Juiz Rapoza presidiu a colóquio internacional nos Açores

 

O juiz Phillip Rapoza, presidente da Fundação Penal e Penitenciária Inter­nacional (IPPF), presidiu ao colóquio de 2017 da fundação, que teve lugar em Ponta Delgada de 5 a 8 de junho. O evento, reali­zado no Hotel Marina Atlântico, contou com a presença de participantes de 21 países.

O foco do colóquio foi como os réus e prisioneiros com problemas de saúde psiquiátrica e mental devem ser tratados enquan­to encarcerados e após sua liberação. O programa foi aberto pelo juiz Rapoza e Helena Mesquita Ribeiro, vice-ministra da Justiça de Portugal.

O juiz Rapoza consi­derou: “Este evento foi um dos nossos mais bem sucedidos em muitos anos. Encontrámo-nos pela últi­ma vez em Helsínquia, Finlândia e, antes disso, em Banguecoque, na Tailân­dia. Como “um neto dos Açores” e presidente da IPPF, sinto-me orgulhoso de ter trazido as nossas bases pela primeira vez para o lugar que considero minha segunda casa”.

O IPPF tem membros em mais de 30 países e pro­move estudos no campo da prevenção da criminalidade e do tratamento dos infra­tores. O grupo inclui juízes, professores de direito, promotores, funcionários da prisão, advogados e outros profissionais envol­vidos no estudo da crimi­nalidade e da política de correções. O juiz Rapoza é presidente da organização desde 2011.

O colóquio de P. Del­gada foi apoiado pelo Go­verno Regional dos Açores e pelas autoridades nacio­nais portuguesas. Rui Bet­ten­court, vice-secretário re­gional da Presidência para Relações Externas foi o convidado de honra no ban­quete da IPPF realizado a 7 de junho e o presidente do governo regional Vasco Cordeiro recebeu o juiz Rapoza e os diretores da IPPF num jantar no Palácio Santana em 8 de junho .

O colóquio contou com a presença de dirigentes do sistema prisional portu­guês, incluindo Celso Manata, diretor geral de Reinserção e Serviços Prisionais, e que também é membro do IPPF.

Os participantes voaram para a Terceira a fim visitar uma nova prisão inaugu­rada recentemente e deba­teram também planos para construir uma nova prisão em São Miguel, para substituir a envelhecida instalação que ainda opera em Ponta Delgada.

Neto de imigrantes dos Açores, o juiz Rapoza é o único lusodescendente que serviu no Tribunal de Recurso de Mass. durante quase 25 anos e de que foi presidente. Serviu também, de 2003 a 2005, em Timor-Leste, como juiz do tribu­nal internacional das Na­ções Unidas para juklgar os crimes de guerra. Desde então, Rapoza viajou várias vezes para Timor para ajudar a organizar o siste­ma judi­ciário do país e volta a fazê-lo este mês.