Setenta anos após o naufrágio do Andrea Doria, alguns (poucos) sobreviventes reuniram-se a recordar a noite que mudou as suas vidas.
Em 25 de julho de 1956, por volta das 23h10, a 80 quilómetros da ilha de Nantucket, em Massachusetts, o transatlântico SS Stockholm, operado pela Swedish American Line, colidiu com o transatlântico italiano SS Andrea Doria, que navegava de Génova, Itália, para a cidade de New York, mas nunca chegou ao seu destino. A colisão ocorreu durante denso nevoeiro quando ambos os navios navegavam em rotas opostas no Atlântico Norte.
Foi uma das tragédias marítimas mais famosas do século XX. A proa do Stockholm desapareceu, mas o navio manteve-se navegável. Pior sorte teve o Andrea Doria, que adernou e viria a afundar-se.
Dos 1.200 passageiros e 500 tripulantes do Andrea Doria, 1.660 foram resgatados por outros navios que entretanto acorreram em socorro. Mas 46 passageiros do Andrea Doria morreram, juntamente com cinco tripulantes do Stockholm.
As vítimas do Andrea Doria eram passageiros da terceira classe, que foram atingidas diretamente pelo choque dos dois navios. Entre as vítimas cinco portugueses, madeirenses que vinham tentar a sorte nos Estados Unidos, mas não chegaram ao seu destino.
Hoje, o Andrea Doria repousa 76 metros abaixo da superfície do oceano, a proa e a popa do navio naufragado racharam e desprenderam-se.
O naufrágio do Andrea Doria tem sido considerado o Everest do mergulho em naufrágios, devido às fortes correntes. Mergulhar para explorar os destroços do Andrea Doria já tirou a vida a 23 mergulhadores.





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