Governo dos Açores toma “brevemente” posição sobre privatização da SATA
O secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública dos Açores disse segunda-feira que “brevemente” o Governo Regional tornará pública a sua decisão sobre o processo de privatização da companhia aérea Azores Airlines, do grupo SATA.
“O Governo formalmente vai debruçar-se sobre os documentos que o conselho de administração [da SATA] remeteu, ou está remetendo, e, naturalmente, a seu tempo, brevemente, dará a sua posição”, disse Duarte Freitas aos jornalistas. O governante falava no concelho das Lajes do Pico, no primeiro dia de uma visita estatutária do executivo à ilha do Pico, quando questionado sobre o processo de privatização da companhia aérea açoriana e relativamente à posição hoje assumida pelo consórcio Atlantic Connect Group (ACG).
O ACG considerou que o processo de privatização da Azores Airlines “nunca teve uma verdadeira intenção de conclusão”, criticando a atuação da administração da SATA e do Governo Regional dos Açores.
“O Atlantic Connect Group considera que, com ou sem divulgação do relatório, o desfecho da privatização da Azores Airlines revela uma realidade que já não pode ser ignorada: trabalhadores e investidores participaram num processo que nunca teve uma verdadeira intenção de conclusão”, afirmou o consórcio em comunicado.
O agrupamento de empresas sustentou que, ao longo de três anos, estruturou “uma proposta exigente, ajustada à realidade financeira” da companhia aérea açoriana e “abriu canais de diálogo com pilotos e tripulantes”, acrescentando que a situação da empresa e o seu futuro foram discutidos com “realismo”, sem promessas de “soluções fáceis”, tendo os trabalhadores respondido com “responsabilidade, autonomia e maturidade, ao celebrarem acordos de estabilidade laboral”.
Remessas dos emigrantes portugueses continuaram a crescer em 2025
O dinheiro enviado pelos emigrantes portugueses para Portugal continuou a crescer em 2025, com um aumento de 2,14% face a 2024.
As remessas dos emigrantes portugueses atingiram um novo máximo em 2025, aproximando-se de 4,4 mil milhões de euros no total, impulsionadas pelo desempenho em países como a França e Suíça, que lideram os valores enviados.
Segundo o Banco de Portugal, as remessas dos emigrantes portugueses chegaram a 4.387,67 milhões de euros em 2025 e esse montante foi 2,14% superior aos 4.295,72 milhões enviados em 2024.
Ao contrário de 2024, em 2025 os emigrantes em França foram os que mais contribuíram para o total, tendo enviado para Portugal 1.211,5 milhões de euros, superando os 1.122,9 milhões provenientes dos emigrantes da Suíça, que em 2024 tinham sido os que mais tinham contribuído para o total das remessas.
Os trabalhadores portugueses nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) enviaram 282,99 milhões de euros, uma subida de 4,34% face aos 271,21 milhões de euros enviados no ano anterior.
Como habitualmente, o volume de remessas enviadas pelos portugueses a trabalhar em Angola representa a quase totalidade deste valor, já que enviaram 274 milhões de euros, representando uma subida de 4% face aos 263,4 milhões de euros enviados em 2024.
Embora os dados referentes aos EUA ainda não estejam detalhados, os EUA permaneceram em 2025 como um dos principais mercados de origem de remessas, contribuindo para o saldo global que demonstra a vitalidade económica da diáspora portuguesa.
Governo dos Açores investe 9 ME no Hospital da Horta
As obras de requalificação no Hospital da Horta, Faial, representam um investimento superior a nove milhões de euros e visam “robustecer a capacidade de resposta” do Serviço Regional de Saúde, segundo a secretária regional da Saúde.
Na sequência da sua deslocação ao Hospital da Horta, a secretária Regional da Saúde e Segurança Social dos Açores, Mónica Seidi, considerou que “estas intervenções, a par do reforço de equipamentos hospitalares e sistemas informáticos, representam um investimento superior a nove milhões de euros e visam robustecer a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde”.
Pretende-se “proporcionar aos utentes melhores condições de dignidade, conforto e segurança”, de acordo com Mónica Seidi, citada em nota de imprensa.
“Estamos a investir de forma consistente na modernização do Hospital da Horta, garantindo melhores condições para utentes e profissionais e reforçando a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde”, disse a governante.
A titular da pasta da Saúde apontou que ao nível do investimento em equipamentos está em curso um “reforço significativo dos meios tecnológicos do Hospital da Horta, através de um conjunto alargado de aquisições, onde se destacam a nova ressonância magnética, o TAC de 64 cortes e o reforço da frota com seis novas viaturas”.
Azores Airlines inicia em maio ligação direta entre Terceira e Madeira
A companhia aérea Azores Airlines, do grupo SATA, vai iniciar em 07 de maio uma nova ligação direta entre a ilha Terceira, nos Açores, e a ilha da Madeira.
“A operação Terceira–Madeira tem início previsto a 07 de maio, com uma frequência semanal às quintas-feiras, reforçando-se para duas frequências semanais entre junho e setembro, período de maior procura”, revelou a companhia aérea açoriana, em comunicado.
A nova rota, apresentada na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, em Lisboa, resulta da atualização das obrigações de serviço público (OSP), que passam a incluir esta ligação na oferta de voos entre os dois arquipélagos.
Segundo a Azores Airlines, os voos serão operados com partida da ilha Terceira às quintas-feiras, com regresso no dia seguinte, e, no pico da época alta, acrescenta-se uma operação adicional à segunda-feira, igualmente com regresso no dia seguinte.
Até agora, as ligações entre os dois arquipélagos eram feitas apenas entre Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e Funchal, na Madeira.
