Lisboa, 17 mar 2026 (Lusa) – O Sporting conseguiu hoje o ‘milagre’ de reverter uma desvantagem de 3-0 e apurou-se para os quartos de final da Liga dos Campeões de futebol, depois de golear o Bodo/Glimt, por 5-0, após prolongamento.
Depois de ter sido batido na Noruega por 3-0, num encontro em que foi inferior, sobretudo na intensidade, à grande surpresa da ‘Champions’, o Sporting ‘amassou’ o Bodo/Glimt e a qualificação até podia ter surgido mais cedo, perante um conjunto nórdico que apenas uma vez ameaçou o golo em todo o encontro.
No jogo em que se tornou o jogador com mais partidas pelo Sporting na ‘Champions’ (29), superando Matheus Reis (28), Gonçalo Inácio adiantou o Sporting, aos 34 minutos, com Pedro Gonçalves (61) e Luis Suárez (78), de penálti, a empatarem a eliminatória, enquanto Maxi Araújo (92) e Rafael Nel (120+1) asseguraram o apuramento.
O Sporting está apenas pela segunda vez nos quartos de final da principal competição europeia de clubes, 43 anos depois da última presença, e fica agora à espera de adversário, que vai sair do confronto entre o Arsenal e o Bayer Leverkusen.
Em relação ao encontro na Noruega, o treinador do Sporting, Rui Borges, fez quatro alterações, com as saídas de Vagiannidis, Diomande, João Simões e Luís Guilherme, para as entradas de Maxi Araújo, Eduardo Quaresma, Morita e Pedro Gonçalves.
A história era pouco favorável ao Sporting, que, em sete eliminatórias em que perdeu por três ou mais golos, apenas tinha virado uma, frente ao Manchester United, em 1963/64, época em que ganhou a Taça dos Vencedores de Taças.
Há 62 anos, nos quartos de final da prova, os ‘leões’ perderam por 4-1 em Manchester, mas responderam com uma goleada por 5-0 em casa, tal como voltou a acontecer hoje.
A tarefa adivinhava-se hercúlea para os bicampeões nacionais, frente a um motivadíssimo Bodo/Glimt, que esta temporada já tinha vencido, entre outros, o Manchester City, o Atlético de Madrid e o Inter de Milão, finalista vencido da última edição da ‘Champions’, que ‘caiu’ no play-off com duas derrotas frente aos noruegueses.
O arranque do jogo deu muitas esperanças aos adeptos ‘leoninos’, que antes do primeiro quarto de hora já podiam ter festejados vários golos, mas o Sporting pecou na eficácia, com Trincão (03 e 04 minutos), Luis Suárez (11) e Pedro Gonçalves (13) a desperdiçarem boas ocasiões.
O Bodo/Glimt chegou a Alvalade com a lição bem estudada, com uma defesa baixa e a tentar lançar contra-ataques, mas sem grande sucesso no ataque, com o primeiro remate a surgir apenas aos 18 minutos.
Numa altura em que, apesar de dominar, o Sporting parecia estar menos capaz de criar oportunidades, o primeiro golo surgiu, por Gonçalo Inácio, que no centro da área desviou de cabeça um canto marcado por Trincão.
Foi da mesma forma que o Bodo/Glimt, que não fez qualquer remate enquadrado na primeira parte, criou o único lance de real perigo, com Bjortuff a cabecear à barra e a bola, caprichosamente, a subir e a cair novamente sobre o ferro da baliza.
O primeiro remate enquadrado dos noruegueses surgiu apenas aos 48 minutos, num livre que custou um amarelo a Hjulmand, que falha a primeira mão dos quartos de final, após uma entrada diferente do Bodo/Glimt, mais subida, deixando o Sporting um pouco nervoso, mas, após 10 minutos menos positivos, os ‘leões’ voltaram a dominar por completo, com dois remates perigosos do capitão (56) a darem o mote.
Geny Catamo, o elemento menos inspirado do Sporting, começou, com um grande passe, a jogada do segundo golo do Sporting, lançando Suárez, que, nada egoísta, ofereceu o golo a Pedro Gonçalves.
Já depois de Debast (71) ter obrigado Haikin a defesa apertada, Bjorkan cortou a bola com a mão na área, num lance apenas visto pelo videoárbitro, e, de penálti, Suárez empatou a eliminatória.
O Bodo/Glimt não conseguia reagir e Suárez (80), Nuno Santos (83), que acertou no poste, e Geny (83) estiveram perto do 4-0, que apenas surgiu ao segundo minuto do prolongamento, por Maxi Araújo, após assistência nova assistência de Trincão.
Para fechar com chave de ouro a épica reviravolta do Sporting, o jovem Rafael Nel, entrado minutos antes para render o esgotado Luis Suárez, marcou o primeiro golo com a camisola da equipa principal dos ‘leões’, aos 120+1.






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