Mais de 30 mil imigrantes naturalizaram-se no Dia da Cidadania

 

Domingo, 17 de setem­bro, foi Dia da Constituição e Dia da Cidadania nos EUA. Foi nesta data que os membros da Convenção Constitucional assinaram a Constituição em 1787. Em 1911, as escolas do Iowa reconheceram pela pri­meira vez o Dia da Cons­tituição e, em 1917, a asso­ciação Filhos da Revolução Americana formou um comité  para promover o Dia da Constituição. Dessa comissão faziam parte Calvin Coolidge, John D. Rockefeller e o general John Pershing. Em 1940, o presidente Franklin D. Roosevelt proclamou o I am an American Day e o Congresso escolheu o terceiro domingo de maio para celebrar. Em 1949, governadores de 48 estados emitiram proclamações do Dia da Constituição. Em 29 de fevereiro de 1952, o Congresso mudou o nome de American Day para o Dia da Cidadania e marcou a sua observação para 17 de setembro.

Cerca de 30 mil imi­grantes naturalizaram-se no passado domingo, mas em Providence a cerimónia teve lugar dia 15 no Roger Williams National Memo­rial, envolvendo 26 pessoas de 16 países: Bolívia, Canadá, Coreia do Sul, Cabo Verde, China, Costa do Marfim, Guatemala, Haiti, Índia, Laos, Libéria, Mauritânia, Nigéria, Por­tugal, República Domini­cana e Vietname.

Cada um destes imi­grantes teve as suas pró­prias razões para vir para os EUA e agora a naturali­zação é um sonho. Para Olivia Gomes, que veio há 10 anos, frequentou o Rhode Island College e está prestes a começar uma carreira como assistente médica, o sonho americano está em andamento e muito bem.

“Eu vou construir a mi­nha vida aqui com a minha filha e dar-lhe o melhor que posso. É como um sonho tornado realidade”, disse Gomes.

 

Para Helena Cabral, que nasceu nos Açores e vive nos Estados Unidos há 40 anos, um emprego levou-a a tornar-se cidadã.

“Eu tinha conseguido um emprego e mostrei o meu cartão verde, e eles nega­ram-me o trabalho. Por isso decidi naturalizar-me, mas eu tinha mesmo que tirar os papéis pois já sou pratica­mente americana.”