O antigo primeiro-ministro e presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, vai substituir Nuno Morais Sarmento como presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), segundo um despacho assinado pelo chefe do executivo.
De acordo com o despacho assinado por Luís Montenegro, a que a agência Lusa teve acesso, Durão Barroso substitui a partir de quinta-feira Nuno Morais Sarmento, que pediu a demissão da presidência da FLAD por motivos de saúde.
Com 69 anos, José Manuel Durão Barroso vai presidir tanto ao conselho de administração como ao conselho executivo da FLAD, de acordo com os dois primeiros pontos do documento assinado pelo primeiro-ministro português. “Nos termos do disposto nos n.ºs 1 e 2 do artigo 8.º dos Estatutos da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, aprovados em anexo ao Decreto-Lei n.º 168/85, de 20 de maio, na sua redação atual, designo, como membro do conselho de administração da Fundação, José Manuel Durão Barroso, que preside”, refere o primeiro ponto do despacho. O segundo ponto designa o antigo líder da Comissão Europeia como presidente do conselho executivo da FLAD. O despacho “produz efeitos a 15 de janeiro”.
Durão Barroso foi presidente da Comissão Europeia durante 10 anos, entre 2004 e 2014, tendo desempenhado o cargo de primeiro-ministro de Portugal entre abril de 2002 e julho de 2004.
José Manuel Durão Barroso foi nomeado em 2004, então com 57 anos, para a presidência do executivo comunitário, tornando-se o 11.º presidente da Comissão, e primeiro português a ocupar o cargo, para o qual foi reconduzido em 2009, para um novo mandato que terminou em 31 de outubro de 2014.
Professor universitário, Durão Barroso ocupou o cargo de presidente não-executivo do Banco Goldman Sachs International, depois de ter deixado a liderança do executivo comunitário. Atualmente, desempenha, entre outros, os cargos de presidente da Assembleia Geral do Conselho da Diáspora Portuguesa e Chairman do seu EurAfrican Forum.
Durão Barroso nasceu em Lisboa em 23 de março de 1956 e é tido, na forma como vê a política, como “frio, calculista, formal e racional”.
O momento decisivo para enveredar pela política ocorreu a 25 de Abril de 1974 – dia que considerou o “mais importante” da sua vida -, quando assistiu à Revolução dos Cravos em pleno Largo do Carmo, local simbólico da queda do antigo regime em Portugal.
Já estudante do curso de Direito, juntou-se ao Movimento Revolucionário do Proletariado Português (MRPP, extrema-esquerda), onde surpreendeu pelos discursos inflamados e radicais, pela invasão das instalações da Radiotelevisão Portuguesa (RTP) para explicar o que o opunha ao Partido Comunista Português (PCP) e, ainda, por alguns episódios mais ou menos violentos.
O corte com o passado ocorreu em 1977, quando o pai morreu. Mudou-se para Genebra e Washington, onde prosseguiu os estudos. Em dezembro de 1980 tornou-se militante do Partido Popular Democrático-Partido Social-Democrata (PPD-PSD), regressando a Portugal durante os governos de Aníbal Cavaco Silva.
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