Notícias, Comunidades

by | Feb 25, 2026 | Notícias das comunidades

Câmara de Comércio do SouthCoast promove almoço com o mayor de Fall River

A Câmara de Comércio de SouthCoastl, a segunda maior câmara de comércio de Massachusetts e destinada a apoiar empresas de todos os tipos e dimensões, promove um almoço almoço sobre o estado dos negócios de 2026, dia 1 de abril, no Fall River Country Club, com o mayor Paul Coogan.

O evento anual reúne líderes empresariais, parceiros comunitários e autoridades públicas para abordar o progresso económico e as perspetivas de Fall River.

Durante o almoço, Paul Coogan fará o seu discurso sobre o estado de negócios e empresas, apresentando as principais realizações, delineando objetivos e prioridades e partilhando estratégias que apoiam a comunidade empresarial de Fall River. O credenciamento e o almoço em formato de buffet terão início às 11h30, seguindo-se o programa às 12h00.

Estão disponíveis oportunidades de patrocínio para empresas que procuram visibilidade e desejam apoiar este importante evento comunitário.

É necessário fazer inscrição. Para mais informações, visite www.onesouthcoast.com

Para questões sobre eventos, contactar Katie Greene, vice-presidente de Marketing e Eventos, através do e-mail kgreene@onesouthcoast.com.

A Câmara de Comércio de SouthCoast abrange 19 comunidades no sudeste de Massachusetts, representando mais de 1.200 empresas.


 

A proposta de lei SAVE America Act carece de apoio democrata para passar

A proposta de lei SAVE America Act, que exige a prova de cidadania em todo o país para o registo eleitoral e reformula as leis de voto, ultrapassou os 50 votos no Senado, controlado pelos republicanos, mas ainda assim carece de apoio dos democratas para passar.

A senadora Susan Collins, do Maine, foi a 50ª republicana a apoiar a legislação.

A proposta é apoiada pelo presidente Donald Trump e também já foi aprovada pela Câmara dos Representantes, o que significa que a regra de obstrução do Senado, que exige 60 votos, é agora o único obstáculo à sua aprovação.

O SAVE America Act (Safeguard American Voter Eligibility Act) é uma proposta legislativa impulsionada por republicanos para combater supostas fraudes, enquanto democratas expressam preocupação com a supressão de votos.

Embora o voto de não cidadãos já seja ilegal, os proponentes da lei alegam que o sistema atual é vulnerável e precisa de maior rigor.

A lei exige prova documental de cidadania americana para registo de voto em eleições federais, além de apresentar identificação com foto. O objetivo é garantir que apenas cidadãos americanos votem, visando aumentar a segurança eleitoral.

Opositores argumentam que a lei pode dificultar o voto de cidadãos legítimos que não possuem documentos de fácil acesso, como certidões de nascimento, citando que milhões de americanos não têm identificação com foto.


 

Bombeiro acusado de conduta desordeira

Manuel Mota Jr., bombeiro reformado de New Bedford acusado de conduta desordeira, vai enfrentar um julgamento por júri.

A acusação decorre de um incidente que teve lugar em janeiro de 2025, envolvendo uma desordem num bar em Fairhaven, durante a qual o acusado terá proferido insultos racistas contra polícias de Fairhaven. Os procuradores ofereceram um acordo de confissão de culpa e uma multa de $150.

A acusação planeia apresentar depoimentos de dois polícias e de um barman, bem como imagens da câmara do carro da polícia no momento da detenção.

Mota, que se representa a si próprio, pretende convocar duas testemunhas de defesa.

Mota foi detido pelo menos sete vezes desde 2000 por acusações que incluem agressão, resistência à detenção, condução sob o efeito do álcool e conduta desordeira. Num caso separado, declarou-se culpado em novembro de 2025 por conduta desordeira no Tribunal Distrital de Quincy e recebeu uma multa de $100.

Mota reformou-se do Corpo de Bombeiros de New Bedford em junho de 2025 com a pensão por inteiro e horas antes de uma audiência de despedimento.


