Notícias, Portugal

by | May 13, 2026 | Outras Notícias

 

Governo dos Açores mantém comissão de acompanhamento na privatização da Azores Airlines

O Governo Regional dos Açores nomeou na passada sexta-feira uma comissão especial para acompanhar o novo processo de privatização da companhia aérea açoriana Azores Airlines, que mantém a composição da comissão criada anteriormente.

Em março de 2023, o executivo nomeou uma comissão de acompanhamento da privatização da companhia aérea, liderada pelo economista João Teixeira, que integrava ainda o economista António Maio e o advogado Elias Pereira, substituído em 2025, pela economista Maria Teresa Tiago.

Quando a SATA se prepara para iniciar um novo processo de privatização, desta vez em negociação direta, o executivo açoriano voltou a nomear a mesma comissão, num despacho publicado em Jornal Oficial.

João Teixeira é presidente da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade dos Açores, instituição onde Maria Teresa Tiago também é professora.

Já António Maio é presidente do conselho de administração da Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo.

O Conselho de Governo aprovou em março uma resolução em que dava orientações ao conselho de administração da SATA Holding SA para “dar início a um novo procedimento de negociação particular com vista à alienação da maioria do capital social da SATA Internacional/Azores Airlines”.

O secretário regional das Finanças, Duarte Freitas, disse, na altura, que a adoção da modalidade de negociação direta visava “assegurar maior eficiência e agilidade”, num processo de privatização que tem de estar concluído até ao final do ano.

O governante revelou que o novo procedimento teria como “supervisor independente” o presidente do júri do concurso do anterior processo de privatização, Augusto Mateus, e manteria a mesma comissão de acompanhamento.

Em março de 2023, foi lançado um concurso para a privatização de 51 a 85% do capital social da Azores Airlines, na sequência de um acordo com a Comissão Europeia, que aprovou, em junho de 2022, uma ajuda estatal à reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros. O concurso recebeu duas propostas, mas o júri aceitou apenas um concorrente e admitiu reservas quanto à capacidade desse consórcio em assegurar a viabilidade da companhia.

Em maio de 2024, o executivo açoriano anunciou que tinha cancelado o concurso e que se preparava para lançar um novo, tendo por base a valorização da companhia, cuja avaliação tinha passado de seis para 20 milhões de euros.

No entanto, em março de 2025 o Conselho de Governo deliberou manter o processo de privatização, alegando que o concorrente tinha melhorado a sua proposta financeiramente.

O consórcio Atlantic Connect Group apresentou em 24 de novembro de 2025 uma proposta de 17 milhões de euros por 85% do capital social da Azores Airlines.

Em março de 2026, o Governo Regional decidiu encerrar a privatização da Azores Airlines sem adjudicação, seguindo a recomendação do júri, que concluiu que única proposta admitida implicava “riscos inaceitáveis”, um acordo parassocial que permitia reduzir a participação pública e uma equipa menos experiente na aviação.

O prazo limite para a privatização da Azores Airlines era 31 de dezembro de 2025, mas a Comissão Europeia aceitou um pedido de prorrogação por um ano.


 

Produção de azeite em Portugal quintuplicou nos últimos 26 anos e ainda está a crescer

A produção de azeite em Portugal, que na atual campanha atingiu as 160 mil toneladas, quintuplicou nos últimos 26 anos, mas o setor ainda pode crescer em quantidade e valor, realçaram diversos especialistas, reunidos em Moura. “Desde o início do século até aos dias de hoje [ou seja, a este ano], quintuplicámos a produção nacional, em média”, realçou o presidente do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), Manuel Norte Santo.

O responsável lembrou que, na campanha de 2025-2026 a produção de azeite em Portugal atingiu as 160 mil toneladas. Segundo o mesmo responsável, esta quantidade representa, “tendo em conta o valor médio a que está a ser comercializado o azeite a granel, 700 milhões de euros” para o país.

Manuel Norte Santo precisou que “mais de 50%” do azeite produzido ainda é comercializado a granel, sobretudo para exportação, mas sustentou o CEPAAL está apostado em criar “uma valorização superior deste azeite”, através da criação “de uma marca ‘chapéu’ de azeite português”.

Desta forma, será possível que esta marca seja “mais valorizada e tenha mais projeção, para que estes 700 milhões se possam manter em Portugal e se comercialize mais com o carimbo de azeite português”, vincou.

“O que pretendemos é que estes mais de 50% não sejam vendidos a granel, mas sim que sejam embalados, que sejam vendidos, que estejam nas prateleiras com a marca de azeite nacional, ficando cá essa mais-valia, ao invés de ficar em Espanha ou Itália”, esclareceu.


 

Sismo provoca derrocada na ilha açoriana de São Jorge

O sismo que  se fez sentir em São Jorge no dia 10 de Maio gerou uma derrocada na via de acesso à Fajã dos Cubres, no concelho da Calheta, segundo a Proteção Civil.

O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) refere que a derrocada “provocou a obstrução parcial da via, impossibilitando temporariamente a circulação no local”.

Entretanto, a via encontra-se desobstruída, “mantendo-se o acesso condicionado por precaução”, segundo o comunicado do SRPCBA.

Foi ainda registada, na ilha de São Jorge, a queda de pedras de pequena dimensão provenientes de muros, não havendo, até ao momento, registo de danos pessoais.

