Diminuem as vendas de vinho português nos Estados Unidos
As vendas de vinho português para os EUA caíram mais de 20% devido às tarifas impostas pelos EUA em 2024/2025, forçando produtores a baixar preços e gerando incerteza no mercado.
Para compensar as tarifas e manter a competitividade, produtores portugueses e importadores nos EUA estão dividindo o custo, resultando em uma queda nos preços de exportação, o que afeta as margens de lucro e a situação pode levar a falências no sistema de distribuição americano.
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Onda de apoio à família de Nuno Loureiro
A onda de solidariedade e apoio à família do físico português Nuno Loureiro, assassinado no passado dia 16 de dezembro na sua casa em Brookline, arredores de Boston, continua a crescer de forma assinalável com a angariação de fundos lançada na plataforma GoFundMe a superar sucessivamente as metas inicialmente estabelecidas.
Criada no dia 18 de dezembro, a campanha já ultrapassou 400 mil dólares, envolvendo cerca de 2.300 doadores.
Os valores individuais das contribuições têm sido muito variados, desde pequenas doações simbólicas até montantes elevados, destacando-se, entre estes, 14 donativos individuais iguais ou superiores a 3.000 dólares.
O maior contributo individual conhecido ascende a 19.000 dólares e foi efetuado por uma pessoa identificada como Jason Nogueira.
A campanha tem como objetivo apoiar a família de Nuno Loureiro, físico de reconhecimento internacional que dirigia um centro de investigação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e surge num contexto de forte comoção tanto em Portugal como nos meios académicos norte-americanos, onde o investigador desenvolvia a sua atividade científica.
Aos 47 anos, Nuno Loureiro era um dos mais destacados físicos portugueses da sua geração ocupando a direção do Plasma Science and Fusion Center no MIT desde maio de 2024.
O MIT anunciou a criação do Nuno Loureiro Memorial Fund, um memorial académico destinado a apoiar estudantes de pós-graduação ligados à investigação em fusão naquele centro tecnológico universitário.
O autor do homicídio de Nuno Loureiro e de dois alunos da Universidade Brown, o também português Cláudio Valente, foi colega de Nuno Loureiro no Instituto Superior Técnico de Lisboa.
A Polícia Judiciária portuguesa, que colaborou com o FBI na fase inicial da investigação, não encontrou razões de animosidade suficientes entre os antigos colegas do IST que permitam explicar um eventual sentimento de ódio com origem em Portugal.
Cláudio Valente veio para os Estados Unidos em 2000, ingressando num curso de pós graduação na Brown, que abandonou cerca de um ano depois e regressou a Portugal, onde trabalhou na área das tecnologias de informação. Regressou aos Estados Unidos em 2017, não sendo ainda claro o seu percurso profissional desde então. A sua última morada conhecida situava-se em Miami, na Flórida.
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Portugueses na política de Elizabeth, NJ
Elizabeth é a quarta maior cidade de New Jersey, com 140.413 habitantes e distante 10 km de Newark, a maior cidade estadual.
O Aeroporto Internacional Liberty de Newark (EWR) que serve a área metropolitana de New York, está localizado em Elizabeth, mas é nomeado de Newark por ser a principal cidade da região.
Elizabeth tem a segunda maior comunidade portuguesa de New Jersey, depois de Newark e tem um razoável peso político.
O atual presidente do Conselho Municipal de Elizabeth, Manuel Grova Jr., é português.
Grova foi eleito para o Conselho Municipal em 1994 e tomou posse como presidente dia 1 de janeiro.
Advogado de profissão, Manuel é sócio da firma Mandelbaum Barrett PC, onde representa clientes em casos de indemnização laboral, danos pessoais, direito imobiliário comercial.
Do Conselho Municipal de Elizabeth faz parte outro português, Carlos Torres.
O Comité Escolar de Elizabeth, que gere as escolas públicas locais, foi empossado dia 6 de janeiro e tem três portuguesas: Maria Z. Carvalho, Stephanie Gonçalves Pestana e Diane Barbosa.
Maria Z. Carvalho e Stephanie Gonçalves Pestana foram eleitas para a presidência e para a vice-presidência do Comité Escolar, respetivamente.
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Eleiçoes presidenciais portuguesas nas comunidades dos EUA: André Ventura vence nos EUA
O candidato do Chega venceu nos postos consulares de New Bedford, Providence, Newark e Washington
António José Seguro saiu vitorioso em Boston
New York e San Francisco
Dos 76.397 inscritos votaram 1.531 eleitores
André Ventura, candidato pelo Chega, foi o grande vencedor das eleições presidenciais no ciclo eleitoral das comunidades portuguesas dos Estados Unidos.
Ventura conseguiu 44,33 por cento dos votos em todos os postos consulares dos EUA (673 votos), com António José Seguro, o vencedor das eleições a nível nacional, a ficar-se pelo segundo lugar com 365 votos (24,04%). Em terceiro lugar surge, com 203 votos (13,37%) João Cotrim Figueiredo, seguido de Luís Marques Mendes, com 140 votos (9,22%), Henrique Gouveia e Melo, com 81 votos (5,34%), Catarina Martins, com 24 votos (1,58%), Jorge Pinto, com 11 votos (0,72%), António Filipe, com 10 votos (0,66%), Manuel João Vieira, com 7 votos (0,46%), André Pestana da Silva, com 3 votos (0,20%) e Humberto Correia, com apenas 1 voto (0,07%).
