Notícias, Portugal

by | Feb 18, 2026 | Outras Notícias

 

Recuperação das zonas afetadas pelas cheias será longa

A Proteção Civil alertou  que a recuperação das regiões afetadas pelas cheias será longa, nomeadamente em Coimbra, na zona do Rio Tejo e do Rio Mondego, indicando que os campos agrícolas irão permanecer inundados.

“As situações de cheias mais rápidas, como por exemplo na zona de Alcácer do Sal, retomarão à normalidade, ou potencialmente retomarão a normalidade mais rapidamente. Mas estas zonas, quer no Tejo quer no Mondego levarão algum tempo até repormos a normalidade”, disse comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras..

Mário Silvestre referiu ainda que a manutenção dos caudais na bacia do Rio Mondego e na Barragem da Aguieira (Coimbra) dá uma perspetiva “muito positiva em relação à não inundação da zona baixa de Coimbra”.

A presidente da Câmara de Coimbra afirmou esta tarde que o pior pode já ter passado na região, face ao risco de cheia, embora se continue a manter a vigilância do caudal do Mondego.

“A nossa expectativa é mesmo de que o pior pode estar a passar”, disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença do primeiro-ministro, da ministra do Ambiente e de autarcas da região.

 

País está ‘mal preparado’ para catástrofes no socorro e ordenamento – investigador

Um investigador da Universidade do Porto avisa que os fenómenos meteorológicos extremos vão acontecer com “maior periodicidade”, constatando que o país está “mal preparado” para catástrofes, como as que assolam o país, no socorro e ordenamento do território.

“Naturalmente que aquilo que acontecerá com maior intensidade será secura e temperaturas altas e, portanto, deve preocupar-nos mais a questão ligada ao verão e aos incêndios, mas também acontecem estas coisas” das intempéries, afirmou José Rio Fernandes.

O professor do Departamento de Geografia da Universidade do Porto, em declarações à Lusa, admitiu que fenómenos atmosféricos como os que têm assolado o país desde o final de janeiro “sempre aconteceram, mas é possível que aconteçam com maior intensidade e com maior periodicidade, com intervalos mais pequenos”.

“Primeiro, ninguém está completamente preparado para catástrofes, a natureza é, de facto, muito forte. Ponto dois, Portugal está particularmente mal preparado, porque, digamos, do ponto de vista da prevenção, o elemento fundamental chama-se ordenamento território”, apontou.

O também investigador do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), das universidades de Coimbra e do Porto, salientou que o principal problema tem a ver com a forma se organiza “o território para prevenir que os efeitos sejam muito danosos”.


 

Sismo com magnitude 3,9 sentido na ilha do Faial

Um sismo de magnitude 3,9 na escala de Richter foi sentido sabado, dia 14, no Faial, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores.

Segundo o CIVISA, o abalo foi registado às 18:47 e teve epicentro a cerca de 62 quilómetros a oeste de Capelo, na ilha do Faial.

Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.

Com uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é sentido dentro de casa e os objetos pendentes baloiçam, sentindo-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, descreve o Instituto Português do Mar e da Atmosfera na sua página da Internet.


 

Governo da Madeira aprova obras de 4,2 ME em linhas de água em São Vicente

O Conselho do Governo da Madeira aprovou a realização de duas empreitadas de requalificação e regularização de linhas de água, no concelho de São Vicente, no norte da ilha, num investimento global de 4,2 milhões de euros.

As obras, nas freguesias da Ponta de Delgada e Boaventura, “visam reforçar a segurança de pessoas e bens, adotando medidas estruturais destinadas a mitigar os riscos de cheias e inundações”, indica o Governo Regional em comunicado.

Em Ponta Delgada, a intervenção será realizada no âmbito da empreitada “Ribeiro da Ponta Delgada (Enxurros) – Reconstrução de Infraestruturas Hidráulicas a Montante da ER 101”, representando um investimento de 2,17 milhões de euros (sem IVA). Na freguesia da Boaventura, os trabalhos abrangem as ribeiras dos Moinhos e das Laranjeiras e a empreitada não deverá exceder os 2,05 milhões de euros.

 

Turista alemão morre junto ao cais da Ponta do Sol na Madeira

Um turista alemão de 59 anos morreu sexta-feira no mar perto do cais da Ponta do Sol, na zona oeste da ilha da Madeira, indicou a Autoridade Marítima Nacional, referindo que as causas da ocorrência são desconhecidas. 

“À chegada ao local, constatou-se que o homem se encontrava em paragem cardiorrespiratória, tendo os tripulantes da Estação Salva-vidas transportado prontamente a vítima para a Marina da Calheta [no concelho contíguo], onde iniciaram manobras de reanimação, em colaboração com os Bombeiros Voluntários da Calheta”, refere o comunicado. Contudo, o cidadão alemão não resistiu e a delegada de saúde efetuou o auto de verificação do óbito, tendo o corpo sido transportado para o Gabinete Médico-Legal e Forense da Madeira.

A Autoridade Marítima refere ainda que um popular entrou na água para prestar auxílio à vítima e conseguiu regressar para terra pelos próprios meios, não tendo necessitado de assistência médica.

 

Escolas de condução nos Açores passam a dar formação a jovens ciclomotoristas

A formação para a carta de condução da categoria AM, destinada a jovens com idades entre os 14 e os 16 anos, passa a ser ministrada pelas escolas de condução licenciadas nos Açores, informou o Governo Regional.

A medida consta de uma portaria publicada em Jornal Oficial da Região e que estabelece o regime aplicável à formação para esta categoria, definido ao abrigo do Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir (RHLC).

De acordo com o diploma, a formação e o ensino da condução da categoria AM devem ser assegurados por instrutores das escolas de condução licenciadas na região, que “cumpram os requisitos previstos no n.º 1 do artigo 42.º da Lei n.º 14/2014, de 18 de março”.

Os cursos de formação têm a duração mínima de 15 horas, distribuídas por sete horas de formação teórica e oito horas de instrução prática de condução. A formação deve garantir mecanismos de avaliação contínua dos formandos ao longo do curso, explica ainda o executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM), numa nota de imprensa.

Compete à Subdireção Regional dos Transportes Terrestres a fiscalização da formação e da avaliação realizadas pelas escolas de condução e entidades certificadas, bem como a organização e realização dos exames de condução da categoria AM.

As provas são constituídas por uma prova teórica e uma prática, sob supervisão dos examinadores.

Quanto à prova prática, o veículo utilizado pelos candidatos, entre os 14 e os 16 anos, pode ser um ciclomotor licenciado por escola de condução ou um ciclomotor pertencente ao próprio candidato, desde que devidamente segurado, sendo neste caso equiparado a veículo de escola de condução para efeitos legais.

 

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