Redação, 20 fev 2026 (Lusa) – O vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, defendeu hoje, no Chipre, que as realidades regionais “devem ser reforçadas” nas futuras políticas da União Europeia (UE), apontando que a implementação da transição energética é territorial.
“A transição energética europeia já está em curso, mas devemos lembrar-nos de uma coisa: a implementação é territorial”, sublinhou o governante numa intervenção proferida no Bureau Político da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM).
Segundo uma nota divulgada pelo executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), Artur Lima dirigiu-se ao Bureau Político na qualidade de vice-presidente da CRPM com a pasta da energia.
“Para que a transição seja bem-sucedida, terá de aplicar-se em todas as regiões e em todas as periferias, incluindo as ultraperiferias”, sublinhou, acrescentando que “as realidades regionais têm de ser consideradas”, ou corre-se o risco de “se verificar uma transição desigual”.
“A UE encontra-se numa fase de atividade legislativa intensa que definirá o nosso futuro durante décadas. As escolhas que fizermos nos próximos meses terão impacto na competitividade, na coesão e, acima de tudo, na justiça social nas nossas regiões”, salientou.
Na opinião de Artur Lima, o propósito é simples: “As realidades regionais devem ser reforçadas nas futuras políticas da UE”.
O vice-presidente do executivo açoriano também abordou iniciativas legislativas europeias no domínio energético, nomeadamente o pacto da indústria limpa, o acelerador da descarbonização industrial e o pacote redes europeias.
Na sua intervenção, detalhou, ainda, as iniciativas da CRPM que visam garantir a inclusão de uma perspetiva regional nas políticas europeias e que se desenvolvem através de quatro prioridades: descarbonização industrial, redes elétricas regionais (incluindo as ultraperiféricas), nível de financiamento necessário e transição socialmente sustentável.
“É necessário que a transformação energética europeia proteja os empregos locais e qualificados e que garanta que as redes elétricas não têm lacunas regionais, principalmente nas regiões insulares e ultraperiféricas”, afirmou Artur Lima.
“Do mesmo modo, deve ser assegurado que o Banco de Descarbonização Industrial esteja acessível às regiões”, concluiu.
O Bureau Político da CRPM esteve reunido, na quinta-feira e hoje, em Nicósia, no Chipre, com a política europeia para as regiões insulares, a energia, a conectividade e os assuntos marítimos na agenda.
A CRPM foi fundada em 1973, agrupa cerca de 150 regiões de 28 países e representa cerca de 200 milhões de habitantes.






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