Por terras da Noruega

 

Ilha Kirkoy, Município de Hvaler

 

 

• Liduíno Borba

geral@liduinoborba.com

 

 

Mais uns dias por Oslo, a capital deste Reino da Noruega, uma monarquia constitucional, com o seu Rei Harald V, com mais de 5 milhões de habitantes, tendo como vizinhos mais próximos a Suécia, a Finlândia, a Dinamarca e a Rússia, com quem têm boas e muitas relações de vizinhança e comerciais. A moeda, a coroa norueguesa, corresponde a cerca de 10 vezes o euro. Ou seja, 10 euros darão em câmbio cerca de 100 coroas. Por estas bandas não há salário mínimo, varia muito ao longo do país e dos municípios, mas há pouca gente a ganhar mensalmente menos de 30.000 coroas, cerca de 3000 euros. Um estudante em fim do ensino oficial emprega-se, por exemplo, a ganhar 200 coroas à hora, cerca de 20 euros. Em 2009, a Noruega foi considerada pela ONU o melhor país do mundo para viver e o mas pacífico.

São mais de 150.000 ilhas, umas habitadas outras não. Os fiordes, uma geomorfologia deste país, estão presentes na vida desta gente. Um fiorde é uma grande entrada de mar entre montanhas rochosas.

Neste domingo, 26 de maio de 2019, com uma tem­peratura de 13 graus, que subiu ao longo do dia, fui presenteado, pelo casal amigo Kristin e Eduardo Borba da Silva, com uma viagem à ilha de Kirkoy, Município de Hvaler, onde eles têm uma casa de família, a cerca de 200 quilómetros para sul de Oslo. Saímos de manhã e regressamos ao fim do dia, foi muito agradável. A ilha tem cerca de 30 km2 (cerca do dobro da ilha do Corvo, nos Açores) e 1000 habitantes. É uma zona de veraneio por excelência. É um sossego com boa vista para o mar. O município com mais dias de sol por ano, na Noruega. Uma casa de cerca de 100 m2, construída em madeira, pode valer entre 600.000 e um milhão de euros, dependendo da zona.

Na nossa viagem de ida e volta passamos por algumas pontes e por 5 túneis de dimensão considerada. Dois deles com cerca de 1000 metros cada e três com cerca de 4000 metros cada também. Um destes maiores é uma grande obra de engenharia, feita pelo fundo do mar, com ligação à ilha Kirkoy. Algumas das ligações entre pequenas ilhas são facilitadas pela curta distância entre elas. Gostaria de deixar aqui algumas curiosidades desta viagem. Comecemos pela calma desta gente (sem pegar no sono) com o trânsito a fluir normalmente sem apita­delas nem confusões, com as estradas a marcarem os limites de velocidade entre os 80 e 110 Km/hora. Os com­bustíveis, produção da “casa”, andam por volta do euro e meio (15 coroas) o litro, com algumas variações. O verde da paisagem é muito semelhante ao nosso dos Açores.

Outras curiosidades. A maioria dos estabelecimentos comerciais estão encerrados ao domingo e ao sábado tem horário reduzido. Uma parte dos estabelecimentos tem o horário afixado duma forma original (por exemplo: 7-22 (9-18), quer dizer que estão abertos de segunda a sexta-feira das 7 às 22 e que ao sábado funcionam das 9 às 18 horas). Num dos supermercados que entramos no domingo não se vendia cerveja neste dia e a sua venda está condicionada a partir duma certa hora da noite, noutros dias. Os fumadores por estas bandas são em muito pequeno número.

Em todas as obras que encontrei, paradas ao fim de semana, via-se equipamentos novos, ou em muito bom estado de conservação, para os trabalhos que tinham de realizar.

Junto ao mar encontrei um Barco-Táxi, provavelmente com procura nestas frequentes ligações ilhoas. Disseram-me que um dos clientes mais habitual é o médico. Ainda neste local vi dois bancos de descanso, tipo jardim: um normal; o outro, de cor vermelha, com um letreiro nas costas avisando para “quem quiser companhia para conversar sente-se aqui…”