Praia, 05 jun 2026 (Lusa) – O cantor cabo-verdiano Djosinha, nome artístico de José Vieira Duarte, morreu hoje, na ilha de São Vicente, aos 92 anos, de acordo com fontes próximas do artista que completou mais de 74 anos de carreira.
A morte foi assinalada com votos de pesar pelo Presidente da República, José Maria Neves, que classificou o cantor como “uma lenda da música e da cultura cabo-verdiana”, um artista “pioneiro” e “intérprete de grande talento, animador de rádio, elegante no trato e amigo distinto da sua terra natal”.
“Djosinha deixa-nos um imenso e impreenchível vazio”, referiu o chefe de Estado, nas redes sociais.
Numa outra nota de pesar, o Ministério da Cultura assinalou a “trajetória ímpar” que marcou o panorama cultural.
“Hoje, Cabo Verde perde uma voz, um símbolo e um património humano da sua cultura. Nascido no Mindelo, em 1934, Djosinha construiu uma trajetória ímpar que atravessou gerações, deixando uma marca indelével na história da cultura nacional”, referiu.
Djosinha “destacou-se como vocalista do grupo Voz de Cabo Verde, contribuindo decisivamente para a divulgação e internacionalização da música cabo-verdiana” e dos seus géneros – como a morna ou coladeira e em particular nos Estados Unidos.
Gravou cerca de vinte álbuns, fundou o grupo Matchona e, durante décadas, apresentou o programa radiofónico Camin pa Cabo Verde.
“A sua obra, o seu sorriso e a sua paixão pela música permanecerão vivos na memória coletiva do povo cabo-verdiano”, concluiu.
A morte foi igualmente assinalada com mensagens do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva – classificando-a como uma “perda irreparável” –, de artistas e outras entidades.
A Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) manifestou “profundo pesar” pela perda de uma “figura incontornável da música, da comunicação e da cultura cabo-verdiana”.





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