Porto, 09 fev 2026 (Lusa) – Um golo de Luis Suárez aos 90+10 minutos, na recarga a um penálti defendido por Diogo Costa, empatou (1-1) hoje o clássico entre FC Porto e Sporting, mantendo ‘viva’ a luta pelo título na I Liga de futebol.
No clássico que fechou, no Dragão, a 21.ª jornada, o estreante Fofana esteve quase a virar ‘herói’, com um golo aos 77 minutos, no quarto remate de rajada dos ‘azuis e brancos’, mas a acabar, os ‘leões’ foram felizes, pela sexta vez consecutiva.
Depois de PSG, Arouca, Athletic, Nacional e AVS, também os ‘dragões’ foram vítimas de um golo ‘tardio’ dos ‘leões’, pelo que em vez de saírem com o campeonato no ‘bolso’, com mais sete pontos, mantiveram apenas os quatro, com o ‘bónus’ de garantirem que prevalecerão em caso de empate pontual.
Apesar de só ter marcado na última jogada, o Sporting, que marcou pelo 33.º jogo seguido em todas as provas, justificou, porém, sair do Dragão com o ‘tri’ ainda no horizonte, num jogo muito equilibrado e quase sem oportunidades de golo.
Os ‘leões’ acreditam, por certo, que é possível repetir algo que não acontece há mais de 70 anos, mas os ‘dragões’, que somaram pela primeira vez esta época dois jogos seguidos sem ganhar, após o ‘estranho’ 1-2 com o Casa Pia, partem na frente para as últimas 13 jornadas, em que ambos jogam com o Benfica e em Braga.
De resto, cumpriu-se a tradição, no quinto empate nos últimos seis ‘clássicos’ para o campeonato no Dragão, onde o Sporting só ganhou uma vez nos últimos 19 anos e duas nos derradeiros 29.
Em relação a Rio Maior, Francesco Farioli fez três alterações no ‘onze’, fazendo regressar Alberto Costa, Kiwior, para voltar à dupla no centro da defesa com Bednarek, e Froholdt, e sair Francisco Moura, Thiago Silva e Pablo Rosario.
Por seu lado, e em contraponto ao 2-1 ao Nacional, para a I Liga, Rui Borges devolveu a titularidade, como esperado, a Gonçalo Inácio, Hjulmand e Trincão, que já tinham estado no ‘onze’ no 3-2 ao AVS, a meio da semana, para a Taça de Portugal, suprimindo Eduardo Quaresma, João Simões e Luís Guilherme.
A formação ‘leonina’, no seu habitual ‘4-2-3-1’, entrou muito personalizada e dona da bola, instalando-se junto da área portista, nuns primeiros 10 minutos em que não conseguiu, porém, criar qualquer ocasião de perigo.
O FC Porto, em ‘4-3-3’, demorou mais a entrar no jogo e só apareceu ofensivamente aos 15 minutos, com Alberto Costa a conseguiu chegar à linha, mas a cruzar para o corte de Diomande.
O jogo estava já equilibrado e ninguém era capaz de mudar o rumo, com Suárez a não isolar Pedro Gonçalves, aos 16 minutos, permitindo o corte de Bednarek, e Alan Varela a rematar ao lado, aos 20, tal como Catamo, aos 24, e Fresneda, aos 30.
Aos 33 minutos, as tochas dos Super Dragões encheram o campo de fumo e pararam o jogo, sendo a principal origem dos sete suplementares que se jogaram após os 45, período em que Maxi fugiu bem pela esquerda, mas centrou para ‘ninguém’.
Para a segunda parte, o FC Porto veio com Gül em vez de Samu, que vinha apresentado queixas físicas, mas foi o Sporting que voltou a começar melhor: conquistou três cantos e fez o primeiro remate enquadrado do jogo, fraco, por Fresneda, aos 59 minutos.
Insatisfeito, aparentemente, Farioli fez, aos 63 minutos, uma tripla substituição, lançando o estreante Fofana, Rodrigo Mora e Thiago Silva, em vez de Gabri Veiga, Borja Sainz e Kiwior.
As alterações não tiveram efeito imediato, com o jogo a prosseguir ‘fechado’ até ao minuto 77, o do primeiro momento alto do jogo.
Froholdt rematou à entrada da área contra um defesa, Mora ganhou o ressalto sobre a esquerda e centrou para o segundo poste, sucedendo-se remates de Alberto Costa, Fofana e Gül e, de novo Fofana, batendo Rui Silva, para a glória.
O Sporting ainda pediu, em vão, uma falta sobre Hjulmand, no início da jogada, mas não foi abaixo, instalou-se junto da área portista e, aos 90+7 minutos, quase marcou, precisamente pelo ‘capitão’, valendo um corte precioso de Alan Varela.
A formação ‘leonina’ continuou a insistir e, aos 90+8 minutos, Francisco Moura cortou com a mão um centro da direita de Fresneda, com João Godinho a assinalar penálti, que o VAR confirmou.
Luis Suárez foi chamado a marcar o castigo máximo e, como em muitas outras ocasiões, Diogo Costa defendeu, só que a bola sobrou para o colombiano, que, com a baliza ‘aberta’, fez o seu golo 19 na prova, igualando Pavlidis (Benfica) no topo e mantendo o Sporting ‘vivo’ na I Liga. Bola ao centro e fim de jogo.






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