Redação, 17 mai 2026 (Lusa) – A invencibilidade na I Liga de futebol, outrora o caminho para se ser campeão, é apenas uma nota de rodapé na época do Benfica, face a uma desilusão interna que nem um aparente ‘special’ treinador conseguiu evitar.
O desempenho dos ‘encarnados’ é comparável a adivinha tão antiga quanto portuguesa, já que, tal como a pescada, antes de o ser já o era. E para os registos da I Liga 2025/26 ficará um ‘águia’ que, em 34 jogos, ganhou 23 e não perdeu nenhum… mas empatou 11, seis dos quais em casa, o que lhe valeu um terceiro lugar e uma ausência da fase principal da Liga dos Campeões da próxima época, algo que só sucedeu por uma vez nos últimos 16 anos (em 2020/21, caíram nas pré-eliminatórias).
Depois de ter perdido o campeonato e a Taça de Portugal, o Benfica dispensou cerca de 115 milhões de euros em contratações em 2025/26, mas falhou na principal competição nacional, reforçando um pecúlio pouco consonante com o estatuto do clube: um troféu de campeão nas derradeiras sete temporadas.
A continuidade de Bruno Lage, que tinha sido campeão em 2018/19, no comando técnico oferecia dúvidas à opinião generalizada e, mesmo com um futebol longe de ser atrativo, os resultados iam aparecendo, inclusive com o apuramento para a Liga dos Campeões (à custa daquele que seria o seu sucessor).
Contudo, bastou um empate com o Santa Clara e uma derrota na prova ‘milionária’ com o modesto Qarabag para os dirigentes benfiquistas replicarem tal e qual o ‘corte’ efetuado um ano antes, então com Roger Schmidt: em setembro, já com a época em andamento e com um plantel construído pelo técnico em funções, optaram, desta vez, pela saída de Lage e viram no ‘desempregado’ José Mourinho a força motriz.
Mais de duas décadas volvidas, aquele que se autodenominou ‘Special One’ retornou à Luz e agarrou a equipa a cinco pontos da liderança e com menos um jogo, mas nos primeiros 13 jogos ao leme cedeu cinco empates, inclusive com FC Porto (0-0), Sporting (1-1) e Sporting de Braga (2-2), fechando a primeira volta já em terceiro, na altura a 10 pontos do líder e futuro campeão.
Ainda que não tenham perdido qualquer dos seis duelos com aquele trio, os ‘encarnados’ apenas venceram um, já na reta final, em casa do Sporting (2-1), mas voltaram a escorregar logo de seguida, com Famalicão (2-2) e ‘arsenalistas’ (2-2), deixando fugir o segundo lugar.
Apesar das desilusões ‘milionárias’ com Barrenechea, Ivanovic, Sudakov ou Lukebakio, aliadas a um regresso pouco frutífero de Rafa em janeiro, o Benfica viu Schjelderup (sete golos) emergir quase como um ‘oásis’ na segunda metade, precisamente quando o grego Pavlidis se começou a ‘eclipsar’.
Se, em 2024/25, foi preciso esperar pela segunda volta para o helénico celebrar golos com maior frequência, desta vez o avançado inverteu o desempenho na segunda metade, em que assinou somente cinco dos 22 golos que lhe permitiram terminar a prova como segundo melhor ‘artilheiro’, atrás de Luis Suárez (28). Nas derradeiras 12 rondas, celebrou apenas duas vezes.






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