Francisco D’Andrade, um barítono que encatou a Europa

by | Feb 11, 2026 | A Descoberta

 

Nascido em Lisboa, em 1859, Francisco D’Andrade ganhou fama internacional como o melhor intérprete na sua época de Don Giovanni, célebre ópera do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, com libreto do italiano Lorenzo Da Ponte. E o artista alemão Max Slevogt imortalizou-o mesmo nesse papel através de uma trilogia de pinturas suas em palco. 

Filho de um prestigiado jurista, pensou seguir os passos do pai e formar-se em Direito, mas foi maior a influência do irmão, o tenor António D’Andrade. Para se aperfeiçoar musicalmente, partiu para Itália ainda jovem e em 1882 estreou-se em San Remo no papel de Amonasro, na ópera Aida, de Giuseppe Verdi. 

Teve uma carreira verdadeiramente internacional, atuando de Londres a Moscovo, sempre muito aplaudido pelo público e pela crítica.

No reportório de Francisco D’Andrade constavam meia centena de óperas, e cantava em seis línguas. Apesar do sucesso nas grandes capitais europeias, nunca perdeu a ligação a Portugal e com o irmão integrou o elenco da première em 1888 no São Carlos de ‘Donna Bianca’, ópera de Alfredo Keil passada no Algarve no tempo da Reconquista aos mouros. A última atuação em público do barítono português foi novamente em Lisboa, em 1918, no ‘Barbeiro de Sevilha’, de Gioachino Rossini. 

Francisco D’Andrade morreu em Berlim, em 1921.

 

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