Um sismo de magnitude 4,6 na escala de Richter, com epicentro próximo de Santo Antão, na ilha de São Jorge, sentido pelas 12:21 (13:21 de Lisboa), revelou o IPMA.

O sismo foi sentido com grau V na escala de Mercalli modificada, na freguesia de Santo Antão.

De acordo com com o IPMA, foi ainda sentido com menor intensidade nas freguesias de Doze Ribeiras, São Bartolomeu de Regatos, Vila Nova, Calheta, Norte Grande (Neves), Urzelina Velas e Piedade. Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados.


 

Suspeito procurado pelo Brasil por abuso sexual de crianças foi detido na Figueira da Foz

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, na Figueira da Foz, um cidadão estrangeiro com 50 anos, procurado pelas autoridades judiciais brasileiras por supostos crimes de abuso sexual de crianças, praticados entre 2017 e 2021, numa cidade do Estado da Bahia.

“Num contexto de violência doméstica, o suspeito obrigou a vítima, uma menor de 14 anos e sua familiar, a praticar, de forma reiterada, atos sexuais de relevo”, afirmou a PJ, num comunicado enviado à agência Lusa.

De acordo com aquela força policial, por estes factos, o homem “poderá vir a ser condenado numa pena de 18 anos de prisão”.

“O detido irá ser presente ao Tribunal da Relação de Coimbra, para decisão e aplicação de medida de coação, tendo em vista ulterior desenvolvimento de processo de extradição”, acrescentou a PJ.


 

PJ detém homem na ilha das Flores na posse de 58 plantas de canábis

Um homem de 57 anos, residente na ilha das Flores, Açores, foi detido “em flagrante delito”, na posse de 58 plantas de canábis e está “fortemente” indiciado pelo crime de tráfico de estupefacientes, revelou a Polícia Judiciária (PJ).

De acordo com um comunicado, o Departamento de Investigação Criminal dos Açores da PJ, com o apoio da Guarda Nacional Republicana (GNR), identificaram e detiveram o suspeito, no âmbito do desenvolvimento de uma investigação que já tinha sido anunciada a 09 de maio, e que culminou na detenção de dois homens e de uma mulher, pela posse de 8,3 quilogramas gramas de haxixe.

O detido, que já tinha antecedentes criminais, será agora presente à autoridade judiciária competente, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das adequadas medidas de coação.

A PJ já havia detido, no passado sábado, dois homens e uma mulher, também “fortemente indiciados pela prática do crime de tráfico de estupefacientes”, no decurso de uma ação de fiscalização a um transitário, na ilha das Flores, tendo detetado uma encomenda suspeita de conter produto estupefaciente.


 

Vizinhos, Matias Damásio e Mariza são cabeças de cartaz nas festas Sanjoaninas nos Açores

Vizinhos, Matias Damásio e Mariza são alguns dos nomes que integram o cartaz das festas Sanjoaninas, que decorrem de 19 a 28 de junho, na ilha Terceira. É “uma aposta num cartaz bastante equilibrado, com uma tentativa, que, de ano a ano, se repete, de se constituir aqui um cartaz que seja diferenciado, composto por artistas muito conhecidos, consagrados também no nosso panorama nacional”, afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Guido Teles, na apresentação do cartaz.

Durante 10 dias, Angra do Heroísmo celebra o São João com cortejos, marchas populares, música, gastronomia, tauromaquia, desporto e exposições, entre outras atividades.

Todos os anos, as festas apresentam três palcos de acesso gratuito, com cartazes compostos sobretudo por bandas locais, e um recinto pago, com nove dias de espetáculos e DJ.

Pelo palco do Bailão passam, este ano, Wet Bed Gang, Ivo Lucas, Matias Damásio, Vizinhos, Sippinpurpp, Mariza, Irina Barros e Nuno Ribeiro, além das bandas locais Uzhoms e Art’Fado.

As festas têm um orçamento superior a um milhão de euros, dos quais cerca 430 mil destinados à componente musical.

Segundo Guido Teles, a autarquia tem procurado “estabilizar a despesa na componente musical”, mas de ano para ano tem sentido mais dificuldades. Temos verificado, de ano para ano, um aumento considerável daquilo que é pedido pelos artistas. É sempre um desafio e um desafio acrescido considerando o sobrecusto que nós temos, por sermos uma região insular e ultraperiférica, com a produção desses espetáculos. Mesmo assim, penso que temos conseguido construir um cartaz equilibrado, com nomes fortes, e este ano não é exceção”, apontou.

O autarca disse que chegaram a ser ponderados alguns nomes internacionais, mas o município acabou por “apostar sobretudo em talento nacional”, porque as opções a nível internacional eram “demasiado dispendiosas” para a “atratividade junto do público local”.

“Entendemos que, dentro daquilo que eram os nomes que conseguimos apurar que poderiam ser oportunidades para as Sanjoaninas, não ficávamos melhor servidos do que com estes de âmbito nacional. E, por isso, tomámos esta opção de apostar num cartaz com nomes fortes do panorama nacional, também com o objetivo de trazer alguns que nunca estiveram cá. Também é um desafio grande, depois de tantas edições. E são nove noites de concertos”, salientou.

Ainda assim, o município decidiu manter os preços dos ingressos praticados há mais de 10 anos, 30 euros para a pulseira semanal e 15 para a pulseira diária.

 

0 Comments

Related Articles