Paula Cabral lança livro sobre o Pico da Pedra

 

“Crónicas da Minha Terra” dá título ao livro de Paula Rosa Cabral, que, em 106 páginas, revela ao mundo o seu “profundo amor” pela freguesia do Pico da Pedra, a terra micaelense que lhe viu crescer.

Esta é a segunda obra escrita da autora, cola­boradora do Portuguese Times, lançada na passada segunda-feira na junta de freguesia do Pico da Pedra e que teve apresentação de outro colaborador do Portuguese Times, Vamberto Freitas.

O livro “Crónicas da Minha Terra” reúne 30 textos de Paula Cabral, que mergulham na memória, nas experiências da autora, nas gentes e em alguns dos lugares da localidade nortenha.

“São 30 crónicas que escrevi inspiradas no Pico da Pedra e que vão desde 2013 até ao presente ano. Não estão organizadas por ordem cronológica, mas sim por temática e, por isso, julgo que o leitor vai ter a sensação que está a ler uma narrativa”, afirmou a autora.

Quem abrir o livro vai poder contar com uma “escrita despretensiosa”, adianta Paula Rosa Cabral, para quem a crónica sempre foi o género mais convidativo. Diz a professora de português — e escritora diletante — que a crónica, pelo “curto fôlego” que implica, sempre servia melhor os seus “ímpetos” criativos.

Com 50 anos, e atualmente a viver em Ponta Delgada, já não precisa do papel e da caneta para evitar que lhe fujam os laivos de inspiração. Agora, os “ímpetos” acabam por beneficiar das maravilhas da tecnologia e vão direitinhos para o telemóvel antes de terminarem no “papel”.

Por alguma razão, que Paula Rosa Cabral não sabe bem explicar o porquê, a terra-natal teima em roubar a sua atenção e faz questão de lembrá-la de onde vem.

“Eu quando escrevo, nem sempre quero escrever sobre o Pico da Pedra, mas calha que sempre fale nalguma história de lugar. Depois parto para uma reflexão maior e teço considerações sobre a vida e àcerca do mundo”, deu conta a autora da obra.

Também o conto infantil que escreveu com 27 anos esteve inspirado na freguesia. Intitulado “Pedras do Pico”, foi na altura oferecida às crianças do Pico da Pedra e teve uma “finalidade pedagógica”, contou a autora.

Entretanto, volvidos 27 anos, a junta de freguesia atual decidiu reeditá-lo, pelo que o livro será distri­buído à pequenada da freguesia.

Talvez não seja assim tão estranho este efeito de atração da freguesia. Afinal, a família está “toda lá” e sempre revelou impossível desvincular-se das boas amizades.

“O que ditou a escrita das crónicas, por exemplo, foi este meu profundo amor à terra e esta ligação forte que eu mantenho com o Pico da Pedra e com as pessoas”, reforçou Paula Rosa Cabral.

Hoje, está “orgulhosa” com o resultado final do livro, mas lamenta a falta de apoios e informação para quem pretende lançar uma obra escrita na ilha.

 

  • In Açoriano Oriental