Porto, 17 mai 2026 (Lusa) – O FC Porto voltou a conquistar a I Liga de futebol quatro anos depois, cumprindo o principal desígnio de André Villas-Boas no segundo ano da sua presidência, com o treinador Francesco Farioli a revelar-se aposta certeira.
Após duas temporadas consecutivas no terceiro lugar do campeonato, o sucessor de Jorge Nuno Pinto da Costa decidiu avançar para uma mudança estrutural, substituindo Martín Anselmi pelo treinador italiano e promovendo o maior investimento da história do clube no reforço do plantel.
Apesar de disputar a Liga Europa pela segunda época seguida, o FC Porto garantiu a chegada de 10 reforços no mercado de verão, aos quais se juntaram mais quatro jogadores em janeiro, numa reformulação profunda do plantel.
Farioli recuperou o sistema ‘4-3-3’, tradicionalmente de boa memória para os ‘dragões’, assente na intensidade da pressão alta de reforços como Victor Froholdt e Borja Sainz, bem como nas coberturas defensivas proporcionadas pelos polacos Jakub Kiwior e Jan Bednarek.
Após um arranque de época auspicioso, traduzido em três vitórias nas primeiras três jornadas, o momento que consolidou a confiança portista surgiu na quarta ronda, quando o FC Porto venceu o então bicampeão Sporting, por 2-1, no Estádio José Alvalade, com golos de Luuk de Jong e William Gomes.
A partir daí, os ‘dragões’ realizaram uma primeira volta praticamente irrepreensível, somando 49 pontos em 51 possíveis, um recorde absoluto em campeonatos nacionais a 18 equipas, com apenas quatro golos sofridos.
A única perda de pontos aconteceu frente ao Benfica, na oitava ronda, com um empate sem golos no Estádio do Dragão, num encontro em que os portistas dominaram a posse de bola, mas revelaram prudência a atacar.
Na segunda metade da temporada, já com sete pontos de avanço sobre o Sporting, segundo, o FC Porto revelou maiores dificuldades para manter o mesmo nível exibicional, sobretudo após a derrota frente ao Casa Pia (2-1), em Rio Maior, à 20.ª jornada.
Na ronda seguinte, os portistas estiveram perto de derrotar o Sporting, mas um golo de Luis Suárez, aos 90+10 minutos, na recarga a um penálti defendido por Diogo Costa, fixou o empate (1-1) e manteve ‘viva’ a luta pelo título.
No mesmo encontro, Samu sofreu uma lesão no joelho direito que o afastou dos relvados até final da época, permanecendo, ainda assim, como melhor marcador da equipa, com 13 golos, sem que Deniz Gül e Terem Moffi conseguissem mitigar o vazio deixado pelo espanhol.
Apesar das adversidades, o FC Porto apenas voltou a empatar frente a Benfica e Famalicão (ambos por 2-2), antes de assegurar matematicamente o título à 32.ª jornada, na receção ao Alverca (1-0), com dois jogos ainda por disputar.
Já campeão, o conjunto orientado por Farioli perdeu na penúltima ronda frente ao AVS (3-1) e falhou a possibilidade de igualar o recorde pontual da I Liga, fixado nos 91, em 2021/22, também pelo FC Porto, sob o comando de Sérgio Conceição.






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