 

Agentes da Polícia estadual de MA acusados da morte de recruta

De acordo com a Polícia do Estado de Massachusetts, quatro dos seus membros enfrentarão acusações criminais em resultado da investigação independente sobre a morte do agente Enrique Delgado Garcia e o departamento determinou que os quatro indivíduos serão suspensos com remuneração.

Os suspeitos, que foram afastados das suas funções, são a tenente Jennifer Pent e os soldados David Montanez, Casey LaMonte e Edwin Rodriguez. O agente Delgado Garcia faleceu a 13 de setembro de 2024 em consequência de ferimentos sofridos durante o treino de exercícios físicos para se tornar agente da Polícia Estadual de Michigan.


 

Lusodescendentes nos Jogos de Inverno de Milão

Vários lusodescendentes estiveram a competir nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão 2026 que terminaram dia 22 de fevereiro, pelos EUA, Canadá e até por Portugal.

Os EUA estiveram representados pelo esquiador Alex Ferreira e pela patinadora de velocidade Kristen Santos Griswold.

Alex Ferreira ganhou a medalha de ouro no halfpipe masculino do esqui estilo livre dia 20 de fevereiro. Ele já tinha ganho a prata em Pyeongchang 2018 e o bronze em Beijing 2022.

Alex Ferreira nasceu no Colorado em 1994 e é filho de uma maratonista americana (Colleenn Ferreira) e de um argentino, o ex-futebolista Marcelo Ferreira, que começou no River Plate e emigrou para os EUA em 1980.

Possivelmente, Alex terá tataravós portugueses ou espanhóis que emigraram para a Argentina.

Com a medalha de ouro Olímpica em Milano Cortina 2026, Alex Ferreira consagra-se como um dos maiores nomes do esqui estilo livre halfpipe. São três pódios Olímpicos em três participações. Possui dois bronzes em campeonatos mundiais justamente nas últimas duas edições (2023 e 2025) e sete medalhas no X-Games, sendo três douradas (2019, 2020 e 2024).

Com o triunfo de Alex Ferreira os EUA conquistaram 41 medalhas, das quais 12 de ouro e encerraram uma sequência de cinco Olimpíadas com nove medalhas de ouro.

Acrescente-se que os EUA conquistaram as medalhas de ouro no hóquei no gelo masculino e feminino em duas finais emocionantes levando a melhor sobre o  Canadá.

Kristen Santos Griswold nasceu em 1994 em Fairfield, Connecticut, filha de Donna Soukup e Dick Santos. Começou a patinar aos três anos de idade e aos nove, em 2013, entrou na sua primeira competição profissional e em 2016 teve a sua primeira Olimpíada.

Na época de 2025, Santos Griswold contraiu uma gastroenterite e sofreu uma lesão nas costas. Mas isso não a impediu de conquistar duas medalhas de bronze no Circuito Mundial, incluindo uma nos 500m.

Nos Jogos de Milão, Kristen Santos Griswold competiu nos 500 metros femininos e na estafeta mista por equipas, mas não subiu ao pódio.

Lia Pereira representou o Canadá. Nasceu em 2004 em Milton, Ontário, e é filha de Steve e Tracy Pereira. É patinadora artística e ganhou a sua primeira medalha de ouro no Skate Milwaukee de 2018.

Depois de uma carreira individual, Lia concentrou-se nos pares formando parelha com Trent Michaud e a dupla é medalha de bronze no Campeonato dos Quatro Continentes de 2025 e campeã nacional canadiana de 2026, mas não trouxeram nenhuma medalha de Itália.

Portugal esteve representado pelos irmãos luso-franceses Emeric e Vanina Guerillot de Oliveira integraram a representação de Portugal e conseguiram as melhores classificações de sempre em esqui alpino, enquanto José Cabeça ficou distante do objetivo no esqui de fundo.

