Madeira reforça tecnologia para explorar o mar profundo
FUNCHAL — O programa de monitorização da biodiversidade marinha da Madeira (BioMa) prepara-se para dar um salto qualitativo. Depois de quase uma década focada em mergulhos até aos 30 metros de profundidade, o objetivo passa agora por explorar as zonas mais profundas e desconhecidas do oceano.
Em declarações à agência Lusa, o investigador Pedro Neves, do Observatório Oceânico da Madeira, destacou que a região dispõe atualmente de uma capacidade tecnológica superior à de muitas outras regiões. A aquisição de equipamentos avançados, como um veículo operado remotamente (ROV) e veículos autónomos, vai permitir recolher dados inéditos sobre os ecossistemas marinhos regionais.
Desde 2016, a monitorização tem sido efetuada em 19 pontos fixos entre a Madeira e o Porto Santo. Com a nova tecnologia, a equipa pretende transitar de descobertas ocasionais para uma investigação sistemática das profundezas, enriquecendo o conhecimento científico e os acervos do Museu de História Natural da região.
Quarenta concelhos em perigo máximo de incêndio no continente
LISBOA — Cerca de 40 concelhos distribuídos por sete distritos do continente estão hoje sob perigo máximo de incêndio rural, segundo os dados mais recentes do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). As áreas de maior risco concentram-se nos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro.
O instituto colocou ainda perto de 90 concelhos em perigo muito elevado e outros 65 em risco elevado. As classificações do IPMA consideram variáveis como a temperatura do ar, a humidade relativa, a velocidade do vento e a precipitação registada nas últimas 24 horas.
Para o dia de hoje, prevê-se céu pouco nublado ou limpo, com períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro até ao meio da manhã, onde poderá ocorrer chuva fraca. As temperaturas máximas deverão oscilar entre os 24 °C em Viana do Castelo e os 34 °C em Castelo Branco, Évora e Beja.
Portugal continental entra em seca meteorológica após o julho mais seco do século
LISBOA — A totalidade do território de Portugal continental ficou sob situação de seca meteorológica no final de julho, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A combinação entre escassez prolongada de precipitação e temperaturas elevadas agravou o cenário em todo o país.
De acordo com o balanço climatológico preliminar, o mês transato foi o julho mais seco deste século e o oitavo mais seco desde 1931, registando um valor médio de precipitação inferior a 8% do normal para a época. O período foi marcado por uma onda de calor entre 29 de junho e 11 de julho, que estabeleceu novos recordes absolutos de temperatura máxima e mínima em várias estações meteorológicas.
O mês de julho foi também classificado como o sétimo mais quente desde que há registos, com uma temperatura média de 24,04 °C no continente. Em contrapartida, o arquipélago dos Açores registou um mês frio e chuvoso, enquanto a Madeira apresentou temperaturas acima da média e precipitação abaixo do normal.
Açores: Estudo aponta para quebra nos stocks de lapa-brava na ilha das Flores
Um estudo científico sobre os recursos pesqueiros costeiros divulgado pelo Governo Regional dos Açores revela que a ilha das Flores foi a que registou a maior redução de stocks de lapa-brava entre 2022 e 2025.
Apesar do decréscimo significativo de biomassa nas Flores, os dados indicam que na maioria das restantes ilhas do arquipélago não se verificaram variações relevantes. O executivo regional salientou que a informação atual não permite determinar com exatidão as causas desta quebra, afastando, contudo, um cenário de colapso semelhante ao registado na década de 1980.
Paralelamente, a venda desta espécie em lota registou um crescimento de cerca de 90% entre 2024 e 2025, subindo dos 127 mil euros para os 246 mil euros anuais. Este aumento de valor alerta os especialistas para o risco de sobre-exploração a curto prazo, recomendando-se a redução dos limites de captura e o reforço da fiscalização.
Ponta Delgada acolhe comemorações do 107.º aniversário da Polícia Marítima
Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, vai acolher as comemorações do 107.º aniversário da Polícia Marítima entre os dias 5 e 13 de setembro, anunciou a Autoridade Marítima Nacional.
O programa conta com diversas iniciativas gratuitas abertas ao público, incluindo uma exposição de capacidades no Pavilhão do Mar e batismos de mar e de mergulho. Na véspera do encerramento, a 12 de setembro, a Aula Magna da Universidade dos Açores recebe um concerto da Orquestra Sinfonietta de Ponta Delgada com elementos da Banda da Armada.
A cerimónia oficial realiza-se a 13 de setembro, às 11:00, na Praça das Portas da Cidade, e contará com um desfile de meios e forças da Polícia Marítima, além de uma demonstração náutica.
“Playback” sobre Carlos Paião é o filme português mais visto do ano
O filme “Playback”, de Sérgio Graciano, sobre o músico Carlos Paião, somou 11.190 espectadores no fim de semana de estreia, tornando-se o filme português mais visto este ano nos cinemas, segundo dados de bilheteira.
De acordo com dados estatísticos do Instituto do Cinema e do Audiovisual, divulgados hoje, “Playback” foi visto por 11.190 espectadores entre quinta-feira, dia de estreia, e domingo, e registou cerca de 77.797 euros de receita de bilheteira.
Com estes quatro dias em sala, “Playback” é o filme português mais visto este ano nos cinemas e supera a longa-metragem “Projecto Global”, de Ivo M. Ferreira, que se estreou em abril e somou 9.208 espectadores.
No panorama geral dos filmes exibidos entre quinta-feira e domingo passados, o mais visto em Portugal voltou a ser “Homem-Aranha: Um novo Dia”, com 124.666 entradas. Desde que se estreou, a 30 de julho, já contabilizou 485.803 espectadores.
O filme “Playback”, de Sérgio Graciano, recorda e reinterpreta alguns dos momentos da vida e da carreira do músico Carlos Paião.
Governo açoriano reafirma conclusão do porto das Lajes das Flores até abril de 2030
A execução financeira das obras de reparação dos prejuízos do furacão Lorenzo é de 57%, revelou o Governo dos Açores, que reafirmou que o porto das Lajes das Flores ficará concluído até abril de 2030.
Em resposta a um requerimento do PS, o executivo açoriano indicou que as obras adjudicadas na sequência da passagem do furacão em outubro de 2019 ascendem a 305,80 milhões de euros, tendo sido executados 174,48 milhões de euros, cerca de 57% do valor adjudicado.
O custo das reparações adjudicadas é superior ao valor inicialmente previsto pelo grupo de trabalho criado para apurar os prejuízos causados pelo Lorenzo, de 268,12 milhões de euros, segundo o documento consultado pela agência Lusa.
O Governo Regional destacou que, além daqueles valores, foram executados mais 3,6 milhões de euros em obras da responsabilidade das direções regionais dos Assuntos Marítimos e Obras Públicas.
O maior investimento prende-se com a construção do novo porto das Lajes das Flores, o único porto comercial da ilha, com um valor de adjudicação de 194,83 milhões de euros, acrescido de IVA, num custo total anunciado de cerca de 230 milhões de euros.
O Governo dos Açores reiterou que o porto vai ficar concluído até abril de 2030, quase 11 anos após o furacão ter destruído a infraestrutura.
“A construção do novo porto das Lajes das Flores, dada a sua dimensão e complexidade, encontra-se por concluir. Prevê-se que esta empreitada esteja finalizada até abril de 2030, de acordo com o calendário de execução atualmente em vigor”, lê-se no documento.



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