As bondades já passadas,
Desde sempre, o que se faz,
De novo nos são contadas,
Do Bom e Mal que se faz!…
Na história, ao fim ao cabo,
Tudo quanto a vida encerra,
Quem foi Anjo, ou foi Diabo,
Que fez a Paz ou a guerra!…
A história sempre apronta
Os preceitos, a desgraça,
Todos pormenores nos conta,
Do que outrora se passa!…
Chama-lhe a história um Santo,
Ou grande celebridade,
Difícil é no entanto
De isto não ser verdade!…
Duma maneira real
Quem é o historiador,
Indica o Bem, o Mal,
Com verdade e sem favor!…
Nós trazemos na memória
De escritos dum Mar de Rosas,
Avaliando a história,
Sem verdades mentirosas!…
Se algum historiador
Nos conta histórias fingidas,
De elogios de favor,
São sempre mal sucedidas!…
Todos os senhores mandantes,
Que são tudo, por agora,
tão fortes e intocantes,
Vai chegar a sua hora!…
Todo o bem e todo o mal,
Cada qual por sua vez,
Acaba no tribunal,
P’ra responder ao que fez!…
A força que estão usando,
Num mundo boca calada,
Com o ”quero, posso e mando”
Sem a força não são nada!…
Breve irá chegar o dia
De novo a realidade,
Volta da democracia,
Paz, sossego à sociedade!…
Daí, com toda a glória,
Cada qual por sua vez,
Irão sair na história,
Que cada qual antes fez!…
Com isto, amigos termino,
Sem maia nada declarar,
Esperando qual destino
Que história vai falar!…
Quando uma história é contada,
Para qualquer sociedade
É sempre documentada,
Sem partido só verdade!…
E a verdade desta histórias
O mundo traz em memória!….





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