Aos 18 anos, Emeric Guerillot, natural de França, abrilhantou a sua estreia com o 32º lugar no Super G e um respeitável 38º lugar no slalom gigante, prova em que o brasileiro Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha em Jogos Olímpicos de Inverno para um país sul-americano e logo de ouro.

A irmã de Emeric, Vanina Guerillot, 23 anos, disputou a competição pela segunda vez e conseguiu o 41º lugar na prova de slalom gigante melhorando em duas posições o resultado obtido em Pequim 2022.

José Cabeça, 29 anos, terminou a segunda participação olímpica (após a presença em Pequim 2022) com o 91º lugar na prova de sprint clássico e despediu-se com o 99º lugar nos 10 km estilo livre. Cabeça é de Évora, mas vive em França.


 

 

Justiça dos EUA anula detenção obrigatória de imigrantes sem fiança

Um tribunal federal dos Estados Unidos anulou uma decisão do Conselho de Recurso de Imigração (BIA) que mantinha a política de detenção obrigatória sem direito a fiança para imigrantes em risco de deportação. A juíza determinou que na terça-feira da passada semana que o BIA, um órgão administrativo, não pode reinterpretar o alcance de uma ordem judicial anterior, que tinha limitado a detenção automática sem direito a uma audiência de fiança.

A decisão do BIA contrariava uma série de decisões recentes de tribunais inferiores em vários estados dos EUA que argumentavam que a prática, implementada durante a administração do Presidente Donald Trump, é ilegal.

Em novembro, um tribunal da Califórnia (sudoeste) concedeu aos imigrantes detidos sem antecedentes criminais a oportunidade de solicitar uma audiência de fiança e teve implicações para os estrangeiros detidos em todo o país.

Na decisão, a juíza federal considerou que o BIA excedeu a sua autoridade ao tentar manter uma interpretação que já tinha sido contestada pelos tribunais federais. O veredito representa um revés para a estratégia de alargamento da detenção obrigatória a pessoas sujeitas a processos de imigração, incluindo as que estão detidas longe da fronteira ou que residem nos Estados Unidos há anos.

Sob administrações anteriores, a maioria dos estrangeiros sem antecedentes criminais que eram detidos longe da fronteira tinham a oportunidade de solicitar uma audiência de fiança enquanto os casos avançavam no tribunal de imigração.

A fiança era frequentemente concedida àqueles sem condenações criminais que não representavam risco de fuga, enquanto a detenção obrigatória estava limitada a pessoas que tivessem atravessado a fronteira recentemente.

A decisão de terça-feira reforça o princípio de que os imigrantes devem ter acesso a audiências individuais perante um juiz para determinar se podem esperar em liberdade pela resolução do seu caso.

Embora o Governo federal possa recorrer da decisão, especialistas jurídicos disseram à imprensa norte-americana que a medida reafirma o papel dos tribunais no controlo das decisões administrativas relativas à imigração e pode influenciar casos semelhantes noutras jurisdições do país.


 

Troca de corpos de falecidos

Uma família processou o Rhode Island Hospital de ter entregue o corpo errado a uma agência funerária de Providence após a morte de Emilia Severino, de Providence.

Emilia Severino morreu no Rhode Island Hospital no dia 30 de dezembro por inalação de fumos após um incêndio no dia de Natal.

De acordo com o processo, quando a Funerária Bell foi buscar o corpo, o Rhode Island Hospital entregou os restos mortais errados.

Embora a família culpe tanto o hospital como a agência funerária, a proprietária da Funerária Bell, Christine Cardoza, alega que a culpa é do hospital e a equipa do hospital precisou de três tentativas para localizar o que lhe disseram ser o corpo correto.

Entretanto, o Rhode Island Hospital declarou que, no dia 15 de janeiro, “foi entregue um corpo para a agência funerária errada”, que o hospital expressou condolências e desculpas às famílias afetadas e que “o funcionário envolvido foi despedido.”


