A final do Campeonato do Mundo da FIFA 2026 foi um pobre espetáculo, quase exclusivamente por culpa de uma Argentina que só fez o primeiro remate ao minuto 117. Ferran Torres foi o herói da seleção espanhola, que mesmo sem fúria conseguiu garantir a vitória.
Num jogo de muitos nervos, faltas cometidas que a equipa de arbitragem não assinalou e algumas picardias entre duas equipas latinas, a Espanha conseguiu levar a melhor e garantir o seu segundo título mundial, depois da conquista em 2010.
Dezasseis anos depois, os espanhóis voltam a comemorar uma vitória num mundial, acumulando com o título de Campeões da Europa, conquistado há dois anos.
Esta final arrancou com muito equilíbrio e um claro respeito entre as duas seleções. Espanha assumiu desde cedo maior iniciativa com bola e procurou impor o seu jogo de posse, enquanto a Argentina privilegiou uma postura mais cautelosa, apostando na organização defensiva e nas saídas rápidas para o ataque.
Um golo de Torres já no prolongamento permitiu à Espanha sagrar-se campeã mundial com um triunfo por 1-0 sobre a Argentina, que só criou perigo quando estava em desvantagem.
A final do Campeonato do Mundo de 2026 só deixará boas recordações aos espanhóis, que garantiram o segundo título ao vencer a Argentina, que era a campeã em título na final da 23.ª edição da prova em East Rutherford, New Jersey.
No apuramento do terceiro classificado estiveram frente a frente Inglaterra e França. Os franceses chegaram ao intervalo a perder 4-0 e, embora tenham marcado quatro golos no segundo tempo, não evitaram a pesada derrota que atirou les bleus para o 4 lugar da prova.
A Inglaterra conquistou o 3º lugar no Mundial FIFA 2026 após derrotar a França pelo placar de 6/4 na disputa do terceiro lugar, realizada no dia 18 de julho. Essa é a melhor colocação da seleção inglesa em Mundiais desde a conquista do título em 1966.
Os milhões do Mundial
O Mundial de Futebol de 2026 bateu o recorde histórico de público, atraindo um total de 6.527.410 espectadores aos estádios nos Estados Unidos, México e Canadá. Esta edição também superou as expectativas de audiência televisiva, com transmissões que ultrapassaram 30 milhões de telespectadores apenas em canais norte-americanos. O grande aumento no número de espectadores é atribuído ao novo formato da competição, que mobilizou um número recorde de 48 seleções e um total de 104 jogos.
Espanha e Argentina disputaram dia 19 de julho não apenas o prestígio de se sagrarem campeãs mundiais da FIFA, mas também um chorudo prémio. A Espanha, campeã, receberá $51,5 milhões, enquanto a Argentina, vice-campeã, ficará com $34,5 milhões.
A disputa pelo terceiro lugar também vale cifras expressivas: Inglaterra receberá $30,5 milhões pela conquista do terceiro lugar, enquanto a França quarta classificada embolsará $28,5 milhões.
Antes mesmo da decisão, as seleções eliminadas nos quartos de final (Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça), já tinham recebido cada $20,5 milhões pela participação no torneio.
As seleções que se despediram nos oitavos de final receberam $16,5 milhões e foi o caso do Brasil, Portugal, Estados Unidos e Canadá.
Em campeonatos anteriores, a FIFA pagou $12,5 milhões às seleções eliminadas nos 16 avos de final e $10,5 milhões àquelas que não conseguiram avançar da fase de grupos.
Os deuses do futebol
Como disse um cronista, os campeonatos mundiais de futebol contam-se quase sempre pelos nomes dos jogadores que se distinguiram. Pelé, Maradona, Cruyff, Beckenbauer, Zidane, Messi e Ronaldo. São eles as grandes estrelas cujos feitos ocupam livros, documentários e os debates históricos sobre os deuses do Olimpo da bola. Há, no entanto, todo um outro lado mágico dos Campeonatos do Mundo que vive para além dos génios anunciados.
Há qualquer coisa de profundamente humano nos heróis inesperados. Naqueles que chegam ao Mundial como simples figurantes, no anonimato mediático, e acabam por revelar-se ao mundo no palco mais sonhado por qualquer criança que alguma vez deu um pontapé numa bola. Talvez por estarem mais próximos de nós, comuns dos mortais, do que os inalcançáveis Pelés e Maradonas, são eles que nos recordam, a cada quatro anos, todos podemos, afinal, ser campeões.
O Mundial 2030 será em seis países, um dos quais Portugal
O Campeonato Mundial FIFA de 2030 terá lugar entre 8 de junho e 21 de julho de 2030, celebrando o centenário do torneio.
Num formato inédito, o campeonato será disputado em seis países distribuídos por três continentes: as sedes principais serão Espanha, Portugal e Marrocos, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão jogos de abertura.
O torneio celebrará os 100 anos do primeiro Mundial realizado no Uruguai em 1930. Para honrar essa memória, as cerimónias de comemoração e as partidas inaugurais ocorrerão no Uruguai, Argentina e Paraguai, e o restante da competição terá lugar em Espanha, Marrocos e Portugal, onde serão disputados 101 dos 104 jogos previstos.