Votação por postos consulares
Em New Bedford, dos 8.851 inscritos votaram apenas 95 eleitores e os resultados foram os seguintes:
André Ventura (41 votos), António José Seguro (23 votos), Luís Marques Mendes (16 votos), Henrique Gouveia e Melo (9 votos), João Cotrim Figueiredo (3 votos), Catarina Martins (2 votos) e Manuel João Vieira (1 voto).
Na área consular de Boston, dos 7.875 inscritos votaram 151 eleitores. António José Seguro foi aqui o mais votado conquistando 58 votos contra 26 de João Cotrim Figueiredo, com André Ventura a surgir em terceiro lugar com 24 votos. Seguem-se Henrique Gouveia Melo (15), Luís Marques Mendes (14), Catarina Martins (6), Jorge Pinto (3), António Filipe (2) e Manuel João Vieira (1).
Na área consular de Providence, RI, dos 5.629 inscritos votaram apenas 66 eleitores. O candidato do Chega, André Ventura, foi o mais votado, com 34 votos, seguido de António José Seguro, com 10 pontos, Marques Mendes (8), Henrique Gouveia e Melo (6), António Filipe (3), Catarina Martins e Jorge Pinto, com 1 voto cada.
A área consular de Newark, NJ, foi a que registou maior número de eleitores que exerceram o seu direito de voto: dos 16.402 inscritos votaram 530 eleitores, com André Ventura a conseguir a maioria dos votos: 351 contra 81 do segundo classificado, António José Seguro, seguido de João Cotrim Figueiredo e Luís Marques Mendes, ambos com 32 votos, Henrique Gouveia e Melo (19), Catarina Martins (5), André Pestana da Silva (2), António Filipe, Jorge Pinto e Manuel João Vieira com 1 voto cada.
Na área consular de New York, dos 13.812 inscritos votaram 284 eleitores, com António José Seguro a conseguir liderança com apenas mais um voto que André Ventura (78-77), com João Cotrim Figueiredo a surgir na terceira posição com 74 votos, seguido de Luís Marques Mendes, com 31 votos, Henrique Gouveia e Melo, com 10, e com 3 votos cada: Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto. Humberto Correia e Manuel João Vieira: 1 voto cada.
Em Washington, DC, dos 17.412 inscritos votaram 280 eleitores e o resultado foi este: André Ventura, 146 votos, António José Seguro, 58 votos, João Cotrim Figueiredo (32), Luís Marques Mendes (29), Henrique Gouveia e Melo (16), Catarina Martins e Jorge Pinto (2 votos cada), André Pestana da Silva e António Filipe (1 cada).
Finalmente, na área consular de San Francisco, dos 6.416 inscritos votaram apenas 125 eleitores.
António José Seguro obteve a liderança com 57 votos, seguido de João Cotrim Figueiredo, com 33 votos, seguindo-se André Ventura e Luís Marques Mendes, com 10 votos cada, Henrique Gouveia e Melo (6 votos), Catarina Martins (5 votos), Manuel João Vieira (3 votos) e Jorge Pinto (1 voto).
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Bolo-rei, o bolo português das festas natalícias populariza-se nos EUA
As festas natalícias dos portugueses são sempre em família e em redor de mesa farta, onde não falta o bolo-rei. Em Portugal, não é possível falar de Natal sem falar de bolo-rei, sendo presença obrigatória em quase todas as mesas da época natalícia, mas o que muitos portugueses possivelmente desconhecem é que a origem do bolo-rei remonta à Roma Antiga, quando os romanos comiam um bolo de cevada com sementes de romã, pinhões e passas durante os banquetes da Saturnália, festival em honra de Saturno, o deus da agricultura, que começava a 17 de dezembro e se prolongava por vários dias.
Curiosamente, tal como o atual bolo-rei, o bolo da Saturnália levava uma fava, símbolo da fecundidade, e aquele a quem saia a fava era eleito rei da festa. Os atuais bolos-rei em Portugal também levam a fava e aquele a quem sai é penalizado, normalmente oferecendo o bolo-rei do próximo ano.
Portanto, um género de bolo-rei já fazia parte das celebrações da Saturnália do calendário da Roma pagã ainda antes da Igreja Católica celebrar o nascimento de Jesus Cristo, o que só veio a acontecer no ano 336.
O bolo-rei simboliza os presentes que os três Reis Magos vindos do Oriente ofereceram ao Menino Jesus recém nascido, o ouro, o incenso e a mirra. Cada parte do bolo corresponde às ofertas: a côdea simboliza o ouro, as frutas cristalizadas representam a mirra e o aroma do bolo assinala o incenso. O formato redondo com um buraco no meio remete-nos para a ideia de coroa com pedras preciosas.