Com esta nova ligação, a companhia aérea açoriana aumenta para 12 o número de frequências semanais entre as duas regiões autónomas na época de verão.
XX Mês do Fado leva Canção de Coimbra a escolas
O XX Mês do Fado regressa este mês de março com nove iniciativas em diferentes locais da cidade de Coimbra para promover a Canção de Coimbra, incluindo escolas com o objetivo de despertar o interesse nos mais jovens pelo género musical.
“O nosso objetivo é divulgar e preservar a Canção de Coimbra e, para isso, fizemos um evento com uma quantidade enorme de possibilidades para as pessoas de Coimbra terem interesse de ir visitar, tirar todas as dúvidas e assistir a um pouco do que é o Fado de Coimbra”, afirmou fonte da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (AAC).
Na conferência de imprensa de apresentação do programa do evento, o coordenador-geral salientou que esta edição terá mais iniciativas do que a anterior, em 2024, envolvendo “mais os órgãos da casa”, como a Rádio Universidade de Coimbra, mas também as escolas locais, onde serão realizadas Serenatas.
O XX Mês do Fado arrancou ontem, 03 de março, na Rádio Universidade de Coimbra, com uma ‘tiny desk’, um concerto intercalado com conversas.
A programação inclui ainda tertúlias que serão realizadas na República dos Fantasmas, a 11 de março, e na República dos Galifões, a 29 de março.
A 12 de março terá lugar uma oficina de acabamento de instrumentos com Fernando Meireles, seguindo-se, a 19 de março, uma noite de guitarradas no espaço À Capella.
O Convento São Francisco acolhe, a 28 de março, as Conversas de Café para uma reflexão sobre as influências da música tradicional portuguesa na Canção de Coimbra, com a participação de Rui Pato, Jorge Cravo e de Manuel Marques Inácio.
Empresários alertam que saída da Ryanair poderá reduzir PIB dos Açores
A Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) estima que a saída da Ryanair dos Açores provoque uma redução anual do Produto Interno Bruto (PIB) regional entre 1,5% e 1,7%, numa quebra até 104,5 milhões de euros.
Os dados constam de um estudo elaborado pelo Gabinete de Estudos daquela associação empresarial das ilhas de São Miguel e Santa Maria, sobre o impacto económico da anunciada saída da Ryanair dos Açores, prevista para março de 2026.
O estudo conclui que “a acessibilidade aérea constitui um dos principais fatores críticos de competitividade do destino Açores”, salientando que, enquanto região ultraperiférica e arquipelágica, a mobilidade aérea “não é apenas um instrumento de desenvolvimento”, mas “é uma condição estrutural para o funcionamento da economia”.
“A saída da Ryanair ocorre, além disso, num contexto particularmente sensível, marcado pelo processo de reestruturação da Azores Airlines e pela ausência de uma estratégia consistente, e de médio prazo, para as acessibilidades aéreas, circunstâncias que agravam a incerteza quanto à evolução futura da conectividade da região”, alerta.
Com base em dois cenários — assumindo que 60% ou 70% dos passageiros são turistas — o estudo da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada estima que a Ryanair transporte anualmente entre 102.886 e 118.561 turistas para os Açores.
“Tendo em conta a estada média na região (3,30 noites) e uma despesa média por turista de 1.036 euros, a preços atualizados de 2025, e aplicando os multiplicadores económicos constantes do estudo da EY-Parthenon sobre o impacto macroeconómico do turismo nos Açores, a saída da companhia poderá traduzir-se numa perda anual entre 339 mil e 391 mil dormidas”, aponta.
Em termos de Valor Acrescentado Bruto (VAB), indicador utilizado como aproximação ao PIB regional, o impacto situa-se entre 79,9 e 92,1 milhões de euros.
Considerando que “o turismo representa cerca de 20% do PIB regional e que a Ryanair é responsável por uma quota estimada entre 7,5% e 8,7% do total das dormidas turísticas”, a saída da companhia poderá traduzir-se “numa redução do PIB regional entre aproximadamente 90,1 milhões e 104,5 milhões de euros por ano, o que corresponde a uma diminuição estimada entre 1,5% e 1,7% do PIB previsto para 2026”.
A associação empresarial reafirma a necessidade urgente de “uma estratégia integrada para as acessibilidades aéreas”, sustentada numa visão de médio e longo prazo, manifestando disponibilidade para colaborar “na construção de soluções que defendam os interesses da economia açoriana”.
TAP vai fazer rota Faro-Funchal durante todo o ano
A TAP vai apostar na rota Faro-Funchal e estendê-la durante todo o ano, revelou na passada semana o COO (administrador responsável pelas operações) da transportadora, Mário Chaves.
“Retomamos neste verão a rota Faro-Funchal. Como correu bem o ano passado, decidimos adicionar uma terceira frequência e decidimos também apostar no inverno, portanto, esta rota passa a ser uma rota ‘year-round’”, afirmou Mário Chaves, que falava na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, em Lisboa.
Para o COO da TAP, a decisão é “muito importante” para a empresa, “para a Madeira e para o continente”.
Também presente na BTL, que arrancou hoje na FIL, no Parque das Nações, o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, mostrou-se satisfeito com a decisão, salientando que a rota “fazia falta” e é uma “boa estratégia” da TAP.
O chefe do executivo madeirense lembrou ainda que a Portugália fazia aquela rota, que “teve sempre grandes resultados”.
A TAP “é um parceiro estratégico muito antigo da Madeira”, acrescentou Miguel Albuquerque, destacando o papel que tem a empresa tem desempenhado “para o desenvolvimento do turismo e das acessibilidades” da região.






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