamanho mínimo legalmente permitido para a respetiva comercialização”.

A apreensão foi feita após a identificação dos mestres das embarcações e dos titulares das licenças.

 

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