Mas o bolo-rei adornado com frutas cristalizadas, tal como hoje conhecemos, surgiu na corte de Luís XIV, em França, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis e chamava-se Galette des Rois.
Com a Revolução Francesa, em 1789, o Galette des Rois foi proibido devido à designação e os pasteleiros decidiram mudar-lhe o nome para Gallete des Sans-culottes, de modo a poderem continuar a confecionar a doçaria. Só na segunda metade do século 18 é que o Gallete des Rois chegou a Portugal trazido pela Confeitaria Nacional e mais propriamente por Baltazar Castanheiro Filho, o filho do fundador deste estabelecimento em 1827 e ainda existente na Praça da Figueira, em Lisboa.
Mais tarde, várias pastelarias portuguesas passaram a comercializar o bolo-rei, que, como o Galette des Rois, esteve em risco com a proclamação da República em 5 de outubro de 1910 por conter a palavra rei no nome e em 1911 chegou a ser proposta em sessão parlamentar a alteração do nome para Bolo da República. Mas a tradição falou mais alto e os clientes continuaram a chamar-lhe bolo-rei.
Para muitos portugueses, o melhor bolo-rei de Lisboa continua a ser o da Confeitaria Nacional, que vende mais de 20 toneladas em cada Natal. Mas outras confeitarias também passaram a fabricar bolo-rei e muita gente considerava que os melhores eram os da Pastelaria Garrett do Estoril ou da Benard no Chiado.
O bolo-rei português é preparado com açúcar, água, farinha, fermento, casca de limão e laranja, ovos e frutas secas e cristalizadas (maceradas em vinho do Porto). A massa é coberta com frutas cristalizadas, torrões de açúcar, pinhões e nozes antes de ir para o forno. Depois de cozido, é pincelado com geleia.
O bolo-rei é confecionado praticamente por todos os pasteleiros de Portugal, cada um com a sua criatividade e ultimamente apareceram umas modernices: os bolos-rainha (não contém frutas cristalizadas, apenas nozes), os bolos-rei escangalhados (também são só com frutos secos e passas) e a trança de Natal (é uma rosca em formato de trança e com frutas cristalizadas).
Como não podia deixar de ser, Portugal tem um Concurso Nacional de Bolo Rei Tradicional Português organizado pela Associação do Comércio e Indústria de Panificação, que teve em 2025 a 14º edição e os seguintes vencedores: Bolo-Rei Tradicional, Pastelaria Aloma (Lisboa); Bolo-Rei Escangalhado, Pastelaria Neiva (Braga); Bolo-Rainha, Confeitaria Rainha (S. João da Madeira) e Trança de Natal, Pastelaria Dionísio (Figueira da Foz). O bolo-rei tem corrido mundo graças aos imigrantes portugueses e vamos encontrá-lo um pouco por toda a parte.
Há 50 anos não abundavam pastelarias portuguesas em Massachusetts e Rhode Island e, como tal, se queríamos bolo-rei na mesa da consoada, tínhamos que comprar nas pastelarias portuguesas de Newark. Mas hoje não precisamos ir a New Jersey, pois não faltam excelentes pastelarias portuguesas em New Bedford, Fall River ou Cumberland, enquanto que em Newark também são cada vez mais.
Bolo-rei comercial luso-americano não tem brinde nem fava por determinação da segurança alimentar.
Alguns supermercados portugueses importam bolo-rei de Portugal na quadra natalícia e, em 2025, os preços variaram: bolo-rei a $24 num supermercado português de Fall River, noutro a $20 e a $14.
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Sorte na lotaria
Larissa Nazário, de Everett, ganhou o terceiro e último grande prémio de um milhão de dólares da lotaria instantânea “Emerald Mine 50X” de $5 da Lotaria Estadual de Massachusetts.
Nazário optou pelo pagamento a pronto e recebeu um pagamento único de $650.000 (antes dos impostos) e planeia investir o prémio.
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Bombeiro reformado
O tenente Richard Pacheco, do corpo de bombeiros de Fall River, reformou-se após 28 anos de serviço. Ao longo da sua carreira, Pacheco operou largos anos no quartel 3.
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Indivíduo de Massachusetts condenado por financiar o Estado Islâmico
Um homem de Wakefield, Massachusetts, foi condenado num tribunal federal de Boston por financiamento do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS).
Mateo Ventura, 21 anos, foi condenado pela juíza do Tribunal Distrital dos EUA, Denise Casper, a 50 meses de prisão, seguidos de sete anos de liberdade condicional.
Em outubro de 2025, Ventura declarou-se culpado de ocultação de financiamento do terrorismo. Ventura foi acusado por denúncia em junho de 2023 e acusado por um grande júri federal em outubro de 2023.
Ventura forneceu vários cartões-presente a um indivíduo que acreditava ser apoiante do ISIS, com a intenção de que fossem vendidos e que os lucros fossem utilizados para apoiar o ISIS na “guerra contra os kuffar” (infiéis).
No total, entre janeiro e maio de 2023, Ventura fez donativos que totalizaram 705 dólares e comprou bilhetes de avião para viajar para o Médio Oriente e juntar-se ao ISIS.






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