Foi bem nos tempos passados
Que a palavra era união,
Grandes negócios fechados
Só com apertos de mão!
Muitos negócios se fez
Só com a palavra dada,
Ela era a honradez,
Tal como a lei assinada !…
Já a nossa história diz,
Elogia como um astro,
A honra de Egas Moniz,
E também João de Castro !…
Lembro, já no meu passado,
Negócio de certa gente,
De aperto de mão fechado
E, um copo de água ardente !…
Hoje, o tempo está mudado,
O que é digno de censura,
Mesmo com papel passado,
Pouco vale uma escritura !…
O mundo todo delira,
Dentro duma falsidade,
Aonde a própria mentira,
Vale mais do que a verdade !…
E qualquer mentira dita,
Do modo que se está vendo,
Muito povo acredita,
Coisa que ninguém entende !…
A palavra atualmente
Só se usa num enrede
Cujo povo ouve e sente
Por vezes indica o medo!
Este medo não é novo,
Imposto que ninguém torce,
Porque o medo imposto ao povo,
Faz no mandão sua força!
Chamam quadrilha formada
A muita oposição,
Mas, os senhores de mão dada
Nos seus “Amens” o que são ?…
Até fazem a colheita,
Á vontade, sem travão,
Puxando o leite da teta .
Quem os aceita, quem são!
Na fingida Democracia,
A palavra, não convém
Porque a palavra,hoje em dia
É habito que ninguém tem !…
A palavra, no mandante,
Por muitas destas nações,
Ela muda a cada instante,
Conforme as situações !…
Mas, vamos nós ter esperança,
Com fé e não se desista,
A verdade já avança,
Liberdade e Paz à vista !…



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