“Uma comunidade que se integrou e que hoje é uma referência ao nível das comunidades da diáspora”

— Catarina Marcelino

 

Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade do Governo Português em MA e RI

 

De passagem para New York, Catarina Marcelino, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade do Governo Português, fez uma  paragem de um dia nos estados de Massa­chusetts e Rhode Island, tendo visitado pontos estratégicos no âmbito da presença portuguesa por estas paragens.

Temos vindo a referir ao longo dos tempos as poten­cialidades da comunidade nesta região.

Desde a sua integração aos seus luso eleitos, a comunidade de Rhode Island e áreas vizinhas de Massachusetts são como diz Catatina Marcelino “uma referência”.

 

“Posso dizer que nunca vi, não obstante ter já visitado várias comunidades, um trabalho daquela natureza com tanta qualidade como o que constatei junto da MAPS”

 

“Comecei por visitar a MAPS em Cambridge, Mass., organização voca­cio­nada ao apoio  social, que faz um trabalho de excelência, que me deixou maravilhada sendo a minha área profissional de tra­balho. Posso dizer que nunca vi, não obstante ter já visitado várias comuni­dades, um trabalho daquela natureza com tanta quali­dade. E também é muito importante perceber o apoio estadual e federal é bem o sinal da qualidade do tra­balho que ali se desenvolve quer para a comunidade quer para mesmo para os americanos. 

Áreas de grande inter­venção, como seja o trabalho contra a sida, violência doméstica, abuso sexual. Além disto fazem um trabalho louvável a todos os níveis, no âmbito da aquisição da cidadania americana, tão importante para evitar a deportação, por vezes por simples delitos, que os manteria nos EUA se tivessem a cida­dania americana.

Esta seria a minha primeira  experiência numa visita rápida mas muito frutifera”. 

 

“Ensinar português a segundas e terceiras gerações é um trabalho louvável e meritório a todos os níveis”

 

Ainda pela manhã gelada de sábado, das mais frias do ano, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, teve contacto com o meritório trabalho do ensino da língua portuguesa nos EUA e neste caso específico, junto da escola Cambridge/Somerville. Foi recebida por Mário Car­valho, diretora daquela escola e Rui Domingos, CEO do Naveo Credit Union e grande apoiante da escola.

A escola de Somerville abriu recentemente, no intuito de poder satisfazer as exigências dos pais dos alunos, numa forma de coordenação com os ho­rários de trabalho dos pais, que desta forma ficam com o sábado de manhã, para poder levar os filhos a aprender português.

A escola Cambridge/Somerville tem desempenhado um excelente trabalho que teve os melhores elogios de Catarina Marcelino. “Ensinar português a segundas e terceiras gerações é um trabalho louvável e meritórioa a todos os níveis”.

A secretária de Estado da Cidadania e Igualdade teve o cuidado de falar com os pais dos alunos e professores, tendo demonstrado grande interesse em que os  jovens falem português.

Após concluída a visita a Cambridge, área consular de Boston, em que Catarina Marcelino se encontrava acompanhada por uma assessora, cônsul de Portugal em Boston, José Velez Caroço, coordenador do Ensino do Português na Costa Leste, João Caixinha, conselheiro das Comunidades, Paulo Martins, a secretária de Estado Catarina Marcelino seguiu para Fall River.

Estamos perante uma cidade intitulada da “capital dos portugueses nos EUA”. Uma cidade que serve de palco às maiores festas do Espírito Santo fora dos Açores. Uma cidade em que existe entre o poder associativo a Casa dos Açores da Nova Inglaterra. Seria em Fall River que se registava mais uma paragem de Catarina Marcelino. 

 

“Estive perante uma demonstração do associativismo”

 

Foi recebida nas Casa dos Açores pela sua presidente Nélia Alves. “Estive perante uma demonstração do associativismo e ao mesmo tempo constatei a presença de mulheres nos corpos diretivos daquela associação. Foi a importância da presença da mulher no associativismo”.

De Fall River, Catarina Marcelino, seguiu para a área consular de Providence, onde foi recebida por Márcia Sousa, entidade consular num posto em que se aposta forte no associativismo.

A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade teve oportunidade de falar para mais de 450 pessoas, reunidas no salão do Clube Juventude Lusitana, no âmbito do jantar anual do Danças e Cantares daquela organização.

A “catedral erguida em nome de Portugal” aumentou assim o seu palmarés de visitas, entre as quais, presidente da República Portuguesa, embaixadores, secretários de Estado, coordenadores de Ensino, políticos, locais e federais, que deixaram o seu nome gravado no Clube Juventude Lusitana, tal como agora aconteceu com Catarina Marcelino.

A ilustre visitante tinha à sua espera Márcia Sousa, vice-cônsul de Portugal em Providence, Alberto Saraiva, relações públicas do Clube Juventude Lusitana, Henrique Craveiro, presidente da organização, Luís Matos, juiz do Tribunal Superior de Rhode Island, Daniel da Ponte, senador; António Teixeira, antigo administrador de Bristol. João Pacheco, conselheiro das Comunidades.

“É notório esta vivência do associativismo, em que os responsáveis pelas organizações não fiquem à espera de apoios. Organizam-se. Arranjam financiamento e ao mesmo tempo conseguem criar um elo de união, tal como aqui vimos”.

E Catarina Marcelino vai mais longe: “Tenho conhecimento que o estado de Rhode Island detém o maior número de luso-eleitos, o que é significativo da alta percentagem de naturalizados”, disse Catarina Marcelino, que tinha ouvido de viva voz da vice-cônsul Márcia Sousa, quando apresentou a ilustre visitante de que em Rhode Island, temos mulheres luso americanas aos mais altos níveis. Mas isto estende-se a comunidades, que Lisboa encara com prioridade, que não passa da sua localização, mas onde a representativa da comunidade ao nível de instuições americanas é praticamente nula.

E sendo assim Márcia Sousa referiu-se a Theresa Paiva Weed, presidente do Senado. Ann Assumpico, Comandante da State Police. “A comunidade de Rhode Island é uma referência no contexto da diáspora nos EUA. Levo uma ideia positiva de tudo o que me foi dado observar. Uma comunidade que se integrou que hoje é uma referência ao nível das comunidades da diáspora”, concluiu Catarina Marcelino.

 

• Fotos e texto de Augusto Pessoa