Guarda-redes Trubin coloca Benfica no play-off no último suspiro

by | Jan 28, 2026 | Desporto

 

Lisboa, 28 jan 2026 (Lusa) – Um golo do guarda-redes Trubin, no último segundo, colocou hoje o Benfica no play-off de acesso aos ‘oitavos’ da Liga dos Campeões de futebol, ‘escrevendo’ vitória épica frente ao Real Madrid (4-2), no fecho da fase de liga.

Com uma das melhores exibições da temporada, os ‘encarnados’ venceram ainda com golos de Schjelderup (36 e 54 minutos) e Pavlidis (45+5, de penálti), de nada valendo aos ‘merengues’ o ‘bis’ de Mbappé (30 e 58).

Aos 90+8 minutos, o Benfica estava a um golo de conseguir o ‘milagre’ de se apurar – precisava de ganhar e de uma conjugação de outros resultados – e acabou por ser Trubin, que subiu à área contrária para o último lance do jogo, o herói improvável, marcando de cabeça, após um livre de Aursnes.

Se o Benfica chegou ao play-off, no 24.º lugar, o último que dava acesso, também com a ajuda do Sporting, que venceu fora o Athletic Bilbau (3-2), o Real Madrid falhou o apuramento direto para os oitavos de final.

Em relação ao ‘onze’ que goleou o Estrela da Amadora, José Mourinho ‘sentou’ o jovem Daniel Banjaqui, que se tinha estreado a titular, António Silva, Enzo Barrenechea e Sidny Lopes Cabral, que ainda não está inscrito, fazendo regressar Dedic, Tomás Araújo, Leandro Barreiro e Schjelderup.

Os ‘merengues’ entraram a querer ter a bola, mas o Benfica, muito agressivo nos duelos e muito objetivo nas saídas para o ataque, fez a melhor primeira parte dos últimos tempos e podia ter chegado ao intervalo a golear, depois de ter desperdiçado inúmeras oportunidades.

A primeira surgiu logo aos sete minutos, com Tomás Araújo a ‘levar’ com uma bola desviada por Otamendi, que saiu ligeiramente ao lado, para, aos 14, Pavlidis, isolado por Sudakov, fazer uma má receção e deixar a bola sair pela linha de fundo.

Aos 16 minutos, o árbitro marcou penálti a favor do Benfica – poucos segundos depois de os ‘encarnados’ já terem reclamado outra falta na área –, mas, depois de alertado pelo videoárbitro, considerou que Bellingham não fez falta sobre Prestianni.

O Benfica continuava a dispor de grandes oportunidades, com grande destaque para o extremo argentino, que, aos 21 minutos, disparou cruzado para uma grande defesa de Courtois para a barra.

Os espanhóis foram tremendamente eficazes e marcaram no primeiro lance de real perigo de que dispuseram: Mbappé, que chegou ao 12.º nesta edição da ‘Champions’, aproveitou um cruzamento perfeito de Asencio para, de cabeça e depois de se antecipar a Dedic, colocar os ‘merengues’ em vantagem.

O golo parecia ter tirado a ‘chama’ ao Benfica, mas uma dupla escorregadela de Asencio permitiu a Pavlidis, muito displicente até ali, colocar a bola na cabeça de Schjelderup, que fez o empate, aos 36 minutos.

Os ‘encarnados’ voltaram a crescer no jogo e, com Carreras quase sempre mal colocado, iam criando vários lances pela direita, com Dedic (40 minutos) a cruzar novamente para Schelderup, que viu Valverde desviar a bola. Na sequência do canto, Barreiro, completamente solto ao segundo poste, atirou, de cabeça, ao lado.

Já nos descontos, aos 45+5 minutos, Otamendi, a cumprir o 100.º jogo na ‘Champions’, foi agarrado na área por Tchouaméni e Pavlidis, que tinha falhado um penálti com a Juventus, não desperdiçou e deu um sentimento de justiça ao resultado ao intervalo.

Na segunda parte, o Real Madrid pareceu começar a querer pressionar mais e aproximar-se mais da área ‘encarnada’, mas acabou por ser Schelderup a aumentar a vantagem aos 54 minutos, num lance individual do lado esquerdo.

O Real demorou quatro minutos para reentrar na luta pelo resultado, novamente por Mbappé, a dar a melhor sequência a uma grande jogada entre Rodrygo e Güler.

Apesar de o Real ir cada vez mais empurrando o Benfica para perto da sua área, os ‘encarnados’ mantiveram-se sempre intransponíveis e, no contra-ataque, iam criando os lances mais perigosos, como, aos 84 minutos, quando Courtois evitou o golo a Barreiro.

Nos descontos, os adeptos pareciam festejar já o apuramento, mas ainda faltava um golo, e mesmo as substituições efetuadas por Mourinho nos descontos pareciam confirmar um apuramento que ainda não estava garantido.

Com todos os outros jogos da noite já terminados, a certeza era só uma, só um golo manteria o Benfica na Liga dos Campeões e esse surgiu pelo improvável Trubin, com uma excelente cabeçada após um livre marcado por Aursnes.

 

 

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