A candidatura de Marrocos, Portugal e Espanha para o Mundial 2030 foi proposta pela CAF e UEFA. Da mesma forma, a candidatura do Uruguai, Argentina e Paraguai para a Comemoração do Centenário foi proposta pela CONMEBOL, a primeira e única confederação existente na época da edição de 1930.
O jogo e celebração do centenário será em Montevidéu, em reconhecimento pelo papel do Uruguai como anfitrião e vencedor da edição de 1930. Um jogo será disputado na Argentina em reconhecimento ao papel da Argentina como finalista e vice-campeã da edição de 1930 e um jogo será disputado no Paraguai em reconhecimento pelo papel do Paraguai como sede da CONMEBOL.
O local da final ainda não foi oficialmente anunciado, mas provavelmente será o Estádio Santiago Bernardéu, em Madrid (casa do Real Madrid), embora o Grand Stade Hassan II, perto de Casablanca, Marrocos, também seja candidato.
Em Portugal serão utilizados o Estádio da Luz (SL Benfica) e Estádio José Alvalade XXI (Sporting CP), em Lisboa, e Estádio do Dragão (FC Porto), no Porto.
Mais de uma centena de futebolistas argentinos jogam em Portugal
Os clubes portugueses, especialmente os “três grandes”, têm um histórico forte na contratação de atletas sul-americanos, servindo frequentemente como porta de entrada para estes jogadores no futebol europeu.
Atualmente, há 25 futebolistas argentinos a jogar profissionalmente na primeira e segunda divisões portuguesas, com cerca de meia dúzia a atuar na Primeira Liga. Nos escalões secundários há também futebolistas argentinos à procura de uma oportunidade e no total são mais de uma centena.
Entre os argentinos que atuam em Portugal temos o experiente defesa central Nicolás Otamendi e Gianluca Prestianni (ambos SL Benfica), Alan Varela e Nehuén Pérez (ambos no FC Porto).
Otamendi, um dos pilares da seleção argentina, de 38 anos, já soma mais de uma centena de vezes internacionalizações pela seleção principal e este é o seu último mundial.
Do lado do FC Porto, o médio Alan Varela e o central Nehuén Pérez têm sido também presenças importantes na seleção argentina.
O FC Porto é o clube que tem apostado mais em argentinos e a última contratação, Tomás Pérez, aconteceu há precisamente sete meses.
Grandes jogadores argentinos deixaram a sua marca nos clubes portugueses onde jogaram. Ángel Di María, que teve duas passagens de sucesso pelo Benfica (a última em 2024), recusou voltar à seleção, mas ainda joga aos 38 anos e representa o Rosário Central.
Enzo Fernández, que brilhou na temporada 2022/2023 no Benfica, integrou a seleção argentina que participou no Mundial dos EUA e representa o Chelsea FC da primeira liga inglesa, mas está a pensar mudar para o Atlético de Madrid.
Lucho González, um dos maiores símbolos do FC Porto na década de 2000, voltou ao clube das Antas em 2025, como assistente do gerente da equipa, Franscesco Fariol.
Quem é mais rico: Cristiano ou Messi?
Cristiano Ronaldo é considerado o mais rico dos dois, com um património estimado em 1,4 bilião de dólares, enquanto o património de Lionel Messi gira em torno de 1,1 bilião, dos quais 700 milhões de dólares em salários desportivos.
O português tem ganhos anuais de 400 milhões de dólares graças ao seu contrato com o Al-Nassr e esse montante inclui salário do clube, direitos de imagem e participação em projetos ligados ao turismo e ao desporto no país.
Cristiano acumulou também património por meio de contratos publicitários como um acordo vitalício com a Nike, e investimentos em diferentes setores através da sua marca pessoal (CR7), como hotéis e uma linha de vestuário e perfumes.
Segundo levantamento feito pela revista Forbes, Lionel Messi somou no ano passado ganhos de 140 milhões de dólares, o maior salário da MLS, liga de futebol dos Estados Unidos.
Além do valor faturado no Inter Miami, Messi soma contratos milionários com empresas do ramo desportivo, comunicações, alimentos e bebidas, além de investimentos imobiliários. A Adidas, fornecedora do equipamento de Messi, é o seu maior contrato comercial.
Apesar de estar uns passos atrás de Cristiano no montante da fortuna, o argentino tem 39 anos de idade e ainda terá pela frente alguns anos de carreira no Inter Miami ou outro clube, enquanto o português está com 41 anos e praticamente tem os dias contados como jogador.
Mas além dos títulos que ainda poderá vir a conquistar, Lionel Messi já possui uma carreira única. Sagrou-se campeão mundial em 2022. Possui oito prémios Bola de Ouro da France Football, oito títulos de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, dois Prémios Laureus de Melhor Desportista, seis Botas de Ouro da Europa e, com 48 conquistas coletivas, é o jogador com mais títulos oficiais da história do futebol, entre os quais dez títulos do Campeonato Espanhol e quatro Ligas dos Campeões Europeus com o Barcelona, dois Campeonatos de França com o Paris Saint Germain e dois campeonatos dos EUA com o Inter Miami. Pela seleção argentina, Lionel Messi é o maior goleador de todos os tempos.





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