Miami, Estados Unidos, 28 jun 2026 (Lusa) – O guarda-redes Diogo Costa e o videoárbitro salvaram hoje Portugal da primeira derrota no Mundial2026 de futebol, com a seleção lusa a terminar no segundo lugar do Grupo K após um 0-0 frente a uma claramente superior Colômbia.
Em Miami, o resultado e o ‘adeus’ ao primeiro lugar no agrupamento acabam por ser um ‘mal menor’, ficando para a memória as dificuldades que a equipa de Roberto Martínez viveu perante os sul-americanos, sobretudo a nível de intensidade e nos duelos físicos.
No primeiro encontro de sempre entre as duas nações, a Colômbia só não festejou a vitória graças à exibição de Diogo Costa, e ao ‘festival’ de grandes defesas que deu no Estádio Hard Rock, e também ao videoárbitro (VAR), que anulou um golo aos sul-americanos já nos descontos, com um fora de jogo milimétrico, que promete dar que falar.
Com este resultado, obtido sob o intenso calor de Miami, perto de Palm Beach, onde teve o seu ‘quartel-general’, Portugal vai assim ter de viajar até ao Canadá, onde vai iniciar a fase a eliminar, os 16 avos de final, em Toronto perante a Croácia.
Depois da goleada com o Uzbequistão (5-0), que parecia ter apagado a má exibição na estreia com a República Democrático do Congo (1-1), a seleção portuguesa voltou a desiludir, não tanto pelo empate, mas pela imagem lenta, cansada e pálida que deixou, quase como uma sequela do jogo com os africanos em Houston.
Só na fase final da primeira parte é que Portugal deu um ‘ar da sua graça’, com Bruno Fernandes a ficar perto de marcar, assim como João Félix e Rúben Neves, mesmo assim muito pouco para um seleção que está no Mundial2026 claramente assumida como candidata a vencer.
Por isso mesmo, Roberto Martínez terá nos próximos dias, e em ‘contra relógio’, de arranjar soluções para Portugal apresentar outra alegria, ambição e disponibilidade física perante a Croácia, que ficou no segundo lugar do Grupo L, atrás da Inglaterra.
Rúben Neves apareceu como surpresa no ‘onze’ inicial do selecionador nacional, no lugar de João Neves, mas a aposta do técnico espanhol durou apenas 45 minutos, já que ao intervalo reverteu a situação.
O primeiro grande teste de Portugal neste Campeonato do Mundo começou praticamente com Córdoba a obrigar Diogo Costa a uma das melhores defesas do torneio até agora, num lance em que o atacante colombiano foi mais rápido e mais forte do que defensiva lusa.
Num estádio quase todo ‘vestido’ de amarelo, tal o número de adeptos da Colômbia, Portugal regressou à estratégia de ‘esconder’ a bola durante o maior tempo possível, tentando baixar o ritmo e a intensidade da partida, mas encontrou um rival fisicamente mais forte e decididamente mais ambicioso.
Em mais um ataque rápido dos ‘cafeteros’, foi a vez de Rúben Neves ser o salvador, impedindo o golo a Jhon Arias com um corte bem perto da linha de golo.
Quando o intervalo estava ficar mais perto, Portugal finalmente ‘acordou’ e teve a sua melhor fase no jogo. Bruno Fernandes, solto na área e excelente posição, obrigou Vargas a boa defesa, enquanto Félix e Rúben Neves ficaram muito perto de acertar no ‘alvo’.
Mesmo assim, antes do fim da primeira parte, Diogo Costa foi obrigado por duas vezes a intervir, muito por culpa da facilidade com que os colombianos chegavam à entrada da área, faltando a Portugal um claro número ‘6’ que servisse de ‘muralha’ para a dupla de centrais.
João Cancelo, que teve muitos problemas em acompanhar Luis Díaz, e Rúben Neves, não voltaram do balneário, com Martínez a lançar Diogo Dalot e João Neves.
O ritmo do jogo desceu bastante, num período em parecia que as duas equipas não se importavam de ficar com 0-0 (nesta fase João Félix foi talvez o único inconformado), mas depressa a Colômbia voltou a ganhar ascendente.
Pouco depois de ter entrado em campo, Richard Ríos, médio do Benfica, esteve bem perto de mais abrir a contagem, falhando a baliza por pouco, e, depois, foi novamente Diogo Costa a intervir num remate de Jhon Arias.
Quando não era o guardião do FC Porto a entrar em ação, acabavam por ser o centrais, com Renato Veiga a fazer de ‘parede’ a um golo que parecia quase certo de James Rodríguez, ex-FC Porto, e Rúben Dias a impedir Luis Suárez, avançado do Sporting, de marcar com um corte crucial já em cima da baliza.
Na segunda parte, ofensivamente, o melhor que Portugal conseguiu foi um remate perigoso de Dalot de fora da área, que passou muito perto, e uma arrancada de Rafael Leão (tinha rendido Félix) que podia ter acabado em golo.
A Colômbia acabou por finalmente festejar um golo dos descontos, aos 90+1 minutos, com Davindson Sánchez a cabecear com sucesso após um centro de Quintero (outro ex-FC Porto), mas o VAR anulou o lance, alegando um fora de jogo milimétrico.






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