“Hagan, o doente da bola — Memórias desportivas”, livro de António Raposo, médico fisiatra, lançado em New Bedford

 

Perante mais de duas centenas de pessoas foi lançado na noite do passado sábado, no New Bedford Sports Club, em New Bedford, o livro “Hagan, o doente da bola — Me­mórias Desportivas”, de autoria de António Raposo, natural da Salga, São Miguel, médico fisiatra e especialista em medicina desportiva, conhecido por Hagan.

O evento começou com intervenção dos apresen­tadores Francisco Resen­des, Ricardo Farias e Pedro Bicudo, este a prestar um testemunho do longo e rico percurso do dr. António Raposo, tendo ainda usado da palavra João Pacheco, conselheiro das Comuni­dades, para depois o autor do livro recordar etapas mais marcantes da sua vida profissional e pessoal, e que resultaram na edição deste livro, entretanto lançado também em Lisboa, Ponta Delgada, Vila do Nordeste e na terra natal do autor: a freguesia da Salga, onde “teve uma infância feliz ligada sobretudo ao des­porto e atividades recrea­tivas”.

Patenteadas nas paredes do New Bedford Sports Club eram visíveis as camisolas dos vários clubes e seleções que representou como médico e desportista, e registos fotográficos do percurso desportivo do dr. António Raposo, que ex­plicou minuciosamente as diversas etapas ali ex­postas e muitas delas passadas aqui nas comunidades, ele que tem familiares nesta área e por algumas vezes integrou equipas de vete­ranos que aqui se desloca­ram em digressões.

Das várias mensagens recebidas de amigos e antigos colegas destas lides desportivas, destaque-se uma de Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica:

“Venho por este meio acusar e agradecer a V. Exa. o envio de um exemplar da obra “Hagan - o doente da bola, Memórias Despor­tivas”, da autoria do médico açoriano dr. António Ra­poso... Agradeço que ex­presse as minhas felicita­ções ao dr. António Raposo, por tão interessante publi­cação, cheia de “histórias e de episódios marcantes”, referia a mensagem do mais alto dirigente benfiquista.

Outro momento alto da noite foi a atribuição de um diploma de reconhecimento por parte do deputado estadual de Massachusetts, Tony Cabral, em nome da Assembleia Estadual de Massachusetts.

A noite terminou com um lauto jantar seguindo-se música para dançar ao som de um DJ e momentos de confraternização entre amigos e conterrâneos de infância e de sempre de António Raposo, a quem agra­deceu emociona­da­mente a presença de todos.

 

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António Raposo, médico fisiatra e especialista em medicina desportiva, Hagan para os amigos, alcunha que lhe colocaram por ser um adepto fervoroso dos métodos de Jimmy Hagan, treinador do Benfica nos anos 70,  nasceu na Salga, Concelho do Nordeste, S. Miguel - Açores. Com 10 anos foi estudar para Ponta Delgada. Foi para Lisboa para a Universidade.

Este livro é uma viagem entre a saúde e a doença que é, para muitos, o futebol. Mais que um relato da con­vivência entre duas paixões – o futebol e a medicina -, é uma narrativa, tão pungente quanto cicatrizante, de uma vida feita total por amiza­des, família, carreira e incontáveis venturas, em que a constante que tudo conecta e a tudo confere o sentido é o desporto, em especial o futebol.

Médico do Estoril Praia, campeão nacional da se­gun­da Liga pelo Santa Clara, médico oficial de um campeonato do mundo de atletismo adaptado, tris­somia 21, médico da sele­ção dos Açores nos Jogos das Ilhas, médico da seleção dos Açores de futebol e médico do Operário durante 14 anos. Jogou futebol de rua, popular, no Inatel, federado, futebol de salão, futsal, futebol de cinco e de sete, até futebol com bexiga de porco. Fundou as equi­pas dos Bebés da Salga e os Veteranos do Nordeste.

Praticante de futebol federado durante 20 anos e treinador / jogador da equi­pa de Veteranos do Nor­deste já há 23 anos. Jogou em equipas de S. Miguel, Terceira, Faial, Lisboa, Estados Unidos e Brasil. Descreve momentos de glória na sua carreira, como a sua estreia nos seniores do União do Nordeste, com a obtenção de 3 golos, ou o golo que marcou à Acadé­mica de Coimbra na sua despedida do CDUL no Estádio Universitário de Lisboa.

Fez a sua despedida de jogador em jogo nos Esta­dos Unidos e na Horta fez uma festa em que “pendu­rou” as botas literalmente. Conta histórias na Escola Primária da Salga até outras como no Estádio da Luz, ou nos Estádios de Alvalade, Dragão, Maracanã, Mo­rum­bi, Santiago Barnabéu, Camp Nou e Wembley. Assistiu a um momento único no futebol mundial, com a prisão de um jogador em pleno jogo. Julga ter o record mundial de substi­tuições num jogo de fute­bol. Foi o único árbitro do mundo que marcou um penalty roubado.

Com 15 anos participou em experiência sobre alterações das regras do fora de jogo. Da Salga até ser palestrante numa con­ferência médica de medici­na desportiva em Barce­lona, descreve uma série de episódios interessantes, sempre com os Açores em primeiro lugar. Em Jor­nadas de Medicina Despor­tiva nos Açores homena­geou o Dr. Benjamin de Viveiros, médico que o inspecionou pela primeira vez ao 15 anos.

Nos Estados Unidos homenageou o seu amigo Luís Teves, único jogador do Nordeste que jogou na primeira divisão nacional.

Aos 60 anos revela mais de  50 anos de histó­rias.

 

• F.R.