Silves, Faro, 26 jan 2026 (Lusa) – O ciclista português João Almeida disse hoje que “faz sentido” competir na Volta à Itália e que a corrida deste ano será “uma boa oportunidade” para ganhar e tentar cumprir o que considera ser “um objetivo de carreira”.
“Inicialmente, o plano era fazer Tour e Vuelta. Mas, depois de discutir com a equipa, chegámos à conclusão que… Eu preferia fazer o Giro, a equipa concordou e mudámos isso”, afirmou o corredor da UAE Emirates, em conferência de imprensa realizada numa unidade hoteleira de Silves, no Algarve, onde está a cumprir estágio durante todo o mês de janeiro.
Almeida considerou “que faz sentido voltar ao Giro, também para mudar um pouco o calendário”, além de que se trata “de uma boa oportunidade para tentar ganhar a corrida”.
Se não ganhar, o vice-campeão da Vuelta2025 quer “estar o mais perto possível” disso, acrescentou, rejeitando ter ‘contas a ajustar’ com uma prova em que foi terceiro classificado em 2023 e quarto em 2020, depois de andar 15 dias vestido de rosa.
“Obviamente que as corridas que não ganhamos, gostamos sempre de conseguir ganhar. Tenho uma história bonita com o Giro, mas, no fundo, é só mais uma corrida. E vamos lá com o objetivo de dar o nosso melhor, esperando sair por cima dos outros”, salientou.
O ciclista português, que também vai ser aposta da UAE Emirates na Volta a Espanha de 2026, falhando deste modo o Tour, em que foi quarto em 2024, atribuiu mais valor ao Giro, apesar de colocar as duas ‘grandes’ ao mesmo nível na planificação inicial da temporada.
“Em termos de planificação, [Giro e Vuelta] têm a mesma importância. Vamos preparar-nos para ir na nossa melhor forma e tentar fazer o melhor possível. Pessoalmente, o Giro, também em termos de atenção mediática e valor, se calhar é um bocadinho superior, mas ambas as corridas são muito importantes e uma vitória em qualquer das duas seria fenomenal”, destacou.
O corredor de A-dos-Francos, de 27 anos, vincou que ganhar uma grande Volta continua a ser “um objetivo de carreira” e prometeu: “Vou dar o meu melhor para fazer isso acontecer”.
Em relação à concorrência, frisou que não teme a presença no Giro do dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), o duas vezes campeão do Tour (2022 e 2023) que o derrotou na luta pela geral da Vuelta do ano passado.
“Acho que é uma coisa boa, acaba por me favorecer. Vou ter um adversário muito forte. Mas também acaba por me motivar a dar mais de mim”, referiu.
O melhor voltista português da atualidade espera contar com a ajuda do compatriota António Morgado, colega de equipa da UAE Emirates, que se vai estrear em grandes Voltas em Itália.
“O António pode ajudar-me em todo o tipo de terreno. É um corredor muito forte, ainda bastante jovem, tem muito para aprender, muito talento. Vejo-o, no futuro, a discutir corridas de uma semana, mas nas clássicas também é muito bom, e é se calhar a corrida que mais se lhe adequa. Mas acho que ele ainda se está a descobrir, é jovem e vejo nele um futuro muito brilhante, com muito potencial, espero que seja aproveitado”, concluiu.






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