Ibagué, Colômbia, 26 jun 2026 (Lusa) – A Colômbia, já qualificada para os 16 avos de final, desafia Portugal num ambiente enérgico no sábado, no encerramento do Grupo K do Mundial2026 de futebol, antecipa o treinador luso Tiago Pina, adjunto dos colombianos do Tolima.
“O facto de Miami estar relativamente perto da Colômbia e de haver muitos emigrantes colombianos nos Estados Unidos ajuda. Perante a ambição e o sonho que eles têm, de certeza que será uma partida com um ambiente espetacular e os atletas colombianos vão senti-lo. No entanto, todos os jogadores portugueses estão mais do que habituados a atuar nessas condições. Sinceramente, vai ser, se não o melhor, um dos melhores jogos da fase de grupos”, reconheceu à agência Lusa o técnico, de 35 anos.
Portugal, detentor da Liga das Nações, mede forças com a vice-campeã sul-americana Colômbia, de Richard Ríos (Benfica) e Luis Suárez (Sporting), no sábado, às 19:30 locais (00:30 de domingo em Lisboa), no Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, nos Estados Unidos, para a terceira e última jornada do Grupo K da primeira fase do Mundial2026.
A República Democrática do Congo e o estreante Uzbequistão enfrentam-se em simultâneo em Atlanta e, a exemplo de Portugal, ainda lutam por uma vaga na ronda a eliminar, à qual acedem os dois primeiros classificados das 12 ‘poules’ e os oito melhores terceiros.
“Considero que Portugal apresenta melhor equipa. No entanto, a Colômbia tem futebolistas que podem dificultar e muito, principalmente no contra-ataque. Ter a bola e tentar jogar para ganhar está no sangue deles, mas acho que Portugal vai ter mais posse e espaços para explorar. A partir daí, pode tentar desequilibrar”, assumiu Tiago Pina, na América do Sul desde 2021 e com passagens por Atlético Nacional, América de Cali, Águilas Doradas e Tolima.
Em busca do sexto apuramento, e terceiro seguido, para a fase a eliminar em nove participações, que até pode ser consumado antes de entrar em campo, Portugal é segundo da ‘poule’ K, com quatro pontos, contra seis da líder isolada Colômbia, cuja primeira posição será garantida com um empate, um da República Democrática do Congo e nenhum do Uzbequistão.
“À partida, muita gente pelo mundo fora coloca Portugal como favorito ou candidato pela sua qualidade. A Colômbia tem como destaque principal Luis Díaz, que fez uma época sensacional e é um dos grandes rostos. Depois, James Rodríguez revela uma qualidade impressionante sempre que veste a camisola da seleção, apesar da sua idade. Não é por acaso que foi eleito o melhor jogador da última Copa América”, individualizou.
Portugal vem de um empate frente à República Democrática do Congo (0-0) e de uma goleada sobre o Uzbequistão (5-0), ambos em Houston, tendo o treinador espanhol Roberto Martínez alterado dois titulares no último encontro, ao lançar o defesa central Rúben Dias e o avançado João Félix.
“Pelo seu comportamento natural, João Félix é capaz de receber entre linhas e jogar para a frente. Contra equipas que se aglomeram tão atrás, um jogador com essas características facilita um pouco a quantidade de vezes em que Portugal entra na área e pode tentar criar ocasiões de golo”, analisou Tiago Pina, que ajudou o Tolima a chegar às meias-finais do play-off do torneio de abertura da Liga colombiana no primeiro semestre do ano.
Vitoriosa sobre uzbeques (3-1) e congoleses (1-0), no regresso às fases finais de Mundiais oito anos depois, a Colômbia foi uma das sete seleções a terminar a segunda jornada só com êxitos e não perde oficialmente desde março de 2025, após ter fixado o seu recorde de invencibilidade entre 2022 e 2024, alicerçado em 22 triunfos e seis empates, para um total de 28 desafios, quase todos sob orientação do argentino Néstor Lorenzo.
“É verdade que fizeram muitos particulares nesse período, mas lembro-me de terem defrontado Alemanha e Espanha e ganharam. Não sendo candidata, é uma equipa que pode jogar olhos nos olhos com todos. Numa competição em que os duelos a eliminar têm grande preponderância, pode chegar muito longe num dia muito bom da sua parte ou num dia menos bom do adversário”, admitiu.
O recorde de invencibilidade da Colômbia foi intervalado por duas derrotas tangenciais perante a campeã mundial e bicampeã sul-americana Argentina, a última das quais em julho de 2024, na final da Copa América, decidida no prolongamento (1-0) e disputada precisamente em Miami Gardens.
A exemplo dos embates das jornadas anteriores na Cidade do México e em Zapopan, os ‘cafeteros’ terão uma grande afluência dos seus adeptos frente a Portugal e manifestam “muita convicção de que podem ganhar” numa partida de “emoções fortes”, a mais procurada a nível de ingressos, segundo a FIFA, e com uma considerável inflação dos preços na revenda.





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