Nazaré, Leiria, 15 jan 2026 (Lusa) – O Forte de S. Miguel Arcanjo, na Nazaré, ultrapassou este mês a marca de três milhões de visitantes desde que foi aberto ao público em 2014, segundo dados da Câmara Municipal.
O marco de 3.000.000 de visitantes “reforça a importância da gestão municipal no alargamento do acesso ao património cultural e natural”, considerou hoje a Câmara da Nazaré, entidade que desde 2017 gere o monumento cedido pelo Estado.
O forte, popularmente conhecido por “farol”, localizado sobre o promontório do Sítio da Nazaré, no distrito de Leiria, tornou-se conhecido internacionalmente pelo seu papel histórico e pela ligação às ondas gigantes da Praia do Norte.
Classificado como Imóvel de Interesse público, foi aberto ao público durante cinco meses em 2014, por proposta da autarquia, que, a partir do ano seguinte, assegurou a sua abertura ao longo de todo o ano.
Recebeu, em 2014, 47.566 visitas, número que, desde então, teve um “percurso ascendente”, com exceção dos anos 2020 e 2021, devido à pandemia de Covid-19.
De acordo com os dados divulgados pela autarquia o Forte de S. Miguel Arcanjo recebeu 80.099 visitantes em 2015, valor que aumentou para 121.374 visitas em 2016; 174.059 em 2017; 251.693 em 2018 e 326.014 em 2019.
A limitação das entradas, nos anos de 2020 e 2021 reduziram as visitas a, respetivamente, 131.389 e 166.033, mas a partir deste ano, o número foi sempre crescente.
Em 2022 foi visitado por 371.391 pessoas e no ano seguinte recebeu 432.017 visitantes. Em 2024 foram registadas 442.410 entradas e em 2025 os visitantes ascenderam a 444.910.
A Câmara da Nazaré contabilizou, até ao final de 2025, 2.988.955 de visitas ao forte. Com a entrada, neste mês de janeiro, de mais 12 mil pessoas, totalizou 3.000.955 visitantes, ultrapassando assim “um marco histórico” que a autarquia associa à “dinamização sustentável do território, valorizando o legado histórico e promovendo a economia local”, a par com a preservação do monumento.
O forte, construído no reinado de D. Sebastião, em 1577, visava a defesa da enseada dos ataques dos piratas argelinos, marroquinos, holandeses e normandos que investiam sobre o litoral atlântico.
Foi cedido ao município por um período de 25 anos, sendo a autarquia, desde 2017, responsável pela preservação, conservação e dinamização das atividades culturais e de interesse municipal.
Desde a sua abertura, o município “tem promovido o Forte com exposições, conteúdos interpretativos e espaços dedicados à história local e ao fenómeno das ondas gigantes, mas também como um ponto de observação privilegiado das famosas ondas da Nazaré”, pode ler-se num comunicado em que a autarquia sublinha a importância da atração de “públicos nacionais e internacionais “para a imagem turística do concelho.






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