 

Novo café português na Flórida

Chamar-se-á Móh Café, trará café e doces portugueses à Dania Beach e pretende ser uma homenagem à gastronomia e cultura portuguesas na Flórida.

O Móh Café, um café português, abrirá as suas portas em 1410 S. Federal Highway, Dania Beach, com inauguração prevista para março de 2026.

Um anúncio na imprensa local refere que “o Móh Café nasceu do encanto dos tradicionais cafés portugueses e da lenda do Galo de Barcelos, símbolo de boa sorte e esperança. Cada detalhe do nosso logótipo carrega este espírito, um lembrete para pausar, respirar e deixar que cada gole traga um pouco de sorte.”


 

MAPS expande assistência à habitação com Subvenção da Liberty Mutual

A Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers (MAPS) está a expandir serviços de assistência à habitação na área de Grande Boston graças a uma subvenção anual de $50.000 durante até três anos da Liberty Mutual Insurance.

A subvenção plurianual, concedida em dezembro de 2025 através da Iniciativa de Estabilidade Habitacional da Liberty Mutual Foundation, permitirá que a organização de saúde e serviços sociais atenda cada ano mais 160 membros da comunidade de baixo rendimento nas áreas de Dorchester, Cambridge e Somerville, ajudando-os a conseguir acesso a habitação estável, bem como a recursos educacionais e de emprego.

“Estamos muito gratos por esta nova parceria com a Liberty Mutual para expandir os nossos esforços para conectar famílias vulneráveis nas nossas comunidades com esses recursos cruciais”, disse o CEO da MAPS, Paulo Pinto, MPA. “Garantir que as nossas comunidades tenham acesso a condições de vida seguras e dignas é uma parte essencial da nossa missão, e é especialmente gratificante ver parceiros do setor privado, como a Liberty Mutual Foundation, juntarem-se a esse esforço.”

Os Serviços de Integração de Imigrantes da MAPS ajudam milhares de membros da comunidade todos os anos com assistência personalizada em matéria de habitação, emprego, nutrição e assistência com aquecimento, acesso a outros benefícios públicos, bem como assistência com seguros de saúde e inscrição em cuidados de saúde e outros serviços sociais essenciais. Para saber mais sobre o programa, visite maps-inc.org/cause/servicos-de-integracao-de-imigrantes/?lang=pt-pt.

“Com esta importante contribuição da Liberty Mutual, estimamos que serão evitados 50 despejos por ano e que 80 pessoas em situação de sem-abrigo receberão assistência para ter acesso a serviços básicos, como cuidados de saúde, alimentação e higiene”, acrescentou Alírio Pereira, MA, diretor de Programas (CPO) da MAPS.


 

Supremo Tribunal chumba tarifas de Trump considerando-as ilegais

Dia 20 de fevereiro, o Supremo Tribunal dos EUA considerou ilegais as tarifas comerciais impostas a vários países pelo presidente Donald Trump. Esta decisão foi votada a favor por seis juízes e, embora tenha havido maioria clara, não houve unanimidade, uma vez que três juízes votaram contra.

A decisão do Supremo Tribunal incide sobre as chamadas “tarifas recíprocas” aplicadas em abril de 2025 à maioria dos países, bem como sobre outras taxas decretadas com base numa lei de 1977 que permite ao presidente regular importações em situações de emergência nacional.

O Supremo considerou que o governo excedeu a autoridade e que a lei não confere ao presidente autoridade para impor impostos sobre importações, competência que a Constituição atribui ao Congresso. O caso representa o primeiro grande desaire da agenda de Trump no Supremo Tribunal, que ele próprio ajudou a moldar com a nomeação de três juízes conservadores durante o seu primeiro mandato.

Reagindo à decisão, em declarações aos jornalistas Trump considerou que o Supremo Tribunal é “antipatriota e desleal à Constituição norte-americana” e anunciou uma nova tarifa global de 15%, que se somará às tarifas aduaneiras normais já em vigor, sugerindo que a maioria dos acordos comerciais com os EUA continuam de pé.

 

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