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by | Dec 10, 2025 | Notícias das comunidades

New Bedford Whaling Museum vai receber a 30ª Maratona Anual de Leitura de Moby-Dick de 2 a 4 de janeiro de 2026

A Mini-Maratona em português decorre a 3 de janeiro entre as 14h00 e as 18h00

A 30ª Maratona Anual de Leitura de Moby-Dick terá lugar de 2 a 4 de janeiro de 2026, dando continuidade desde 1997 a uma tradição de inverno e que presta homenagem ao icónico romance americano de Herman Melville, que partiu nesta atividade em 1841 a bordo do baleeiro Acushnet.

“Todos os anos, a Maratona de Leitura de Moby-Dick transforma o nosso museu num palco para uma das maiores aventuras literárias já escritas”, afirmou Amanda McMullen, presidente e CEO do New Bedford Whaling Museum. “Na sua 30ª edição, a Maratona recorda-nos que a literatura vive em comunidade e que o poder da prosa de Melville ainda ressoa com novas vozes e interpretações inovadoras”, referiu McMullen.

O fim de semana começa na sexta-feira, 2 de janeiro, com jantar e palestra de estudiosos de Melville no museu, com a participação de Joe Roman, Ph.D., biólogo da conservação, ecologista marinho e editor-chefe do eattheinvaders.org. 

A noite começa às 17h15 com um cocktail de boas-vindas, seguido de comentários de Amanda McMullen e a palestra de Roman, “Baleias, Mundos e a Imaginação Selvagem: Lições de Melville à Ecologia Moderna”, às 17h45, e um jantar em estilo buffet às 18h45. Este é o único evento que requer bilhetes, disponíveis para compra aqui, com preços especiais para membros do museu.

As festividades da maratona de leitura, gratuitas e abertas ao público, começam no sábado, 3 de janeiro, às 9h30, com o “Desafie os Académicos”, durante o qual os participantes podem enviar perguntas de curiosidades sobre o Moby Dick para os especialistas em Melville, seguido de uma leitura da secção preliminar do livro às 11h25. 

O poeta laureado da Commonwealth de MA, Regie Gibson, declamará o primeiro capítulo e o icónico verso de abertura, “Chamem-me Ismael!”, na popa do Lagoda, no Edifício Bourne. Gibson, nomeado para representar o estado na promoção da leitura e escrita de poesia, é um poeta, autor e artista premiado, cujo trabalho une a literatura, a música e o comentário social. Já se apresentou internacionalmente, prestou consultoria à NEA e atualmente leciona na Clark University e no Berklee College of Music. 

Após a estreia de Gibson, as primeiras passagens da obra-prima serão lidas em A Whaling Voyage Around the World / Bourne Building (piso principal) e continuarão com vários leitores convidados no Seamen’s Bethel, na Harbor View Gallery e durante a noite no Cook Memorial Theater. O evento termina na Harbor View Gallery no domingo, 4 de janeiro, por volta das 13h00, com o epílogo proferido por McMullen.

Recomenda-se a pré-inscrição para a maratona. Os interessados ​​podem inscrever-se e obter mais informações aqui: www.whalingmuseum.org/program/moby-dick-marathon-2026.

Para além das leituras dos capítulos, o Museu vai oferecer diversas atividades gratuitas ao longo da maratona.” Fim de semana:

 

Sábado, 3 de janeiro

9h30 – Desafie os Especialistas | Teatro Memorial Cook

Envie as suas perguntas a especialistas em Melville e tente desafiá-los. Pins especiais para os participantes que os conseguirem.

11h25 – Excertos de Moby-Dick | Uma Viagem Baleeira à Volta do Mundo / Edifício Bourne

Os estudiosos da Sociedade Melville lerão excertos selecionados. Os leitores VIP estarão sentados perto do pódio.

