EMBORA COM DIFICULDADES, previsíveis e evidentes, lentamente, a situação foi-se alterando, e, na década de 60, surge os primeiros “contratos de trabalho” acordados entre o patronato e as entidades oficiais. Foram aparecendo, os “subsídios de férias”, as “ajudas de custo”, os “serviços sociais”, o “abono de família”, o “décimo terceiro mês”, a “assistência na doença”.
COM OS MELHORAMENTOS e expansão do ensino secundário, a melhoria do nível de vida e melhores e mais estabelecimentos escolares, a juventude foi adquirindo outros e mais válidos conhecimentos, procurando, outras melhorias sociais que, quando não apareciam, davam lugar à possibilidade de emigrar para os Estados Unidos da América ou Canadá à procura do tão desejado melhor nível de vida.
HOJE, TUDO É DIFERENTE, nem sempre no melhor sentido, verificando-se que, dados os diversos cursos superiores postos à disposição dos jovens, muitas vezes – mais do que o aceitável – o trabalho, por vezes, teima em não aparecer, criando um desemprego, preocupante e galopante de difícil resolução, que, por vezes teima em não aparecer, principalmente em épocas de crise.
DIFICULDADES, SEMPRE EXISTIRAM. Umas mais acentuadas que outras. As épocas do “pé-descalço” e do”analfabetismo-militante” passaram à história. Com a “Autonomia” conquistada, a partir da “revolução de Abril, e com a implantação do Governo próprio na Região, muitos postos de trabalho foram criados, com o aparecimento de diversos serviços públicos. Porém, com as dificuldades surgidas, profissões com “futuro garantido”, tornaram-se inseguros, arrastando muita gente para o desemprego.
OS ESCALÕES PROFISSIONAIS DAQUELAS ÉPOCAS, hoje, estão ultrapassados. Nas ditas épocas de 50, 60 e seguintes, no funcionalismo público, por exemplo, eram conhecidas as categorias de amanuense, dactilógrafo, escriturário, aspirante, entre outras. Hoje já não se fala nelas e ouve-se, quando se pergunta, a seguinte resposta:- “sou técnico administrativo”!!!
OS “VELHOS DO RESTELO” hoje dizem:- “a juventude não quer trabalhar. Dantes a gente ia aprender uma arte. Agora? Agora, não sabem a arte, e já querem um ordenado de um artista!!!!!
(conclusão)





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