Governo dos Açores reconhece vantagem estratégica do centro espacial de Santa Maria

by | Jun 29, 2026 | Outras Notícias

Vila do Porto, Açores, 29 jun 2026 (Lusa) – O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, reconheceu hoje que o projeto do centro tecnológico espacial de Santa Maria é “uma vantagem estratégica” para a ilha e para a região autónoma.

“Eu quero, primeiro, exaltar o entendimento comum que temos tido, o Governo [Regional], a autarquia [de Vila do Porto] e a Agência Espacial Portuguesa, para criar foco estratégico num ativo que os Açores dão a Portugal e no qual Santa Maria é central, que é o nosso projeto do centro tecnológico espacial e a capacidade de acesso ao espaço e, aliás, também retorno, que Santa Maria dá para Portugal, para a União Europeia”, afirmou José Manuel Boleiro.

O líder do executivo açoriano falava hoje aos jornalistas, no final de uma reunião na Câmara Municipal de Vila do Porto, no primeiro dia de uma visita estatutária de dois dias à ilha de Santa Maria.

Segundo Bolieiro, o centro tecnológico espacial é “uma vantagem estratégica que dá uma grande oportunidade a Santa Maria e aos Açores, em matéria de investimento e de importância” geopolítica e geoeconómica.

“E, felizmente, temos estado articulados, Governo [Regional], município, Agência Espacial Portuguesa, neste projeto”, assumiu, salientando que existem hoje “mais capacidades instaladas e mais expectativa” na ilha.

“Desejo que a própria população e os proprietários de terrenos que são essenciais para a concretização desse projeto, compreendam o bem e o serviço público que prestamos ao dinamismo, também na economia da ilha, e da captação de talentos e de investimentos estratégicos para o nosso desenvolvimento coletivo”, concluiu.

No final da reunião, a presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto, Bárbara Chaves (PS), referiu que no encontro foram discutidos vários assuntos relacionados com o espaço, a água, zonas balneares e habitação, entre outros.

Alguns dos assuntos já foram apresentados em anteriores encontros, mas a autarca referiu que é “sempre importante” fazer um ponto de situação.

Bárbara Chaves adiantou que também foram analisados assuntos “ao nível das acessibilidades, ao nível dos transportes, que são fundamentais para a ilha de Santa Maria e que têm de estar sempre na ordem do dia”.

A autarca referiu que o Governo Regional “acolhe estas questões” e “algumas coisas vai resolvendo, outras demonstra que não consegue resolver”.

“De qualquer forma, para nós, é importante termos este momento em que se consegue, de uma forma frontal, de uma forma em modo de reunião de trabalho, (…) apresentar todas estas questões [que] para nós são importantes”, disse aos jornalistas.

Em relação às zonas balneares, explicou que existem na ilha duas que são geridas pela Câmara Municipal de Vila do Porto e outras tantas pelo Governo Regional e estas últimas “não estão a ter o cuidado devido e têm de ser olhadas de uma forma muito significativa”.

“As zonas balneares da ilha de Santa Maria são também um cartaz turístico da nossa ilha e nós temos de as ter nas devidas condições”, salientou a presidente do município de Vila do Porto, o único desta ilha do grupo Oriental dos Açores.

Em relação às zonas balneares de São Lourenço e Maia, que são geridas pelo Governo Regional, José Manuel Bolieiro admitiu que a sua gestão e manutenção “parece que é mais razoável de ser feita pelo município que está cá presentemente ou até mesmo entre o município e as freguesias respetivas”, prometendo “trabalhar nesse sentido”.

Quanto à acessibilidade aérea a Santa Maria, Bolieiro disse que vai ser analisada “a possibilidade de ver qual é a necessidade entre o número de voos e a oferta do número de lugares e ver a escolha da aeronave mais adequada”.

Já em relação ao transporte marítimo de passageiros, referiu que o executivo está a “pensar numa solução”. “Porventura, haverá aqui uma iniciativa projeto-piloto que estaremos atentos e disponíveis [para aplicar]”, disse o chefe do Governo Regional dos Açores.

Segundo o Estatuto dos Açores, o Governo Regional tem de visitar cada uma das ilhas do arquipélago pelo menos uma vez por ano, com a obrigação de reunir o Conselho do Governo na ilha visitada.

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