12h00 – Início da Maratona de 25 Horas | Uma Viagem Baleeira à Volta do Mundo / Edifício Bourne

Começa na popa do Lagoda com “Chamem-me Ismael”. Os leitores convidados continuam até ao Capítulo 6.

13h30 – Sermão do Padre Mapple | Seamen’s Bethel e Galeria Vista do Porto

Esta parte decorrerá presencialmente e transmitida em direto. As pulseiras são necessárias para os assentos presenciais no

Seamen’s Bethel e serão selecionadas através de um sistema de sorteio.

13h30 – Mini-Maratona 

de Português no Teatro Cook Memorial

Quarenta e oito leitores vão apresentar uma adaptação portuguesa de Tiago Patrício. As portas abrem às 13h30; leitura

14h00-18h00

14h10 – Continua a Maratona Principal | Galeria Vista do Porto

A maratona de leitura recomeça aqui após a leitura no Seamen’s Bethel e continua durante a noite.

14h30 – Chat com Especialistas em Melville | Sala de Leitura Grimshaw-Gudewicz

Discussão informal com especialistas em formato de mesa redonda.

15h00–18h00 p.m. – Deixe a sua marca | Laboratório de Aprendizagem da Nye Lubricant

Crie o seu próprio marcador de livros (atividade autoguiada sem necessidade de inscrição prévia)

 

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Faleceu Carlos Correia condutor de autocarros

Uma empresa de autocarros, a Fisher Bus Inc., de Somerset, utilizou as redes sociais para prestar emotiva homenagem pelo falecimento de um dos seus condutores, Carlos Correia, 73 anos, de Westport, que transportava estudantes de Fall River e Somerset.

“Para aqueles que ainda não sabem, é com sincera tristeza que comunicamos o falecimento de um antigo funcionário muito admirado, Carlos Correia. 

 

Carlos foi um dedicado funcionário da Fisher Bus durante 16 anos, conduzindo autocarros escolares em Fall River e em Somerset, sempre com o máximo cuidado e compaixão pelos alunos que transportava, mesmo nas últimas semanas antes do seu falecimento”, escreveram os responsáveis da Fisher Bus.

 

De acordo com o obituário, Carlos Correia trabalhou como gestor de turno na Quaker Fabric durante mais de 30 anos e, nos últimos anos, foi motorista de autocarro escolar da Fisher Company.

Antes de se fixar nos Estados Unidos, Carlos Correia viveu nas Bermudas e distinguiu-se como jogador de futebol.

O funeral realizou-se na passada sexta-feira, 5 de dezembro.

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FBI investiga uma série de brutais homicídios em Portugal

Uma série de brutais assassinatos em Lisboa, na década de 1990, deixou os investigadores sem respostas.

O caso foi rapidamente comparado a um imitador de “Estripador” e envolveu uma série de três assassinatos marcados pelo mesmo padrão perturbador.

Apesar do envolvimento das autoridades portuguesas e do FBI, nenhum suspeito esteve ligado aos crimes.

Os homicídios começaram com a descoberta, na década de 1990, do corpo de Maria Valentina, 22 anos, atrás de um barracão em Lisboa. Tinha sido estrangulada, eviscerada e deixada sem vários órgãos, incluindo o coração, o fígado e os genitais.

A polícia identificou a vítima como uma prostituta com problemas de dependência de drogas, mas não encontrou nada que apontasse para o autor do crime.

Aproximadamente seis meses depois, Maria Fernanda, 24 anos, foi encontrada em condições quase idênticas atrás de outro barracão. Estava também sem os mesmos órgãos e o seu tórax também tinha sido removido. Os polícias mobilizaram mais recursos, convencidos de que o mesmo assassino era o responsável, falaram com pessoas ligadas às vítimas, mas não encontraram suspeitos.

Dois meses depois, Maria João, 27 anos, amiga da primeira vítima, foi encontrada assassinada com o mesmo método. Desta vez, o assassino retirou-lhe todos os órgãos. A polícia não encontrou impressões digitais, cabelos, pegadas, fluidos corporais ou provas de mais ninguém para além das vítimas. Após este último caso, os assassinatos cessaram.

