Era o medo, antigamente,
Bem raro, só em cobranças,
Abrangendo pouca gente,
Mais notado nas crianças!…
O medo era dum Papão,
Do Diabo, e do escuro,
Receando algum ladrão,
Mas, o viver mais seguro!…
Eu não vou fazer censura,
Que era melhor o passado,
Em alguma ditadura
O viver era forçado!…
A falta de liberdade,
Seja lá aonde seja,
Tira a Paz, tira a vontade,
Ninguém tal coisa deseja!…
Hoje, ninguém tem livre a vida,
Com medo do conteúdo,
A vivência é deprimida,
O medo impede tudo!…
Nasce o medo do receio,.
Nas dúvidas dum governante
Cujo loucura, devaneio,
Ele pratica bastante!…
Por vezes, o medo é forte,
Nos tira a capacidade.
Com medo de algo, a morte,
Ou alguma infermidade!
Hoje, há que haver cuidado
No modo de expressar,
Um viver desconfiado,
Ter cuidado no falar!…
Agora, nos nossos dias,
Não estão sendo bem puras
As novas Democracias
Parecem mais Ditaduras!…
Os governos são assim
No modo de governar,
És por mim, ou contra nim,
Já não é livre o pensar!
No mundo, por muitos lados,
A muitos povos convém
Trazer os cérebros lavados,
A tudo dizer Amem!…
Hoje, nenhuma Lei perdura,
Tomaram a liberdade
A Lei, é feita na altura,
Conforme a necessidade!…
E quem o Amem negar,
Se conhecidas as vozes,
Vão ter mesmo que passar
Por muitas metamorfoses!…
São as Guerras, as Chacinas,
A grande calamidade
E vendo como termina,
Prova bem todas verdades!…
Por isso o povo tem
O hábito de dizer Amem!…





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