Festival de Sopas do Clube Juventude Lusitana, um êxito gastronómico e de aderência com projetos de continuidade

 

Luís Candeias foi de férias a Portugal. É natural da encosta da Serra da Estrela. Visitou as origens. Em São Paio, concelho de Gouveia, deparou com um festival de sopas. Podemos confirmar através de um apontamento da RTPi.

Eram mais de vinte variedades daquele manjar, atraindo largas centenas de pessoas.

Em tempos idos era a alimentação dos pobres. Hoje os médicos dizem que uma boa sopa até faz bem à saúde.

Luís Candeias regressou e informou-nos que ia fazer o 1.º Festival de Sopas do Clube Juventude Lusitana.

Deu-se a notícia no Por­tuguese Times e a iniciativa foi mais que boa, teve um êxito tal, que passados sete anos ainda continua a ser a iniciativa rainha da abertura do ano de atividades junto do Clube Juventude Lusi­tana.

E no meio da cobertura dos acontecimentos de fim de semana, que haviam começado pelas 8:00 da manhã, paramos pelo meio-dia no salão do Clube Juventude Lusitana.

O Manuel e a Fernanda Batalau eram este ano os responsáveis pelo festival.

E uma vez mais todo aquele conjunto único de anexas à catedral erguida em nome de Portugal, fizeram um exercício de memória e foram buscar as sopas das avós.

Mas uma coisa é certa. Tem de se ter cuidado ao mexer a sopa, que muitos atropelos pode azedar. É por isso que quando pedimos para mostrar a sopa que está na panela é só para sair no Portuguese Times e depois volta à posição inicial.

Em volta do salão esta­vam expostos os panelões com aquelas iguarias gas­tronómicas, cujos respon­sáveis prometeram a si próprios ali estar anual­mente.

O presidente Henrique Craveiro, que entrou no historial do Clube Ju­ventude Lusitana ao ser reeleito para mais dois mandatos, o que perfaz dez anos de administração, estava radiante pelo sucesso de mais aquela iniciativa:

“Estou radiante. Outra coisa não podia estar. Salão cheio. E servido pelas anexas em união de con­jugação de esforços em prol do bom nome da casa mãe. Somos o exemplo da união do poder associativo, exemplificado no festival de sopas”. E tendo como barómetro de afinação, o que será o resto do ano, o presidente do Clube Juventude Lusitana não se faz esperar:

“Mediante a adesão aqui hoje registada e se bem que o futuro só a Deus pertence, espero mais um ano, repleto de grandes sucessos junto do Clube Juventude Lusi­tana”.

Mas o cheirinho das so­pas era inconfundivel e atrativo,

Onde o difícil era a esco­lha. Mas como se podiam provar, mais do que uma, com apetite devorador dos presentes os panelões iam baixando rapidamente.

 

 

Sopa de Pedra

Danças e Cantares

 

Sopa de Abobara

Banda do

Clube Juventude Lusitana

 

Caldo Verde

Os Sportinguistas

 

Sopa de Feijão

Escola do CJL

 

Sopa de Cebola

Amigas de Penalva

 

Sopa de Agrião

Futebol Juvenil

 

Red Chowder

Casa do Benfica

 

Sopa de Grão

Senhoras Auxiliares

 

Sopa à Lusitana

Clube Juventude Lusitana

 

Mediante este menu quem é que podia resistir, a uma bela sopa à portuguesa.

Se a ideia surgiu de Luis Candeias, anualmente tem encontrado quem lhes dê seguimento e pelo que se pode observar no passado domingo com sucesso absoluto.

Mas o Clube Juventude Lusitana tem a facilidade de poder fazer um festival completo sem ser ne­cessário recorrer a terceiros. Como acima se confirma pode oferecer sopas dos mais diversos sabores e todas feitas pelas cui­dadosas senhoras, lá de casa.

Mas há mais. Para o festival ser completo entrou no salão a banda do clube, que tem agendada a sua quinta deslocação a Portugal.

 

Por sua vez subiu ao palco o Grupo dos Cavaquinhos.

E para completar o ramo os presentes poderam assistir ao regresso do Danças e Cantares de novo sob a responsabilidade de António Tomás. Como se depreende o Festival de Sopas do Clube Juventude Lusitana é uma demons­tração das potencialidades associativas da “catedral erguida em nome de Portugal”.

 

Se nunca esteve presente, não sabe o que está a perder.

 

Para o ano vai haver o cuidado de mandar fazer uma “malga” onde se vai ler VIII Festival de Sopas do Clube Juventude Lusitana. Em vez de 6 pode passar-se para 7 dólares e leva a “malga” para casa como recordação.

 

 

• Fotos e texto de Augusto Pessoa