Todas as três vítimas tinham perfis quase idênticos: cabelo castanho, na casa dos vinte anos, trabalhadoras do sexo, toxicodependentes e seropositivas. Todas se chamavam Maria. Os especialistas forenses acreditavam que o assassino era uma figura solitária que não conhecia pessoalmente as vítimas e que intencionalmente deixou os seus rostos intactos.

Em 1993, o FBI juntou-se ao caso devido às semelhanças com assassinatos ocorridos em 1988 em New Bedford, Massachusetts, caso que ficou conhecido como os Crimes das Autoestradas de New Bedford.

Os corpos de nove mulheres e os desaparecimentos de mais duas mulheres nas proximidades na cidade de New Bedford, de abril a agosto de 1988, e cujas vítimas foram encontradas entre julho de 1988 e abril de 1989 ao longo de autoestradas da região, sugere estarmos perante um assassino em série.

O facto das vítimas serem profissionais do sexo e terem desaparecido da mesma área (New Bedford), sugerem uma ligação para os homicídios.

Outro pormenor importante: todas as vítimas tinham ascendência portuguesa e daí, em 1989, os investigadores americanos terem colocado a hipótese do homicida de New Bedford se ter mudado para Portugal e o promotor de justiça Paul Walsh deslocou-se a Lisboa para averiguações.

Assassinatos semelhantes registados nos Países Baixos, República Checa, Dinamarca e Bélgica entre 1993 e 1997 alimentaram posteriormente a especulação de que o assassino poderia ter sido um camionista de longo curso que atravessava a Europa.

Os crimes de New Bedford continuam por esclarecer. Foram detidos dois suspeitos, que viriam a ser libertados. Um deles suicidou-se por enforcamento e outro morreu de overdose.

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Donald Trump anuncia decreto para impedir que os estados regulem IA

O Presidente dos EUA, Donald Trump, vai assinar um decreto esta semana para impedir que os estados americanos regulem a inteligência artificial (IA) a nível regional, sendo que muitos já legislaram na ausência de um quadro federal. Em teoria, um decreto não se pode sobrepor a um texto aprovado pelo Congresso ou pelo Parlamento de um estado americano.

“Deve haver apenas um regulamento se quisermos continuar a ser os primeiros no domínio da IA. (…) Mas isso não durará se os 50 estados, muitos dos quais são maus atores, se envolverem nas REGRAS e no PROCESSO DE APLICAÇÃO”, escreveu o presidente americano na sua rede social Truth Social.

O líder dos EUA não indicou se o decreto conteria medidas regulatórias que poderiam substituir a legislação dos estados. Até agora, Donald Trump sempre se mostrou favorável a uma abordagem desregulamentada da IA.

Mais de 100 leis já foram aprovadas em cerca de trinta estados, com maioria democrata e republicana.

Estas abordam vários aspetos relacionados com a IA, desde o desenvolvimento racional de modelos de IA generativa até a criação de ‘deepfakes’ (conteúdo que mostra uma pessoa com recurso a IA), passando pela obrigação de transparência sobre o uso dessa tecnologia.

Várias propostas de lei foram apresentadas ao Congresso, mas nenhuma foi ainda submetida a votação.

Poucas horas após a sua tomada de posse, em janeiro, Donald Trump cancelou um decreto do seu antecessor Joe Biden sobre segurança em matéria de inteligência artificial (IA).

O texto inicial, divulgado em outubro de 2023, impunha, nomeadamente, às empresas do setor a obrigação de transmitir ao governo federal determinados dados relativos aos seus modelos de IA.

Assim, as empresas deveriam comunicar os resultados dos testes quando os programas apresentassem “um risco grave em termos de segurança nacional, segurança económica nacional ou saúde pública”.

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