O Ser humano é capaz,
Com saúde não se queixa,
Trabalha só quer a paz,
Só que alguém não lhe deixa!
Este alguém é sempre um bravo,
Em atos de ditadura,
Faz do humano um escravo,
Sem luz de vida futura!…
Existe sempre o maldoso,
Sem impor qualquer aviso,
Num manejar rigoroso,
Nega-lhe o tal Paraíso!…
Se não ouvessem os sovinas,
Sempre olhando na ganância,
E as volumosas propinas,
Que são uma exorbitância!…
Se nos deixassem lutar,
Coisa que não se consente,
Tenta eles usurpar,
Passam tudo a fino pente!…
Onde o pobre ganha o pão,
As regalias se corta,
Têm os trunfos na mão
Por vezes fecham a porta!…
Aumentam os carborantes,
Utencílios e comida,
Com subidas galopantes,
Que deficultam a vida!
Nem só o petróleo e gaz,
Também são bem aumentados
Ao gosto de quem o faz,
O petróleo e derivados!…
E os derivados são muitos,
Em utensílios e comidas,
Que somados, todos juntos,
Faz parte das nossas vidas!…
O mal também está na guerra,
Revoltas, todo esse enredo,
Que faz os povos da Terra
Viverem cheios de medo!…
Lembro também as propinas,
Roubos que diferentes temos,
E estas tristes chacinas
E mais coisas que tememos!
Tudo o que para aí se faz,
Pensado, com mais juizo,
Procurando a Boa Paz,
Era Amor, um Paraíso!…
Mas, Belzebu, Satanás,
Que provoca esta loucura,
Tornando o mundo incapaz…
Nada finge, é ditadura!…
Já disse o que era preciso,
Mas, vou voltar a dizer:
O mundo era um Paraíso,
Se nos deixassem viver!…



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