O forte rei foi José Valadão quando em 1973 chefiou o grupo de ataque ao carnaval. Estavam o filho Délio Valadão (A Galinha), ele própio José Valadão ( o Queimado), Francisco Menezes, o cunhado (A Pomba), Lourenço Valadão, o irmão (O Melro Preto). Foram os figurantes do bailinho cujo enredo era denominado “Uma Petiscada”, que abriu o reinado do Carnaval pela Nova Inglaterra.
Como se depreende, o forte rei José Valadão. Reuniu um pelotão de gente sabedora do assunto, trazendo à rua o primeiro bailinho que 53 anos depois continua a encontrar quem lhe siga os passos de uma tradição que encontra os seus seguidores em terras de outras gentes, outras tradições, outra língua, mas onde se dá lugar a tradições importadas que movimentam milhares de pessoas. E como tal seria imperdoável deixar passar esta faceta comunitária sem lhe dar a indispensável cobertura.
Há anos de mais aderência em número de danças. Há outros com menos aderência. Temos de ter em conta que a idade não perdoa. Mas o mais relevante é que há Carnaval. São bailinhos, danças de pandeiro, danças de espada e comédias.
No ano de 2023, quando se celebraram 50 anos de carnaval, havia cinco danças e este ano de 2026 voltámos a ter cinco danças provenientes de Attleboro, MA, Warren, RI, Peabody, MA, Lowell, MA (2 danças).
Hoje a deslocação às origens é mais fácil. Temos boas danças com equivalência ao que se faz pela ilha Terceira. Já o veterano José Valadão nos confirmava esta comparação. E aqui abre-se o apetite a mostrar nas origens o que sabemos fazer.
Mas o Carnaval não é uma competição. É fazer o melhor em palco que se sabe. E deixar as plateias cheias. Fazerem o seu juízo através dos aplausos.
O FORTE REI FAZ FORTE A FORTE GENTE
Temos aqui uma ligação de palavras FORTES para fazer FORTE A GENTE que mantém viva esta tradição, continuada pelas filhas de Délio Valadão, que este ano subiram ao palco em homenagem aos familiares que já partiram.
Ali por Lowell a família Martins também já tem perdido familiares envolvidos nesta tradição. São 46 anos de carnaval. E bom Carnaval, que continua a ser uma família que anualmente se faz representar na tradição em mais uma demonstração de continuidade e com qualidade. São 43 anos a viver o carnaval.
Os bailinhos da família Martins brilham pela sua originalidade, pela sua simplicidade. Argumentos anuais. Bem instrumentados de fácil assimilação. Alegres. Mantendo as plateias atentas e participativas.
Mas há mais figuras históricas que relembramos pela qualidade dos trabalhos apresentados. Falamos de Fernando da Silva “O Sapateiro”, de que tanto nos fala Clemente Anastácio.
João Fernando da Silva, popularmente conhecido por “Fernando Sapateiro”, era muito conhecido pela freguesia do Raminho não pelo nome próprio mas pela alcunha de “Sapateiro”.
Pela freguesia dos Altares é conhecido pelo “Vento”, proveniente de uma bailinho de grande êxito. Mas a popularidade do “Sapateiro” não se fica por aqui. E pelo resto da ilha era conhecido pelo “Ratão das Lajes”.
Graças aos conhecimentos de Anselmo Leal, chegámos “à fala” com os três filhos de Fernando Sapateiro: José Silva, Leo Silva, Fernando Silva.
Como se depreende, ainda temos famílias relacionadas de perto com o carnaval.






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