Vasco Pernes, repórter da RTP-Açores, esteve nos EUA. Foi-lhe dada oportunidade de enriquecer o programa “Atlântida”, com imagens dos 25 anos e 125 anos, respetivamente das festas do Espírito Santo dos Amigos da Terceira em Pawtucket e do do Holy Ghost Beneficial Brotherhood (Phillip St Hall) em East Providence.
Depois da noite da atribuição das “estrelas” às 9 “estrelas” distinguidas numa noite açoriana, Vasco Pernes falou ao PT na manhã seguinte tendo por fundo as 350 pensões estendidas sobre mesas, seriam distribuídas em seguida por benfeitores e necessitados.
PT – O que nos pode dizer sobre o que viu?
Vasco Pernes: “O que é que poderei dizer do Espírito Santo, que tanto emociona a função do rico como do pobre da mesma maneira e aqui nos Amigos da Terceira em Pawtucket, a emoção é a mesma. O sentimento é o mesmo. As quantidades são diferentes. A forma de celebrar talvez seja mais ou menos exuberante naquele ponto em que estejamos habituados no arquipélago. Mas eu acho que o essencial é a questão da partilha, que aqui se traduz em solidariedade. Mas no fundo é a função do que o Espírito Santo nos ensina. É a partilha. Estarmos todos à mesma mesa, sem estratos sociais, sem idades. A curiosidade é que a diferença entre ilhas é usada como brincadeira. E uma picardia saudável. Tu és do Pico. Tu és de São Miguel. No fundo aqui são verdadeiramente açorianos. Isso é o mais importante neste dia dos Açores. Estamos perante uma imigração que sabe transmitir os seus valores aos seus filhos e aos seus netos. Aliado ao manter da nossa língua”.
O que veio aqui encontrar não é propriamente surpresa…
“Não, não é uma surpresa, pois que tal como lhe digo, sendo em festas mais modestas, desde uma família que faz uma função no seu quintal, ou festas desta envergadura que vim aqui encontrar nos Amigos da Terceira em Pawtucket e no Phillip Street Hall em East Providence, o coração das pessoas é igual. Aqui não me surpreende dado que conheço a dinamização dos Amigos da Terceira, desde este magnífico edifício, que no mundo açoriano é dos melhores, senão o melhor. Desde a apresentação, onde além da dinamização há a facilidade de captação da comunidade. Isto não é uma surpresa. Surpreende sempre a paixão dos jovens, que nos parece faltar nos Açores. Ver lágrimas nos olhos de uma jovem quando se fala no Espírito Santo, isso sim, surpreende-me”.
Que imagem vai levar do que aqui presenciou para os Açores?
“Vou levar uma imagem em primeiro de muita gratidão. Os açorianos que estão lá e que na sua maioria têm família cá, gostam de ver como é que tudo isto acontece por cá. Como é que são as ruas. Como é que são as casas. Se os bolos de massa são iguais ou são diferentes. Tenho a felicidade de ser uma dessas pessoas. Vou levar a minha visão, que será diferente dos restantes que aqui fazem trabalhos idênticos. São visões diferentes. A minha será uma visão muito apaixonada por tudo quanto vi e presenciei”.






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